Candirú, lenda?
Durante muito tempo foi considerada uma lenda da região amazônica, mas o Dr. Anoar Samad – Professor chefe do Serviço de Urologia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), documentou um caso. Antes algumas informações sobre o Peixe Vampiro.
Ordem: Siluriformes
Família: Trichomycteridae
Espécie: Cirrhosa de Vandellia
APARÊNCIA: O candirú, chamado também os peixes do carnero, é um peixe-gato parasítico minúsculo que habita as águas da Amazônia. Podem alcançar comprimentos de 2,5 a 6 cm com uma largura de 3,5 milímetros. Com seu tamanho pequeno e corpo quase transparente o torma muito difícil de localizar. O candiru tem os ossos afiados com uma série de espinhos situados em torno da cabeça.
HABITAT: O candiru é encontrado somente no Amazonas e não gostam do sol.
ALIMENTO: O candiru tem um apetite voraz para o sangue e vive como parasitas de peixes, mamíferos, e seres humanos. Um cientista, ao prender um candiru, deixou-o acidentalmente penetrar em um pequeno corte sua mão.
CASO CLÍNICO (Relato do Dr. Anoar Samad – Extraido do Arquivo H.Ellis):
Eu posso afirmar para vocês que, a do peixe Candiru, com sua capacidade de penetração em orifícios do corpo humano, é a mais pura realidade.
Urologistas que atendem em serviços de urgência estão acostumados às causas mais frequentes de uretrorragia como cálculos impactados, infecções e até mesmo alguns casos de corpos estranhos. Mas, sem dúvida, um peixe dentro da uretra é incrível!!!
Eu atendi um paciente de 23 anos, do sexo masculino, que procurou o serviço de urgência com extrema disúria e uretrorragia, com história de que há três dias sofrera um ataque por um peixe da região amazônica conhecido pelo nome de CANDIRÚ e que o mesmo havia penetrado em sua uretra quando estava urinando dentro do rio. Referia que tentou segurá-lo, mas era muito liso e parecia ser de pequeno tamanho. Quando o examinei, o paciente apresentava-se hipocorado (+/4), com febre, forte dor no pênis, retenção urinária, uretrorragia e grande edema de bolsa escrotal.
No centro cirúrgico, e sob anestesia, realizei uma cistoscopia para diagnóstico e documentação do caso. Identificamos que o peixe era de grande tamanho (12 cm de comprimento por 1,5 de largura) ocupando toda a uretra e com impactação perto do esfíncter urinário e, provavelmente, enquanto vivo, o peixe tentou penetrar em bolsa escrotal, explicando o importante edema da mesma.
Pensei em abrir o períneo e retirá-lo por esta via, mas o risco de infecção e de disfunção erétil seria muito alto. Foi então que após várias lavagens da uretra e sob vídeo endoscopia, consegui extraí-lo com o material endoscópico.
O paciente permaneceu internado com cuidados clínicos inerentes ao caso e seguimento ambulatorial de 3/3 meses para avaliação e diagnóstico precoce de possíveis complicações que pudessem ocorrer, principalmente a estenose de uretra. Após o seguimento de 2 anos, a evolução foi boa, não houve estreitamento da uretra, disfunção erétil ou qualquer outra complicação, recebendo alta da urologia.
Este peixe foi tombado na coleção ictiológica do INPA (15590) e positivamente identificado como da ordem Siluriformes; Família Trichomycteridae e Gênero Plectrochilus.
Provavelmente o ataque ocorrera por alguma substância na urina humana que atraiu este peixe.
Nó para unir multi com mono
Depois de tentar aprender este nó passei a usá-lo com frequência para unir linha principal multifilamento com líder monofilamento. Hoje considero o mais resistente para este tipo de união, estou falando do Midnight Knot (nó da meia-noite).
Aconselho utilizar uma luva na hora de apertar o nó, pois a multi pode cortar sua mão. E praticar bastante! Faça várias vezes e teste sua resistência, até que se sinta seguro para utilizar na prática em uma pescaria. Confesso que no começo perdi alguns peixes fazendo o nó sem verificar sua resistência.
