O Boto cor-de-Rosa, preto!

O Rio Curuá-Una é represado na altura dos limites da cidade de Santarém, no Pará, alguns quilômetros antes de desaguar no Amazonas, onde move as turbinas de uma hidroelétrica. Forma um lago imenso e extraordinariamente bonito e, alguns quilômetros abaixo, mantém-se mais estreito e com exuberante mata ciliar. Estávamos ali, próximos a uma guarita da hidroelétrica, na margem do rio, onde aguardávamos o Sr. Bernardo morador da região e credenciado a nos levar a uma pescaria. Não demorou muito, encostou com uma voadeira, emprestada que nos foi por um engenheiro da hidroelétrica, administrada pela CELPA, companhia hidroelétrica do Pará. Cumprimentamos-nos e seguimos rio abaixo nuns pesqueiros que só ele conhecia. As opções eram muitas, pacús, tambaquis, jaraquis, tucunarés, matrinchãs, aruanãs, pirarucus e outros espécimes da região amazônica. Pescamos o dia todo com bons resultados e, no final da tarde, voltamos ao ponto de encontro. Retornaríamos as pescaria na segunda feira. Como a voadeira iria ficar ali mesmo na guarita, a pedido de seu proprietário, demos uma carona a ele até sua casa, não muito distante.

Durante o dia, em meio a uma fisgada e outra, Sr. Bernardo contou-nos muitas histórias de suas andanças. O dia terminou com nossa amizade selada com um convite para comer um pato no tucupi, em sua casa no dia seguinte, domingo, o que foi prontamente aceito, mesmo não sendo nós, muito apreciadores de tal iguaria.
Ao nos despedirmos, reafirmou o convite:
—Então tá combinado, Sr. Roberto. Amanhã aqui em casa! Vou mandá a muié fazê o pato.
—Tá combinado Seu Bernardo. A que horas?
—Das dez horas em diante o Sr. pode chegá! Mas se quiser vir mais cedo tumém pode.

No domingo, na hora marcada estava eu lá. Sua moradia, humilde como as demais, ficava num pequeno povoado de no máximo umas dez casas esparsas à beira do rio que, naquela época do ano, exibia suas praias de areias brancas. Em quase toda a sua extensão, podíamos observar as crianças brincando na água e algumas mulheres lavando roupas e utensílios.

Ao ouvir o barulho do carro, veio sorridente e solicito nos receber. Tinha na boca, entre falhas, um dente de ouro que exibia com satisfação, como uma das lembranças de uma experiência mal sucedida no garimpo de Serra Pelada. Outra lembrança, que de certa forma também não evitava a exibição, era uma enorme cicatriz na barriga proeminente. Durante a conversa, afastou um pouco a camisa desabotoada e sem esconder um pouco de ironia lembrou-se do ocorrido:
—Isso aqui é traço de faca. Triscou de banda no bucho! Na hora que eu ia mata o cabôco, a poliça chegô! Cabra de sorte aquele! —vaticinou cobrindo o antigo ferimento.

Foi numa das muitas bebedeiras nos cabarés de Marabá nos tempos do garimpo. O seu preferido era o Recanto das Goianas. Bastavam algumas pepitas de ouro para sair da serra e buscar os encantos dos cabarés de Marabá.
—Era um raparigal bonito! Cheio de luzes e tapetes. As cadeiras eram estufadas, quando a gente sentava, chegava afundá a bunda! Tinha umas brancona do sul, o drobo do meu tamanho. Certa vez, uma delas veio logo sentando no meu colo e os colegas começaram a zombar. Fiquei desconfiado com tanta festa, mas a mué, muito cherosa, começou com saliência do meu lado, me beijando e se esfregando toda. Peguei logo naqueles peito branco e quando arriei a mão prá cariciar a priquita, ela deu um pulo e desatou a rir com os colegas. O fela da mae era homi! A zanga foi tanta que acabei dando um bógue nas venta do macho de mão aberta. Aí não prestou! Um cabra que eu não conhecia se doeu e puxou uma faca pra mim querendo defender o qualira. Aí o desmantelo foi grande!
—Mas não afetou nada por dentro?—perguntei por curiosidade
—Não! A lapada foi de lado, só triscou a peule, malemá!

