Museu da Pesca 68 – Vídeo Pesque & Pague 02

Essas são as cenas que consegui recuperar do tempo do VHS. Como estou afastado há muito tempo de SP, gostaria que os amigos me dessem notícia desses pesqueiros. Dos amigos Capitão Cravo, Jair Rigotti, e Rigottinho (filho do Jair), estou atualizado, mas do Tico (Walter Varca) não tenho informação.

Encerro essa postagem com o segundo ensinamento que me referi anteriormente, onde fiz um paralelo entre a pesca nos Pesque & Pague e a pesca na natureza, para reflexão.

Ao contrário do que ocorre na natureza, onde a quantidade pescada deve ser limitada para a preservação das espécies, nos “Pesque e Pagues” não existe essa preocupação, pois na maioria dos casos as quantidades fisgadas não podem ser devolvidas às águas.

Entretanto, existe no “Pesque e Pague” uma limitação e controle por parte do pescador em função dos custos elevados, se pegar muito peixe. Isso é muito interessante, pois fica mais fácil entender que em seu ambiente natural as espécies também devem ser limitadas e controladas, se não em função do bolso, em função da conservação e preservação das espécies.

Museu da Pesca 67 – Vídeo Pesque & Pague 01

Chegou a vez dos Pesque & Pague. Confesso que nunca esteve em minhas preferências, mas tive bons momentos nessa modalidade. Hoje morando em Natal, lamento não ter um em nossa cidade, porque os Pesque & Pague nos oferece dois ensinamentos muito importantes.

Lançamos esse vídeo em 1997, e foi assim que começou: – Estava eu em casa, num intervalo de minhas viagens, quando recebi o telefonema de um amigo, o Ilton Nomura, proprietário da loja de pesca Tsuri Sport Shopping, perguntando se eu estava interessado em fazer um vídeo sobre Pesque & Pague. Argumentei que não era minha praia, mas não tinha nada contra. Mais umas conversas e fechamos.

Fizemos as gravações em dois pesqueiros, o “The Fishing Company”, propriedade do médico veterinário Gilberto Baba, e o “Tamuatoa”, de Antonio Garcia, em Campo Limpo Paulista, fazenda São Jerônimo.

No Tamuatoa tivemos a orientação dos amigos Jair Rigotti e Walter Varca (Tico), juntamente com o Capitão Cravo, velho companheiro de outras jornadas.

O primeiro ensinamento do Pesque & Pague foi no “The Fishing Company”, que nos mostra a agregação da família. Normalmente nos dias atribulados de hoje, as conversas e entendimentos são mais difíceis, em função de atividades e interesses diferentes, um vendo televisão, outro lendo, outro saindo com os amigos, por aí… Nos Pesque & Pague, vemos toda a família reunida em torno de um interesse comum, na hora da pescaria, na hora do lanche, e nas conversas. Muitos problemas de relacionamento são resolvidos nessa hora.

Na pescaria de tilápias está meu saudoso e querido amigo, Jorge Hasegawa, que não está mais entre nós. Saudades…

No Tamuatoa já estávamos com o programa “Pesca & Lazer” no ar, na TV Manchete, e as cenas foram usadas no programa.

Não pegamos grandes peixes, mas para variar, o melhor é sempre a viagem e não o destino…

Museu da Pesca 66 – Programa “Caminhos da Pesca” – Era uma vez em Arraial do Cabo 02

Nessa segunda parte focaremos a pescaria de bonitos e afins. Paramos as gravações por perda da câmera, mas já tínhamos essas cenas gravadas em outra fita S-VHS, por sorte. Ainda salvamos parte da pescaria do Ismar com o maior dourado da temporada, e no final tudo valeu a pena. Essa pescaria conto em detalhes em outra ocasião. Para finalizar, informamos que as pescarias de dourados eram feitas em água azul, mar aberto, e as de bonito e enchovas no costão, margeando a “Ponta do Focinho” em toda sua extensão. Dependendo do ponto, pegávamos águas calmas ou agitadas.