Arremesso com iscas artificiais
Na pesca com isca artificial, o arremesso é fundamental. Para que se tenha um bom resultado no uso de carretilhas, deve-se fazer o movimento contínuo sem pausa, usando apenas a ação da vara, sempre com o pulso, nunca use o braço para arremessar. Usando o braço, você perderá a precisão. O cotovelo deve ficar junto ao seu corpo. Para os iniciantes o ideal ao treinar é colocar uma revista de baixo do seu braço que segurará a vara, isto impossibilitará que você levante o cotovelo na hora do arremesso. Sempre que for arremessar, olhe para trás e para os lados, verificando se não há ninguém por perto. Não são nada agradáveis situações com anzóis ou garatéias cravadas no corpo. Nos olhos então, nem é preciso citar. Também o uso de óculos polarizados, além de facilitar a visualização do peixe no ataque às iscas, protege os olhos dos raios ultravioleta e de iscas artificiais. Em barcos, a atenção deverá ser redobrada, porque geralmente nesses lugares, dispõe-se de espaços restritos, e se você não olhar antes de arremessar, criará situações de perigo tanto para você quanto para seus parceiros.
É importante adotar uma postura correta na hora dos arremessos, para que no futuro não provoque problemas como a LER(lesão por esforços repetitivos). Posicione bem os pés e a coluna.
Over Head
(Arremesso por cima da cabeça)
É o arremesso mais usado na maioria das situações. Para executá-la, deixe a isca de 10 a 20 cm da ponta da vara. Aponte a vara para onde você deseja arremessar. Aperte o botão que destrava o carretel. Com o dedo polegar pressione a linha no carretel e com a palma da mão virada para baixo de forma que a carretilha fique de lado e a manivela para cima. Fazendo este movimento você usara o recurso dos freios centrífugo ou magnético. Faça um movimento rápido e sem pausa, carregando e descarregando a ação da vara. Importante perceber que a maior força é empregada quando fazemos o movimento para trás, pois para a frente será a própria vara quem ira trazer a isca, no seu trabalho normal de voltar a posição de repouso. Assim, não faça força para frente, apenas acompanhe o movimento normal da vara voltando a posição original de repouso. Quanto mais força fizer para trás, mais forte será a resposta da vara para a frente.
Este movimento, pode-se ter como referência o alto da cabeça que dará um ângulo de aproximadamente 90.º a 95.º graus, o polegar deve permanecer pressionando o carretel até o momento certo de liberar a linha próxima de um ângulo de uns 45.º graus, fazendo com que a vara trabalhe e lance a isca fazendo um arco não muito alto.
Caso a isca faça um arco muito alto, poderá causar a famosa cabeleira (back lash), se a isca cair muito próximo a você significa que você tirou o dedo depois do ponto ideal, se subir muito significa que você liberou antes do ponto ideal.
Repita o procedimento varias vezes até aferir ou acostumar com a força empregada e a hora de tirar o dedo polegar do carretel. Arremesse sempre com força para ultrapassar o local desejado, é muito mais fácil diminuir a velocidade da isca no ar se ela estiver passando do ponto desejado. Um bom arremesso só vem depois de muito treino. Treine primeiro à distância depois a direção, você encontrará mais dificuldade se tentar os dois ao mesmo tempo.
SIDE
(Arremesso lateral)
É outro arremesso bastante útil em situações que se exija um arremesso em estruturas, que possuam galhadas próximas da superfície da água (40 a 90 cm de altura), e na margem que você se encontre, seja impossível utilizar o over head.
Com certeza surgirão problemas com arremesso ao utilizar o over read, ou seja, você não conseguirá um bom ângulo na trajetória da isca para chegar ao ponto desejado. O Arremesso SIDE serve para esta situação, ou quando você está de baixo de uma árvore e os galhos estão relativamente baixos, esta condição não lhe irá permitir a angulação correta da vara conforme explicado anteriormente.
Para executá-lo você deve ficar de frente com a estrutura, posicionar a vara a sua frente com a isca a aproximadamente uns 5cm de sua ponta, segurando a carretilha na posição tradicional com o seu carretel voltado para cima, ficando nesta posição para que atuem corretamente os freios centrífugo ou magnético de sua carretilha.
Aperte o botão que destrava a carretilha para o arremesso, com o dedo polegar pressione a linha do carretel, fazendo um movimento perpendicular ao seu corpo num ângulo de 90.º graus carregue a vara para trás e em seguida para frente em um movimento contínuo liberando a linha. Se a isca sair muito pela direita, a linha foi libera antes do tempo, se for muito à esquerda significa que a linha foi liberada depois. Treine muito este arremesso é muito útil.
FLIP
(Arremesso de frente ou sacudir a isca)
Este arremesso é muito interessante, pois você necessita de pouco espaço para usá-lo e a isca deve ir bem na superfície d?água cerca de 10 a 40cm, com uma agravante, não se consegue arremessar em grande distância.
Para executá-lo aperte o botão que destrava o carretel de sua carretilha, posicione sua vara para baixo, deixe a isca bem perto da ponta da vara (não deixe nada de saia).