Mas isso foi há tempos, agora tomou rumo. Entrou pra crença há alguns anos o que o fez mudar de comportamento. Nada que o faça um evangélico fervoroso e assíduo,todavia, defende suas convicções religiosas. Não anda mais atrás de rapariga e parou de beber e fumar. Esteve na ilha de Marajó tangendo búfalos por uns seis meses sem nenhuma recaída. Sem nenhum deslize. Só não deu certo mode a famía que não quis ir para a região e ele, sozinho, não podia ficar tão longe. Aproveitou que veio curar o espinhaço desmantelado de uma queda do cavalo, e não voltou mais.
—Agora sou homi séro. Com a graça do Senhor!

Sentamos frente à casa, sob uma sombrosa e agradável moita de açaí, nuns mochos de madeira com assento de couro cru, tipo uns tamboretes, feitos por ele mesmo.
—Isso aqui é de couro de veado mateiro. Dura a vida toda. Foi do último que matei! —lembrando de seu tempo de caçador.

Bateu na pele esticada e ressecada com os nós dos dedos para mostrar a resistência do assento. Após alguns minutos de prosa, caminhou para dentro da casa assuntá as quantas andava o cozimento do pato e voltou com uma foto amarelada e desgastada. Peguei com cuidado, pois a moldura estava se desfazendo, mesmo amarrada aos cantos com barbante. Lá estava ele sorridente, com um enorme pirarucu. Uma recordação de um pescador do sul que tinha acompanhado como guia numa pescaria no Curuá-Una há muitos anos atrás.
—Isso faz um bucado de tempo! Já peguei muito desses monstros! Agora é improibido, tão dizendo que tá acabando. Mas ainda tem muito deles por aí!

Tentei conscientizá-lo de que os muitos são poucos para a preservação da espécie e que realmente estão desaparecendo. Parece que por questão de educação e simpatia, concordou! Continuamos dissertando sobre a preservação da vida selvagem e a necessidade do controle manejado da natureza. A conversa parece ter ficado enfadonha para ele, pediu licença e voltou com a foto para dentro de casa para guardá-la. No retorno veio acompanhado de toda a família. A esposa Dona Quitéria, duas adolescentes de quatorze e quinze anos, outra de doze, a caçula de oito anos e único menino de sete anos. Não tínhamos percebido nenhum movimento dentro da casa que pudesse denunciar a presença de tanta gente. Mas a aparência de cada um deles justificava o comportamento no interior de casa. Estavam todos com os cabelos molhados e penteados e cheirando a perfumes comuns de odor enjoativo. Roupas limpas e chinelos nos pés. Obviamente, foram ordenados a arrumarem-se para a apresentação. Era o que estavam fazendo silenciosamente. Cumprimentamos um a um. Os menores nos beijam a mão, num gesto de aproximação respeitosa cultuada na região. Dona Quitéria de cabelos pretos longos devia estar usando o vestido com o qual freqüentava os cultos da Igreja. As duas adolescentes eram muito bonitas. Estavam com alguma maquiagem e batom, o que realçava bem a cor da pele bronzeada. Uma delas, a de quatorze anos, estava grávida. Não havia aparentemente, nenhum constrangimento por causa disso. Então perguntamos quando ia nascer o bebê.
—Acho que daqui a um cinco meis!
—Tá prenha, mas não tem marido naum sinhô! Adiantou-se a explicar o seu Bernardo.
—Mas hoje está assim mesmo seu Bernardo. É essa juventude moderna! Tentamos atenuar.
—Num foi isso não sinhô! É fio de boto! A mais véia já pariu. Vá lá dentro buscar o menino pro homi vê, fia! Determinou carinhosamente à mãe adolescente.