Abaixo uma animação simples
Agora o passo-a-passo mais detalhado
Sugestões:
Passo 2: Faça 10 voltas afastadas
Passo 3: Faça 5 voltas juntas
Passo 7: Faça 10 nós
Passo 11: Faça 10 nós
Camurins – Como e onde pescar
O Camurim é sem dúvida nenhuma um dos peixes mais esportivos para se pescar na modalidade de iscas artificiais, porém, sua pesca é extremamente técnica, pois além de exigir arremessos precisos, para se obter sucesso em uma pescaria, é fundamental conhecer bem seus hábitos e comportamentos que variam de acordo com as condições climáticas. Um grande pescador de Camurins é um grande observador.
Espécies
Os Camurins caracterizam-se por sua cor prata-acinzentada e ventre esbranquiçado e, mais ainda, pela listra negra do focinho ao rabo, seu corpo é alongado e comprido com perfil dorsal acentuado, os dentes são pequenos e o pré-operculo com margem serreada.
As duas espécies mais comuns que encontramos são:
Peva – Centropomus enciferus – que atinge 55 cm de comprimento e até 6 kg de peso, com um Mínimo de 35 cm para captura. (tamanho mínimo: 35cm)
Flecha – Centropomus undecimales – que atinge mais de um metro de comprimento e mais de 20 kg de peso, não devendo ser capturado com menos de 45 cm de comprimento para não prejudicar a reprodução e criação da espécie. (tamanho mínimo: 45cm)
Local de pesca
Podemos encontrar o Camurim em praticamente todo litoral brasileiro, podemos pescá-lo na praia(pesca de praia), em canais e no mangue.
Marés
A pesca do Camurim é bastante influenciada pelo comportamento das marés, as melhores luas são a minguante e a crescente. O Camurim torna-se extremamente ativo quando a maré está correndo (principalmente no início da vazante). A maré ideal é aquela que corre quase o dia inteiro,bem devagar.
Algumas considerações: o Camurim é um predador astuto, e como tal, preferencialmente caça quando as condições lhe favorecem. Quando a maré está parada ele dificilmente sairá da estrutura para caçar, quando a maré está correndo (aumento do número de presas fácil) ele se torna mais ativo.
Marés com grandes variações -> água correndo muito rápido -> água suja(levanta muita sujeira) -> dificuldade para trabalhar a isca perto da estrutura -> o peixe entra “dentro” do mangue ficando fora do alcance do pescador.
Marés com baixas variações – > o peixe fica inativo.
Estruturas
Os tipos de estruturas que o Camurim costuma frequentar são as galhadas, pedras e troncos submersos, lajes, pilares de pontes, curvas (bicos) dos canais em geral.
Iscas artificiais
O Camurim pode ser pescado com iscas de superfície, meia-água e fundo. O tipo de isca mais indicado e a cor dependerão dos fatores climáticos.
Algumas sugestões de iscas: sticks em geral, sputinick (93mr), zaras em geral(Miss Carna pequena), 44mr, 7mr, 7m, 28mr, bombers (13A-17A), cultiva suspending, camarão DOA, jigs do tipo peninha, grubs, plugs de meia água em geral, rapala Shad Rap, Maria the First.
Algumas cores: transparente, branco/vermelho, branco/verde limão, rosa, verde limão, laranja.
* Como em toda pescaria de iscas artificiais o uso do snap (grampo) é fundamental para agilizar a troca de iscas artificiais.
Streamers: São iscas que procuram imitar, pequenos peixinhos, que nadam distraidamente sob a superfície e que representam um verdadeiro banquete, a todo peixe predador que estiver nas imediações. É a isca mais utilizada para a pesca aqui no Brasil. Essa é uma isca que deve ser trabalhada, em qualquer que seja a situação. Em locais onde haja correnteza como, pequenos ribeirões e rios, trabalhe de preferência a favor da mesma dando pequenos toques sem recolher a isca, agora, em locais sem correnteza, devem ser trabalhadas com pequenos puxões na linha. Neste caso é importante testar diferentes, velocidades de recolhimento, como a quantidade de linha, recuperada a cada toque
Poppers e Bugs: São iscas que imitam pequenos peixinhos se alimentando à superfície, bem como pequenos batráquios e roedores. Estas iscas devem ser trabalhadas, e quando recolhidas se caracterizam por produzir um ruído na superfície que atraem a atenção de qualquer peixe que estiver nas proximidades. Essas iscas devem ser trabalhadas com pequenos toques, que podem ser seguidos ou não, de um intervalo entre um recolhimento e outro, o importante é testar estas diferentes ações
Técnicas e dicas de pesca:Procure manter sempre uma boa distância do pesqueiro (estrutura de pesca), de 10m à 15m.
