Museu da Pesca 32 – Vídeo “Tucunaré o Gigante da Amazônia” parte 01

Faz muito tempo que iniciamos nossas pescarias na Amazônia, e essas histórias e opiniões refletem aqueles tempos.

Se eu fosse obedecer a ordem cronológica das coisas o vídeo agora apresentado deveria ser “O Mundo das Iscas Artificiais”, mas vou satisfazer minha vontade apresentando o “Gigante da Amazônia”, meu primeiro vídeo feito na região com meus amigos. Me deu saudades dos grandes tucunarés.

As iscas de superfície mais usadas naquela época por nossa turma eram as Jumpin`Minnow, Zara Excalibur, Top Dog, Mr. Shark (Borboleta), Dr. Spock (KV Zara), Magnum Jerk`n Sam e Big Bug (Popper), mas existia uma grande variedade de tipos e marcas.

Já as de meia água, mais fáceis de usar, sendo aconselhadas para os principiantes, e também para quando o peixe estava refugando, as mais usadas eram a Red Fin 900, Long A 16, Crystal Minnow (Yo Zuri) e Juana (Borboleta), entre outras.

Como algumas das iscas importadas mencionadas (superfície e meia água) não foram desenvolvidas para nossos peixes, principalmente o tucunaré, era necessário se efetuar a troca das garatéias e das argolas que as prendiam às iscas.

Usávamos linhas de monofilamento de 17 a 25 libras, dependendo da ocasião, mas na maior parte do tempo a de 20 libras era a titular. Como líder, uns dois metros de monofilamento também, 0,62mm, colado à linha principal pela “Cola Leader” do alemão ou a cola do Carlet, também muito boa. Nunca perdemos nenhum peixe por usar esse processo, desde que a colagem fosse bem feita.

Foi nossa primeira viagem em barco hotel no Amazonas, no Miss Bebel, com a aquisição mais recente de nossa turma, o “Presidente”. Embarcamos em Itacoatiara, distante de Manaus 270 km, aproximadamente, por estrada asfaltada.

A partir desse ano ficou obrigatória a ida da turma para Manaus, e nossas datas sempre coincidiam com a maior folga na agenda das viagens do barco. Assim, geralmente ficávamos um ou dois dias, às vezes mais, além da programação normal. Era quando eu aproveitava para dar vazão a meu instinto haliêutico.

O local escolhido foi o Tupana, com uma breve parada no Pantaleão. No começo dos esquemas do Saburo no Miss Bebel não tinha piloteiro, mas como era para gravar um vídeo, ele conseguiu um guia índio, o Josué, morador no Tupana, que muito nos ajudou nessa viagem. Nas próximas pescarias que fizemos na região éramos só o Ismar e eu, e hoje em dia penso como não nos perdíamos, pois realmente desbravamos muitos pontos sem conhecer bem a região, e nunca nos perdemos. Foi uma viagem maravilhosa, pela companhia e pelos peixes, e no meu livro esse é um dos capítulos mais compridos, mas não é esse o motivo desses vídeos aqui, que serão apresentados em três partes. A ideia é preservar as imagens em algum lugar, antes que desapareçam completamente.

Vamos começar?

Museu da Pesca 31 – Vídeo “ABC do Fly” parte 04

Hoje nos despedimos do Paulinho, mas não é um adeus, é só um até logo. Breve nos encontraremos por esses rios afora, Pantanal ou Amazônia.

Diz a lenda que nos tempos atuais, nos rios Claro e Arinos, na época da matrinchã, ainda se pode ver ao cair da tarde, em pontinhos muito especiais, a figura de um velho senhor fazendo a mosca voar contra o infinito, tal qual maestro empunhando habilmente sua batuta.

Museu da Pesca 30 – Vídeo “ABC do Fly” parte 03

Continuando nossa pescaria na “lagoa dos perdidos” e nos rios Arinos e Claro. Como sou pescador, sei que é uma tortura estar ao lado de um companheiro de barco apenas para ajudar, sem poder pescar. É o caso do Padilha, que estava no motor elétrico, assim como eu, que estava só gravando, ambos assessorando o Paulo.

Mas algumas vezes o Padilha não conseguia controlar os instintos e dava seus pinchos com bait, também pegando alguns e “matando o bicho” que o consumia. Eu não tinha opção.

Aproveitando essas lembranças, gostaria de saber de algum amigo que assistir esse vídeo qual a espécie desses tucunarés, apenas para registro.