Já conhecíamos o fantástico folclore do boto cor de rosa um dos mais interessante e arraigado da cultura amazonense. Quando se aproximam das praias dos rios amazônicos onde as mulheres lavam roupas ou se banham, transformam-se em formosos rapazes e raptam as mais desprevenidas, devolvendo-as já grávidas. Mas ouvir a história ao vivo, do pai de duas vítimas, era algo realmente inusitado e até poético.
—Isso é raça de bicho saliente! Não pode ver a muiérada na beira dágua que já vem chegando. Tem que ter uma sempre vigiando a água mode vê se aparece algum boto! —justificando a situação.
—E aí, como que fazem quando os botos chegam perto? —arrisquei.
—Tem que sair na carrera e esperá eles ir embora! A muiérada dana a jogá pedra e pau e eles se vão.

Era difícil imaginar aquele caboclo viajado, com bons conceitos de moralidade, sem nunca levar desaforo prá casa, contando uma história dessas com tamanha naturalidade e convicção e, sobretudo, sendo o seu principal narrador. É muito freqüente, todavia, as meninas quando percebem a gravidez, de imediato nomeiam o boto como o responsável, na base da malandragem. Todos evitam especular detalhes. Apenas que foi o boto. Isso mostra o quanto a crendice popular é determinante na vida dessa gente. Alguns ficam desconfiados. Mas apenas desconfiados, evitando se aprofundar pelo assunto. Dessa forma, deduz-se que em suas mentes não se discute o fato de que dezenas de crianças nascem e crescem com essa pecha de filho de boto. São registrados como se fossem filhos dos avós em situação definitivamente normal.
—A muié vivia avisando! Cuidado com essas graças na beira do rio! Mas de nada adiantou. Vamu vê se essas outras piqueninha aqui num vai facilitá! —passou o braço pela cintura da caçula carinhosamente.

Nesse momento chega a filha mais velha com o bebê no colo. A mãe virou-se de lado mostrando a criança. Tinha seis meses de idade e estava dormindo. Curiosamente, sua pele era muito escura contrastando de forma suspeita com a do resto da família. De forma meio precipitada arriscamos:
—O boto, pai desse menino era preto seu Bernardo? Houve um momento de constrangimento pela observação inoportuna, mas felizmente aliviado pelo bom humor e a inocência do avô coruja.
—Essa marca de bicho dá de toda a cor seu Roberto! Só pra fazer maldade com fia alheia!

Em nenhum momento as meninas ou a mãe, esboçaram qualquer comentário acerca do assunto. Não ousamos nenhum questionamento muito menos uma argumentação. Tivemos vontade de satisfazer nossa curiosidade, apenas por conta da situação dos verdadeiros pais. Como se mantêm no permanente anonimato sem nunca assumirem a paternidade? Quando casam e suas filhas ficam grávidas do boto, como administram a ocorrência? E as mães, que tanto quanto os pais sabem perfeitamente que não foi o boto? Nunca revelam a farsa? Como podem manter essa fantasia por tanto tempo? Mas preferimos deixar tudo como estava. Afinal, a outra filha iria parir em breve um filho de boto! Seria mais um motivo de alegria para aquela família!
Não seria eu quem iria questionar ou discorrer sobre o absurdo embuste, fruto da criatividade do povo amazônico.
Dona Quitéria interrompeu a reflexão chamando-nos para o almoço. O pato no tucupi estava pronto e seria servido.

Bahia Top de Robalos

Se no inverno, com águas turvas, foi possível capturar e soltar mais de 6 espécies diferentes de peixe imaginem com deve ser a piscosidade do local no verão!

O Local

Finalmente, depois de ler diversas reportagens falando a respeito da piscosidade dos rios que cortam a cidade de Jaguaripe-Ba, pude conhecer o “santuário do robalo flecha”.

Jaguaripe é uma cidade do recôncavo baiano que fica a cerca de 90 km de Salvador via Ferry Boat. Para nossa sorte existe nessa cidade uma empresa de pesca esportiva, a Bahia Top Fishing, especialista em levar pescadores para duelar contra as diferentes espécies de robalos (flecha, peva, trick).

