Museu da Pesca 143 – Saudosismo – Lojas de pesca 01 – Caça e Pesca Pinheiros
O desenvolvimento da pesca amadora (dita esportiva) no Brasil começou com mais desenvoltura nas décadas de 80 e 90, num movimento que cresce até hoje.
Dois dos peixes que mais contribuíram para tal foram o Black Bass e o Tucunaré. Foi naquela época que também começou a formação de “tribos”, de acordo com as espécies e modalidades de pesca utilizadas. Existia os fãs do Bass, do tucunaré, da pesca de praia, das iscas naturais e das iscas artificiais, além do fly. Nasceu também o preconceito entre os praticantes das diversas modalidades, como por exemplo os pescadores com iscas naturais e os pescadores com iscas artificias. Quem pescava com iscas artificiais estava na moda, quem pescava com iscas naturais era chamado de “linguiceiro”, claramente pejorativo.
As revistas e livros de pesca também desempenharam papel importante, além dos programas na televisão, mas o que mais me marcou foram as lojas de pesca. Estou falando de São Paulo, onde morava na época. Todas as lojas, grandes ou pequenas, tiveram papel importante no desenvolvimento, mas cada uma tinha seu exército de clientes fiéis, onde inevitavelmente quem não estava pescando se encontrava nas lojas aos sábados para uma pescaria no seco, fora as visitas eventuais durante a semana. Fiz grandes amizades assim, que duram até hoje. Aprendi muito naquelas reuniões, onde cada um passava seus conhecimentos aos outros.
É em homenagem e saudades de algumas delas que vamos mostrar “retratos” daqueles tempos, quem sabe não reconhecerão amigos que não veem mais, nem sabem o paradeiro?
Além da loja, para lembrar, vejam uma propaganda veiculada durante o programa Pesca & Lazer.
Museu da Pesca 142 – Padilha e os Bass
Em 1993 lançamos o vídeo em VHS “O Mundo das Iscas Artificiais”. Na sua produção faltava algumas cenas de Black Bass, a truta verde, como alguns ribeirinhos o chamavam. Pedi socorro ao Padilha, que juntamente com seu filho, o Leo, me levaram para a represa de Atibainha. Foi uma pescaria feita com bastante cuidado, pois o Padilha tinha quebrado uma perna e estava em recuperação.
Conseguimos as cenas e encerramos a pescaria, mas eu fiquei com aquele gostinho de “também quero”. Não deu outra, 15 dias depois lá estávamos o Ismar, o Conradinho, e eu, sem câmera, apenas para pescar. Eu não conhecia a represa, apenas pela pescaria com o Padilha, mas tinha marcado bem alguns pontos. O resultado foi até que satisfatório. O Ismar pegou dois, eu peguei um, e o Conrado ficou “no dedo”. Fiquei satisfeitíssimo, pois tínhamos capturado os peixes com minhocas artificiais, que não eram nossa especialidade, além de conhecer um novo pesqueiro. O Black já era nosso conhecido, da Cachoeira do França, em Juquitiba. Essas são algumas cenas daquela pescaria.
Museu da Pesca 141 – Lago das sombras
Na verdade não é esse o nome oficial desse lago. Como já contei, de vez em quando também o Saburo organizava excursões em busca de novos pontos, desde quando operava o Miss Bebel, bem antes do Marco Polo. Essa foi uma dessas ocasiões.
Fui lá uma única vez, e infelizmente não me lembro em que região ficava. Quem poderia nos dizer infelizmente não está mais entre nós, o Saburo.
Continuando a história, com as mesmas palavras usadas no Museu da Pesca 75, estavam no Brasil nessa data o Fernando e o Mike. O Fernando era sobrinho do Kodi Koike e era guia de pesca na Flórida, e o Mike seu amigo americano que na época estava tentando seguir os caminhos do cinema. Ambos estavam no Amazonas para conhecer a pesca do tucunaré, ainda a bordo do Miss Bebel, e futuramente agenciar por lá o barco Marco Polo, que o Saburo estava construindo.
Também não me lembro do ano, só sei que era anos 90. O lago era belíssimo, e sua estrutura diferente do rio Negro. Tinha muita vegetação alagada, e sua floresta criava sombras nos protegendo do sol e também escondendo seus segredos e mistérios. Por isso o chamamos de “Lago das Sombras”. Não vou falar muito sobre ele pois provavelmente a maior parte dos amigos não chegará a ler até esse ponto, é melhor mostrar logo as imagens, que também estão um pouco longas.
Quem chegar até aqui, aproveite!