Com o dedo polegar pressionando a linha do carretel e com a palma da mão virada para baixo, de forma que a carretilha fique de lado, para você usar os freios centrífugo ou magnético, faça movimentos para traz e para frente ou seja carregando e descarregando a ação da vara, use apenas o pulso não o braço e libere a linha, você deve tomar cuidado para não soltar a linha muito cedo ou muito tarde, a isca tende a subir muito quando solta muito tardia.
Apesar de mais difícil de realizar nas primeiras vezes, depois que você fizer algumas vezes, este arremesso torna-se extremamente fácil e útil, se você utilizar a mão esquerda para o arremesso, não há problema algum, basta inverter o posicionamento da carretilha, porém se você estiver utilizando a carretilha com a manivela trocada para o seu uso, você deve observar a correta posição dos freios.
BACK HAND
(arremesso lateral contrário)
É um arremesso bastante útil em situações que exija um arremesso não muito longo. Muito similar ao FLIP só que feito do lado contrario ao corpo.
Para executá-lo deve ficar de frente com a estrutura, posicione a vara a sua frente com a isca bem perto da ponta vara, segurando a carretilha na posição tradicional com o seu carretel voltado para cima ficando nesta posição para que use corretamente os freios centrífugo ou magnético de sua carretilha, aperte o botão que destrava o carretel, com o dedo polegar pressione a linha do carretel, fazendo um movimento para o lado oposto ao do arremesso FLIP.
PITCHING
É uma das modalidades de arremessos que não usa ação da vara. Este arremesso é usado quando você precisa fazer arremessos curtos que a isca tenha que fazer uma apresentação suave. Para executá-lo você deve ficar com a isca em sua mão em seguida levantar suavemente a vara partido de uma posição de 80 graus ate atingir uns 150graus liberando a isca simultaneamente durante o seu balanço de forma bem suave. Para este arremesso é interessante que o freio físico de sua carretilha esteja totalmente liberado.
SPIRAL, 360º, CICLE, SPIN
Este arremesso possui vários nomes, requer muito treino, além de necessitar de pouco espaço para usá-lo, a isca deve ir bem à superfície d?água, com uma agravante também como no FLIP não se consegue arremessar em grande distância.
Para executá-lo aperte o botão que destrava o carretel de sua carretilha, posicione a vara para baixo – bem entre seus pés -, deixe a isca bem perto da ponta da vara (não deixe nada de saia).
Com o dedo polegar pressione a linha do carretel, com a palma da mão virada para baixo de forma que a carretilha fique de lado e a manivela para cima, está posição permitirá que você use corretamente os freios centrífugo ou magnético que ficarão voltados para baixo.
Fazendo movimentos giratórios com o pulso, exigindo que a ponta da vara faça um círculo completo, ao término do círculo deve-se liberar a linha, você deve tomar cuidado para não soltar a linha muito cedo ou muito tarde.
Este arremesso requer muito treino para liberar a linha no momento certo. A maior força deve ser empregada na primeira metade do circulo, ou seja, quando a vara está sendo direcionada para trás, fazendo com que ela trabalhe completando o circulo e arremessando a isca.
SKIPPING
(Arremesso com saltos da isca)
Este arremesso só é feito com iscas soft do tipo shad ou camarão, neste caso a isca quicará algumas vezes na água antes de atingir o ponto desejado, por esta razão e necessário que o freio mecânico esteja bem fechado.
Este arremesso e muito parecido com o SIDE só que é feito com a ponta da vara bem rente à água, com a isca a aproximadamente uns 20 cm da ponta da vara.
Segurando a carretilha na posição que o carretel esteja voltado para cima, aperte o botão que destrava o carretel de sua carretilha, com o dedo polegar pressione a linha no carretel, fazendo um movimento paralelo a água carregue a vara para trás e em seguida para frente em um movimento contínuo liberando a linha.
A isca deverá sair rasante, bater na água uns 2 metros a sua frente e repicar varias vezes antes de atingir o ponto desejado dependendo da força aplicada, no momento do primeiro quique deve-se levantar suavemente a vara em relação ao nível do arremesso, conduzindo-a em direção ao céu. Os iniciantes não devem empregar muita força no arremesso.
Esperamos que estas fotos e estas explicações ajudem vocês a conseguir executar estes arremessos e isso facilite ainda mais a sua pescaria. O maior segredo é treinar sempre e muito. Assim qualquer um deles passa a ser simples e podem ser feitos normalmente.
SpinnerBaits
Nos Spinnerbaits com a alça aberta, faço um nó com monofilamento na ponta para facilitar a troca através do uso de snaps, isso evita toda vez que eu for trocar de isca ter que cortar a linha e atar um novo nó.
Essa isca é uma boa opção para se fisgar Tucunarés e Traíras em locais de vegetação densa.
Vara de Fly: Faça você mesmo!
O conceito:
Você tem uma vara de molinete ou carretilha q/ já não usa mais pq. descobriu q/ o fly é a razão do seu viver?
Não sabe o que fazer com ela?
Vender poderia ser uma boa, dinheiro é sempre bem vindo!
E que tal transforma-la numa vara de fly, o objeto da sua nova paixão!!!