Fizemos então contato com o Gabriel, responsável pela Bahia Top Fishing, que nos respondeu de forma simples e objetiva : ” Estamos no inverno, não é a época boa, mas podem vir que eu garanto que vocês vão pegar muitos robalos”.

Chegamos em Jaguaripe na sexta-feira no final da tarde e fomos muito bem acolhidos pelo pessoal do hotel que nos deu aquela sensação de estarmos em família.

À noite, eu e meus dois parceiros sentamos na beira da piscina ficamos proseando e fomos logo desfrutar de um dos pratos que é famoso no local. A Mariscada. Confesso que nunca comi tanto e ao ver a quantidade de comida sobrando senti muita falta de ter um segundo estômago.

Pescaria

Saímos por volta das 7:00, horário que ideal da maré para a pesca no mangue. Eu fui “bater” uma estrutura no rio principal, Jaguaripe, e o Marcelo e seu pai (Hermes) foram pro Mucujó, rio afluente do Jaguaripe.

Barcos novos com motores elétrico garantiram o sucesso da pescaria!

Em um cerco, estrutura de madeira, tive logo muitas ações. Fisguei 2 robalos tricks e uma porção de ataques não certeiros à minha isca me levou a imaginar o quanto que seria produtivo o dia.

Trabalhando a isca

Ainda nessa estrutura, Gabriel me apresentou sua arma secreta. O sistema de camarão vivo com bóia “paulistinha”. Nunca tinha pescado dessa forma e o que mais me chamou a atenção é a agilidade que o camarão tem para tentar se livrar do ataque do robalo.

É fácil perceber quando o robalo se aproxima do camarão, pois o camarãozinho começa a pular fora d’água até que o robalo acerta o bote e faz a bóia afundar velozmente e é nesse momento que devemos dar a fisgada.

Interessante também é a parceria que podemos fazer entre a isca artificial e a natural. Um dos parceiros arremessa a bóia, se tiver robalo no local certamente ele irá atacar e se a fisgada não for confirmada basta arremessar uma isca de meia-água junto à bóia que é quase certo dele atacar a isca.

A Isca Maria 70 mostrando o porquê da fama

Depois de um início já bem agitado parti em direção ao rio Mucujó, onde estavam meus parceiros. Ao cruzarmos os barcos recebi a notícia que bons robalos pevas já haviam sido fisgados e que o seu Hermes tinha fisgado o primeiro robalo de toda sua vida de pesca. A felicidade estava estampada no rosto!

Hermes e seu belo exemplar

O rio Mucujó e o Mucujózinho tem muitas curvas repletas de galhadas. Perdi a conta do números de vezes que eu repeti a frase: “Que galhada boa !”.

Em uma dessas galhadas levei um tremendo susto com um robalo. Eu vinha trabalhando um stick quando um robalinho passou a segui-lo e começou a distribuir bocadas incerteiras.

Dei uma paradinha na isca e o robalo parou bem embaixo da mesma e ficou a observando, retornei o trabalho e ele continuou a perseguir a isca até próximo ao barco. Quando não havia mais o que recolher de linha, parei o movimento da isca e esse robalo ficou parado na superfície por cerca de uns 5 segundos só olhando para a isca. Até que ele desistiu e foi embora.

Dá para imaginar meu desespero? Eu tinha destravado a carretilha e ficado na torcida: “abocanha!”, “abocanha a isca!”. Mais esperto que eu, o robalinho desistiu da idéia de comer aquele peixinho plástico e foi embora…

Grande Cerco

Já era quase meio dia quando eu cheguei numa estrutura de madeira que os ribeirinhos fazem para pescar. Como esse cerco atrai os peixinhos pequenos que buscam abrigo nas estruturas é muito comum encontrar predadores como robalos, xaréus, e xareletes na espreita de uma presa.

Paramos lado a lado com o barco do Marcelo que já havia fisgado aí uma grande variedade de peixes. Robalo, Caranha, Carapitanga, Xarelete. O impressionante é que toda essa variedade de peixes foi fisgada com um única isca. Uma Bomber Long A 14 cor verde-limão. Marcelo estava imbatível com essa isca. Era jogar, pegar, tirar foto e soltar!