Pinche o mais perto possível da estrutura, se der, pinche dentro da estrutura.
Aproxime-se lentamente do pesqueiro com o motor elétrico e evite fazer barulho.
Se estiver pescando com alguém, variem o tipo de isca/cor até conseguir identificar a isca que está dando mais resultado. (ex. se seu parceiro está pescando com isca de superfície use um plug de meia água.)
Pesque de preferência a favor da maré, use a maré para levar a isca mais próximo da estrutura.
Geralmente o melhor trabalho das iscas artificiais para o Camurim é bem lento, com toques curtos e paradinhas
A HORA DA MARÉ MORTA
O Camurim é uma espécie que se torna mais ativa no movimento das marés, quando sai em busca de alimento. Por esse motivo, pescar em locais onde existe movimentos mais intensos das águas, durante as marés de lua de quarto, costuma ser muito mais produtivo. A maré morta, conhecida também como maré louca, é aquela em que praticamente não existe variação no nível da água, correndo hora para um lado, hora para o outro. Isto acontece logo antes, durante ou logo depois do dia da mudança de lua crescente ou minguante.
Pescar Camurins nessas condições é um tanto limitado, pois eles costumam ficar inativos. No entanto, não vale a pena desistir. Veja algumas alternativas de locais para pescar o Camurim quando a maré morrer.
Rios longos
Os rios de maior extensão, normalmente, possuem um volume maior de água. Desse modo, a água pode vazar o tempo todo, durante a maré morta, criando um movimento de água interessante para pescar. Nestas condições os melhores locais para a pesca são os tradicionais, com estruturas formadas por galhadas, pedras e pilastras de ponte, por exemplo.
Baías
As baías são locais que geralmente recebem águas de vários rios. Nesse caso, a variação do nível d?água se dá no interior da baía, em função dos diferentes fluxos de água. Dentro das baías, os pontos mais produtivos ficam próximos a ilhas e a parcéis (pedras) submersos.
Ilhas
Sem levar em conta o tamanho ou tipo de formação de uma ilha de mangue, evite os pontos que ficam de frente para o mar. Procure explorar sempre as laterais, onde existe os movimento das águas. Os pontos mais produtivos costumam ficar nas cabeceiras das ilhas, onde a força d?água (ou a correnteza da maré suave e lenta da lua de quarto) bate diretamente, lugar onde os Camurins caçam.
Parcéis
São estruturas formadas por pedras submersas. Neste tipo de local, a pesca do Camurim costuma ser menos produtiva quanto maior a profundidade. No entanto, em parcéis mais profundos, o pescador pode ter a agradável surpresa de capturar Garoupas, Badejos, Caranhas e outras espécies que habitam este tipo de estrutura.
Piers
São estruturas construídas para atracar barcos. Nesses pontos, uma conjunção de dois fatores favorece a concentracão de peixes. As colunas que dão sustentação ao píer formam uma casca de cracas, oferecendo proteção aos pequenos peixes, camarões e caranguejos que servem de alimentos para os Camurins. Além disso, a própria sombra formada pela plataforma ajuda a atrair os peixes. Procure pescar sempre nos pontos onde a água corre com suavidade.
Canais
Como as baías, os canais também recebem águas de vários rios. Geralmente localizados paralelamente ao mar, sua extensão pode ser quilométrica, com várias barras. Por este motivo, antes de pescar convém consultar a tábua de marés do ponto mais próximo. A maré morta nas luas de quarto é a mais indicada para realizar uma boa pescaria nessas regiões, já que as marés maiores praticamente inviabilizam a pesca, principalmente com iscas artificiais.
Dica
Durante as marés da lua de quarto, o processo de decantação tende a tornar as águas mais transparentes. Por isso, alguns cuidados devem ser tomados. Quando os peixes percebem que a sua isca artificial é falsa ? o que chamamos de peixe fajutado ? mude para uma isca de ação diferente e, se possível, amortize a queda da isca na água na hora do arremesso.
Quando o peixe estiver rebojando na isca bruscamente, arremessar próximo à isca do parceiro e cruzar as linhas são atos que devem ser evitados. O arremesso, nessa situação, deve ser mais longo e o trabalho da isca, mais lento. Muitas vezes, o Camurim vem atacando a isca e acaba sendo fisgado bem próximo do barco.