Sim meus amigos, vcs tem razão, eu sou doido de pedra !!
Mas antes de me internarem, leiam atentamente os meus comentários, vejam as fotos.
E aí sim; cacete no doido KKKKKKKK!!!
Embora a transformação seja possível, quero esclarecer que não sou nem um “rod maker”, e o que vocês verão
nos slides a seguir é fruto de minhas próprias conclusões.
Mas, se os amigos não tem medo de experimentar “coisas novas,” sei que vão gostar!!!
Analisando a vara, ui!
Antes de ir “metendo a faca” nos passadores é preciso levar em conta que tipo de vara vc quer, tamanho, numeração etc… No meu caso eu queria uma vara mais curta que o tamanho padrão ( 9’), p/ usar em locais com pouco espaço, mangue por exemplo. Pesquisei e descobri que existem varas de fly com apenas 5’,6” , usadas em estreitos rios de montanha.
Mais importante do que o tamanho.
Era identificar a numeração da vara, ou seja, descobrir qual n° de linha fly poderia ser arremessada por uma vara de molinete 4 a 12 lb, de ação media e 1/8 a 5/8 oz (3,5 a 17 gramas de arremesso). Pela padrão AFTMA uma vara assim, pelo menos na teoria, poderia arremessar desde uma linha #1 até uma #11 !!!
Isso se dá pq. As varas de fly, ao contrario das de bait e spinning, são projetadas p/arremessar linhas com peso especifico e a tolerância a variações bruscas de peso nestas e bem menor. P/ se ter uma ideia, a diferença de peso entre uma linha 5 e uma #6 é menos de 1,5 grama!
Tentativa e erro…
Bão, como não existe omelete sem quebrar ovos…Dei um jeito de montar a carretilha de fly na vara de molinete e fui aos testes. Como não tinha idéia da linha certa a ser usada, fiz um calculo simples: somei o peso de arremesso maior (17,5), ao menor (3,5) e dividi por 2. O resultado ( 10,5) apontava a linha # 6 como sendo a melhor opção. Na falta da #6 usei uma 5 (+ ou – 9 gramas). Como precisava saber se a vara poderia ser usada em espaços exíguos fiz os testas na sala de minha casa arremessando a linha entre cadeiras, gato e sofá…embora a linha 5 tenha se mostrado um pouco leve, gostei do resultado e me decidi a fazer a heresia!!!
A heresia…
Comecei a desmontagem da vara. Guardei 03 dos passadores originais e comprei mais 4 unidades. A seqüência de montagem dos mesmos eu achei na internet. Optei pelos cerâmicos ao invés dos tradicionais “snake” feitos de arame. Pela dificuldade e alto preço do reel seat próprio p/ vara de fly optei por um do tipo tenessee. Isso também seria conveniente. Pois, caso a experiência não desse certo, eu ainda poderia usar a vara com molinete ou mesmo carretilha!
Churrasquinho?!
A desmontagem dos passadores, cabo e outros componentes da vara não apresentou maiores problemas. O reel seat, porém, foi a maior dor de cabeça!
Esta peça que é responsável pela fixação do molinete ou carretilha ao corpo da vara é fixada por meio de buchas de fita crepe (ou algo que o valha), e muuuita cola epoxi!!!
Lembrei que o amigo Alexandre (miudeza), comentou certa vez de usar calor p/ soltar esta peça. Daí tive a idéia de envolver a mesma com papel toalha umedecido em água e este envolvido em papel alumínio. A cena que se seguiu foi pitoresca como vcs podem ver ao lado. Meti o espeto no fogo até que houve uma espécie de micro explosão de vapor que rompeu o papel alumínio.
Apliquei força…et, voi lá!!! Agora era só lixar e preparar o blank p/ aplicar os novos componentes!!!
A montagem…
Bem, uma vez que o blank estava limpo era hora de montar os novos passadores na sequência correta. Como sou herege usei linha de atado p/fixa-los. E não é que ficou bom!!!
Fixar na verdade não é difícil. Difícil e deixa-los alinhados. Para quem não tem um mínimo de habilidade manual e ainda por cima é forte candidato a ter Alzheimer como eu…foi F…RSSSSSSS!!!!
Gambiarra não!!!
Já que o improviso era a palavra de ordem, decidi fazer o acabamento com epóxi 15 minutos, o mesmo que uso p/ atar. Adicionando álcool isopropilico, o epóxi fica mais fino e permite um acabamento melhor. Para dar cor, adicionei a mistura tinta acrílica azul metálico + amarelo. E obtive um tom que apelidei carinhosamente de catarro-na-parede!!!
Finalmente….
Gente, existem muitos outros detalhes que suprimi propositalmente. Mas, p/ resumir, digo que gostei do resultado.
Troquei a linha #5 por uma #6 e a vara ficou ótima. De quebra ainda posso usa-la com minha carretilha favorita para arremessar iscas mais leves ou em qualquer ocasião que eu precise de um equipo + light!!!
Valeu!!!




















