Marcelo com um robalinho

Eu ainda conseguir fisgar um robalinho com um Firestick mas que fugiu antes de sair na foto e um xarelete numa isca Maria The First 70.

O ataque do robalo à isca Firestick

O Banquete

Chegou a hora do almoço, estávamos esfomeados depois de uma manhã bem cheia. Pedimos Moqueca de Camarão e Moqueca de Peixe.

Especialista em culinária baiana, Dona Helena preparou duas moquecas que pareciam ser pratos para 12 pessoas e não para aqueles 3 famintos. Resultado: De tão gostosos que estavam os pratos não sobrou nem o caldo.

As moquecas com o famoso “tempero baiano”

A tarde

Na parte da tarde o vento estava muito forte, dificultando o trabalho das iscas principalmente às de superfície. Resolvemos partir para um rio mais abrigado que não sofresse tanta ação do vento.

Subimos o rio para poder voltarmos ao sabor da maré explorando suas margens. Logo que desligamos o motor de popa e ligamos o elétrico fiz um arremesso que foi logo surpreendido pelo ataque de um bonito robalinho.

Robalinho no primeiro arremesso

Mais algumas curvas à baixo, Gabriel usando camarão vivo fisga um bonito robalo!

Todos os robalos capturados foram devolvidos à água. Pesque, fotografe e solte!!!

A tarde estava prometendo, mas infelizmente só conseguimos fisgar esses dois peixes. A água de rio é típica de mangue e devido às chuvas estava bem escura impossibilitando o uso da isca artificial.

Ainda tentamos outros rios, mas o vento atrapalhava muito…

Marcelo e seu pai fisgaram também alguns peixes, pevas de bom tamanho mas também relataram que a cor turva da água e o vento atrapalhou um pouco a pescaria.


Segundo dia

No domingo acordamos cedo e tomamos um café bem reforçado pois pretendíamos pescar até as 14:00 uma vez que nossa volta à Salvador seria por volta das quatro horas da tarde e não queríamos desperdiçar nem um minuto de pescaria.

Novo dia, novo rumo…

Ao invés de pescarmos nos rios afluentes dessa vez nós fomos “pinchar” no rio principal. O rio Jaguaripe é bem fundo e para se ter sucesso na pescaria é preciso fazer arremessos bem próximos à margem. As estruturas possíveis de se encontrar os robalos são maravilhosas, enormes paredões de pedras que dão aquela sensação de que um enorme flecha vai atacar sua isca.

Levei cerca de uns quinze minutos fazendo arremessos sem sucesso até que comecei a ter ações. Os peixes não acertavam a bocada e impressionantemente sumiam, não atacando a isca novamente. Creio eu que devido à profundidade, logo após o ataque único eles deveriam ir para o fundo e não retornavam mais à superfície.

Depois quase 2 horas de pescaria eu encontro o barco de meus parceiros e pergunto como está a pescaria deles. A resposta veio animadora! Foram vários peixes fisgados e muitas ações…

Seu Hermes e um robalo peva

Marcelo inaugurando sua carretilha Daiwa Zillion fisgou um belo flecha, alias, o primeiro de sua vida. Experiente na pesca do tucunaré, Marcelo que nunca tinha tido a oportunidade de pescar robalos mostrou que muito de suas técnicas poderiam ser usadas também com o robalo.

O primeiro flecha ninguém esquece!

Fazendo arremessos certeiros inspirados no mestre Nakamura e produzindo um nado bem errático na isca, Marcelo conseguiu fisgar uma grande variedade de peixes. Uma espécie de Vermelho conhecida no Nordeste como “Carapitanga” ficava enlouquecida com o trabalho errático da isca.

Carapitanga

Mudança de rumo

Conversei com meu piloteiro dizendo que seu eu não corresse atrás do prejuízo quando retornasse ao hotel eu estaria perdido com a gozação da galera.

