Museu da Pesca 74 – Vídeo “Na Trilha do Tucunaré” 05 – anos 90
Na época desse vídeo o Saburo já tinha o Marco Polo em ação, barco maravilhoso construído com base na experiência dele em excursões de pesca pela Amazônia, e de vez em quando organizava grupos com o intuito de testar novos pontos e também utilizar essas viagem para propaganda do esquema. Por sorte, eu era o convidado de plantão para as gravações.
Essa foi uma dessas viagens.
Museu da Pesca 73 – Vídeo “Na Trilha do Tucunaré” 04 – anos 90
Nossas iscas preferidas eram as iscas de superfície, mas às vezes uma colher Johnson Silver Minnow ¾ fazia a diferença, quando um cardume estava atacando iscas brancas. E era no pincho, não no corrico.
Não só os grandes tucunarés faziam nossa alegria, mesmo porque às vezes pequenos tucunarés brigam mais do que exemplares maiores. Devem ser como as pessoas, tem os mais brabos e os mais calmos. Muitas vezes os pescadores brigam com um peixe e ao chegar no barco se decepcionam com o tamanho, achando que eram maiores. Isso ensina que devem curtir a briga não se importando com o tamanho. Se forem troféus, melhor ainda.
Além disso, só as ameaças de ataques às iscas já valem a penas, assim como as fugas depois de fisgados.
O rio Negro tem um visual belíssimo, com pedras e praias, mas devemos ter cuidado em sua navegação devido as pedras submersas. Tivemos várias experiências desagradáveis. “Abrir o gás” pilotando só quando se conhece bem o rio, como o amigo Ismar.
De vez em quando encontramos cardumes em frenesi, como dessa vez na boca do Jaú. Eu francamente não sabia para onde apontar a câmera, tal a adrenalina. Aqui uma pequena amostra.
Museu da Pesca 72 – Vídeo “Na Trilha do Tucunaré” 03 – anos 90
No rio Negro desfrutamos de paisagens magníficas, nos enfeitiçando e esquecendo por momentos de pinchar.
Mas logo voltamos à realidade e voltamos à caça. As opções são tantas que escolhemos à vontade as estruturas onde pescar. Uma delas é caminhar pelas pedras e ir pinchando até encontrar o peixe. O Aroldo logo achou o seu. Quebra a inercia de ficar o dia todo no barco.
Nesse bloco uma curiosidade. Estávamos pinchando, eu e o Sabá, entre os rios Unini e Jaú, afluentes do Negro, numa vasta estrutura de pedras nossa velha conhecida, quando eu quis fazer uma experiência. Meu equipamento era uma vara Pistol Grip 20 lbs, com linha monofilamento correspondente e leader colado 0,62 mm Raiglon. Minha isca de toda hora era a Jumpin`Minnow, mas iria tentar uma isca “Amazon Ripper”, de hélices, gigantesca, muito usada pelos americanos. Com certeza iria desequilibrar o conjunto, mas não resisti, coloquei a isca e quase quebrei o pulso no arremesso (um pouco de exagero). Não deu outra, peguei um belo tucunaré e pedi ao Sabá para mostrar o peixe para eu gravar, o que ele fez com muita habilidade. Foi o primeiro caso de um pescador que ao contrário de posar com peixe de outro, deu seu peixe para o outro posar. É a última cena desse bloco.