Museu da Pesca 71 – Vídeo “Na Trilha do Tucunaré” 02 – anos 90

Durante todos esses anos tive o prazer de gravar muitos pescadores, tanto da mídia como amigos e conhecidos.

Além do Ismar, uma das duplas foram os amigos Aroldo e Ilton Nomura. Foi com eles que gravei uma fita de uma hora com ataques fantásticos de tucunarés no rio Unini. Infelizmente ao chegar em São Paulo vi que a fita estava com defeito. É sempre assim, nas melhores cenas acontece algum imprevisto. Pena que as cenas ficarão só na nossa memória. Uma pequena parte ainda consegui salvar, mas com qualidade não muito boa. Oportunamente publicarei.

Mas sempre somos recompensados pela natureza, que nos brindou com uma pescaria de praia, mas dessa vez desembarcados, com os pés na areia. Os peixes não foram grandes, mas a satisfação foi imensa.

Inesquecível!

Museu da Pesca 70 – Vídeo “Na Trilha do Tucunaré” 01 – anos 90

Quando falamos em tucunaré pensamos logo em pesqueiros atravancados, com pedras, tocos, galhadas, etc, qualquer obstáculo a uma briga limpa.

Entretanto, uma das arenas mais satisfatórias para esses encontros são as praias, fartamente encontradas no rio Negro e seus afluentes.

Foi num pesqueiro desse tipo que fizemos uma das mais gratificantes pescarias, onde a preocupação era controlar o peixe, sem medo de enroscos.

Além de tudo, preferencialmente iscas de superfície, nossas prediletas. Diria até que nessa ordem de preferência: Jumpin`Minnow, Zara Excalibur, e Top Dog. As de meia água eram as Long A 16, You Zuri Cristal Minnow, e Red Fin 900. Se o amigo Ismar ler esse post, pode discordar à vontade, afinal era ele que pescava diante das câmeras. Eu só pescava nos intervalos ou nas datas da turma do chegado.

Vamos às pescarias.

Museu da Pesca 69 – Vídeo “Na Trilha do Tucunaré” – Abertura e fechamento

Nos bons tempos do desenvolvimento da pesca amadora recreativa (pescaria esportiva) no Brasil, rapidamente o tucunaré virou unanimidade nacional, tornando-se o sonho de todo pescador.

Assim, foi inevitável que em 1998 lançássemos o vídeo “Na Trilha do Tucunaré”, em busca dos grande exemplares. Embora tenha viajado muito pela Amazônia, foi uma pena que grande parte das pescarias não foram gravadas, ou porque minha câmera estava quebrada ou porque estava atuando como receptivo de turismo de pesca, ou mesmo como guia.

O fato é que mesmo assim consegui um bom acervo de capturas, que agora estou relembrando para todos. Muitas das pescarias que vou mostrar aqui não fizeram parte do vídeo original em VHS nem em DVD. Temos portanto algumas cenas inéditas.

Vou fazer as postagens em várias partes, como de costume, mas apenas das cenas de pesca. Achei conveniente, para lembrar a quem já viu o vídeo original, começar apresentando a parte inicial e a parte final, como introdução, e daí em diante seguir com as cenas de pesca normalmente. Quando começamos as pescarias na Amazônia, tínhamos notícias da matança de peixes que era feita por pessoal da região, chegando a matar num fim de semana até 500 exemplares, e muitas vezes a maior parte desses peixes era perdida e jogada no rio, por falta de local adequado para armazená-los. Isso era uma constante, pelo menos era o que ouvíamos por lá, tanto que o Gugu no vídeo Amazônia Fantástica faz uma denúncia nesse sentido. Isso foi o que determinou a mensagem de “atenção” com o meio ambiente nesse vídeo, considerando uma possível extinção da espécie, embora uma utopia.

Nessa primeira postagem, queremos prestar nossa homenagem ao Antonio Casale, locutor de primeira linha, que nos brindou com sua amizade e competência. Lamentavelmente não está mais entre nós, nos deixou o anos passado (2022).

Boas lembranças, pessoal!