Mudamos nossos planos radicalmente e fomos para o Rio da Dona que é um dos rios mais piscosos da região. Mais espetaculares ainda eram as estruturas encontradas nos pequenos rios que deságuam no Dona. Enormes galhadas nas curvas dos rios promoviam o habitat perfeito para os robalos.

E foi exatamente numa curva dessas, onde havia um bonito remanso que um bom flecha atacou fortemente minha isca. A carretilha cantou com a linha saindo em disparada. “Peixe grande! Peixe grande!” eu disse. O piloteiro Jau rapidamente usando o motor elétrico me puxou para o meio do rio na tentativa de evitar que o
robalo corresse em direção às galhadas.

Para me dar um susto, o robalo ainda enroscou num galho submerso mas felizmente desenroscou logo e quando consegui embarcá-lo dei um grito de alegria. Cumprimentei o piloteiro dando-lhe os parabéns pela sua sábia atitude com a movimentação do barco e o seu rápido reflexo.

Esse bonito robalo peva fez meu coração bater forte!

Em seguida ainda tive a oportunidade de fisgar mais alguns peixes que foram devidamente fotografados e devolvidos à liberdade.

Que satisfação…
Maria The First 90 cor XJ7, minha isca preferida…

O Defeso

Para a nossa alegria ficamos sabendo que estava decretado em Jaguaripe o período de Defeso do robalo. A pesca do robalo para o consumo estava proibida e apenas a pesca esportiva, “pesque e solte”, estava liberada.

Conversando com meu piloteiro fiquei sabendo que esse era período que se encaixa aproximadamente no período de desova do robalo. Sendo uma medida muito importante para a preservação da espécie. Ainda perguntei se todos os pescadores estavam cumprindo o Defeso e ele me respondeu que a grande maioria sim e que alguns não, mas mesmo que não seja tão fiscalizado o Defeso, essa medida de certa forma inibe a matança indiscriminada. Nenhum pescador poderia ser visto na rua vendendo robalo por exemplo.

Beto, Marcelo, Gabriel, Newton e Jau. A equipe quase toda completa!

Equipamentos

Os 3 conjuntos que eu utilizei na pescaria
A isca “matadeira” do Marcelo descansando após o enorme serviço prestado

Beto Andrade

1 Conjunto – Vara Rapala Bronze 12 lbs 5′ 3” + Carretilha Quantum Accurist
2 Conjunto – Vara MS Evolution 5′ 6” + Carretilha Daiwa Megaforce
3 Conjunto – Vara Daiwa 25 lbs 6′ 6” + Carretilha Shimano Cu201

Iscas:

Magic Stick 90 by Nelson Nakamura
Maria The First 70 e 90
Flat Pepper 70 cor Ayu
Stick AGA
Firestick – Intergreen

Marcelo Melo

1 Conjunto – Vara Rapala Silver 17 lbs 5′ 3” + Carretilha Daiwa Zillion
2 Conjunto – Vara Shimano Clarus 20lbs 6′ + Carretilha Quantum Accurist

Iscas:

Bomber Long A 14 cor verde limão
Magic Stick 90 by Nelson Nakamura
Borá 10 by Nelson Nakamura

Hermes

1 Conjunto – Vara Fleming 20 lbs 6′ + Molinete 1500
2 Conjunto – Vara Marine Sports 6′ + Molinete 2500

Iscas:
Camarão vivo + bóia paulistinha
Rapala Brasileirinha
Spinners diversos

Empresa de Pesca Esportiva

Bahia Top Fishing – http://www.bahiatopfishing.com.br/

Agradecimentos

Queria agradecer a Gabriel da Bahia Top Fishing pelo excelente serviço prestado. Foi tudo dez! Valeu!

Quero voltar para fazer a pescaria de jumping jig e a de rodada que não deu tempo de fazer! São tantas opções… A gente fica doido!

Agradecer também ao pessoal do Hotel Porto de Jaguaripe pelo ótimo atendimento. Valeu de mais!

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