Arquivo da ‘Causos’ Categoria

Barragem do Castanhão – CE

É evidente que em certas condições, como quando estão mais no fundo, em função de temperatura da água, pressão atmosférica, etc, iscas de meia água e fundo são mais eficientes, além de mais fáceis de trabalhar. Mas a insistência na utilização de iscas de superfície traz uma recompensa maior.
Perguntamos qual a melhor época para a pesca na região, e nos informaram que era junho/julho. Acredito que na realidade seja a época em que as condições melhoram, daí para frente, porque a pesca do tucunaré se torna mais efetiva quando está baixando o nível das águas. Assim, acredito que a pescaria se torna mais eficaz daqui para frente. Pretendo voltar em setembro/outubro, quando acho que as condições estarão ideais.
Outra coisa que observei foi a grande quantidade de linhas estourando em função das estruturas e tamanho exagerado dos peixes (graças a Deus). Assim, aconselho a utilização de iscas artificiais com as farpas amassadas. Não é frescura de pescador esportivo, mas apresenta três razões fundamentais para tal prática:
– Uma isca que se solta da boca do peixe, de um enrosco, etc, pode atingir o pescador, e aí, na maioria das vezes, acaba a pescaria, pois não é raro a situação não poder ser resolvida no local, e, após viajar tanto tempo para a pescaria sonhada, perder pelo menos uma etapa da mesma não faz muito sentido.
– Se somos adeptos do pesque e solte, e nos preocupamos com a integridade do peixe, uma isca sem farpa magoa muito menos, e é muito mais fácil sua retirada, mas o motivo principal é que quando perdemos o peixe com a isca na boca, por estouro da linha, ele terá muito mais chance de se livrar da isca e sobreviver. Sempre que vejo um peixe escapar com a isca na boca fico chateado com a situação e desespero do peixe para se livrar da isca, deve ser bastante incômodo, não?
– Se somos pescadores esportivos, porque não dar uma chance a mais ao peixe? Chance mínima, acredite, pois já nos prevenimos cada vez mais com o uso de linhas e equipamentos reforçados. E o uso de iscas sem farpa não é fator preponderante na perda do peixe, se trabalharmos direitinho. Afinal, você está ali para se aprimorar, e não rebocar o peixe, certo?
Outra coisa, a represa de Castanhão é uma represa perigosa para quem não a conhece e se aventura sem guia. Por ser grande, quando venta é necessário procurar abrigo nas margens, mas por outro lado é povoada o suficiente para se conseguir ajuda, sem maiores problemas. Além disso, tem locais em que existem muitas pedras submersas e oferece perigo à navegação, dependendo da altura das águas, principalmente se não conhecemos bem a região.
Como dica final, um Kit de primeiros socorros é uma boa pedida, pode ajudar muito numa emergência. Uma lanterna deve fazer parte desse Kit, pois é a melhor maneira de se pedir ajuda e facilitar sua procura numa perdida à noite.
Dito isso, vamos a algumas breves imagens do local, apenas para mostrar aos amigos que por lá forem o que devem encontrar. Chega de blá-blá-blá…

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https://www.youtube.com/watch?v=deoWEQiL9-k

Camurupins gigantes no Cunhaú-RN

Há algumas semanas estava eu com uma pescaria marcada com o Guia profissional de pesca Auricélio em Barra do Cunhaú que fica no município de Canguaretama-RN distante cerca de 100KM de capital Natal e fui com minha esposa Luciana. A idéia era pescar robalos com artificial e como Luciana não tinha nenhuma experiência em pinchar no mangue ela iria pescar de camarão vivo. Chegamos na noite anterior a Pousada Chalés do Cunhaú de propriedade do Sr Zilson, uma pessoa que não mede esforços em servir, onde, à noite, podemos saborear uma excelente pizza de carne de sol com nata na companhia do Zilson e do Auricélio onde ficou definido que pescaríamos somente com artificiais.
Na manhã seguinte levantamos cedo e após o café da manhã o Auricélio já nos esperava com tudo pronto em frente a pousada para pescarmos. Começamos pinchando nas galhadas e percebíamos que a água estava um pouco turva devido as chuvas e que os peixes ainda estavam um pouco inativos. Não desanimamos e continuamos! Luciana estava com pinchos ainda tímidos e eu, mais experiente, enrrosquei mais que ela… rsss… Sairam uns robalinhos e ela pegou um maior que o meu! Aí foi quando em determinado trecho do rio o nosso experiente guia percebeu algumas garças “pousando na água” o tempo todo e nos avisou sobre a presença de cardume de peixinhos (manjubas) no rio e fomos para lá onde escutávamos e víamos algumas batidas muito fortes no meio do rio e logo constatamos que tratava-se de um grande cardume de grandes tarpons! Começamos a pinchar com iscas de fundo abaixo do cardume que manjubihas que era imenso e Luciana capturou um xarelete enquanto os tarpons batiam por todos os lados!
Tivemos alguns “puxões” em nossas linhas mas nenhuma fisgada efetiva e foi aí que Luciana engata o primeiro big tarpon que fez a adrenalina no barco subir e que após o primeiro salto deixou todos eufóricos e entusiasmados com seu tamanho (estimamos o seu peso – cada um estime o seu..rsss). Foi fisgado em uma ratlin da rapala de 8cm que se foi após alguns minutos de briga onde o líder de mono 0, 60 rompeu na boca do peixe que aainda saltou onde pude ouvir o ratlin da isca na boca dele! Fisguei um tarpons de iguais dimenções que retirou uns 30-40m de linha antes de saltar e se livrar da isca e Auricélio também fisga um que rompe o líder muuuito rápido… Isso sem falar dos inúmeros “puxões” que não fisgavam!
Continuamos pescando e o cardume de manjubas foi dividido em várias partes pelos peixes onde uma grande parte dele foi para as margens do mangue e ficamos com o barco a cerca de 10-15m do mangue e entre nós e ele estavam o cadume, xaréis e alguns big tarpons: cena indescritível! Fisquei um xareu de 3kg com uma Mirrolure 32M (uma das minhas iscas de paixão). Paramos para almoçar e continuávamos vendo as grandes batidas e as garças caçando! Comemos rapinho e o melhor veio a acontecer!
Luciana fisga um tarpon que não saltou! Tirou muuuuuuuita linha e fomos com o barco atrás dele! Ele insistia em não aparecer por quase 30minutos quando de repente veio a superfície! IMENSO! GIGANTE! E tome linha… Luciana já cansada após uns 40 minutos de briga me passou a vara onde fiquei um bom tempo. Este peixe entreu em trechos do rio com muuuuita galhada, não podia sentir uma correnteza que ia pra lá e nada podíamos fazer pois ele teimava em não subir e não tinha braço que fizesse ele pensar o contrário! E ele continuava sem saltar! Em um dado momento ele ficou beeeeem na lateral do barco pela primeira vez onde o nó do líder ficou fora da água foi quando pude vê-lo por inteiro… Noooooooosa que peixão! Auricélio logo tratou de estimar em valores mais altos o peso do animal! E tome linha… Auricélio começou a dizer que eu estava dando mole pro peixe e passei a vara a ele… ahahahahahahahah… Logo ele mudou de opinião! A pressão estava alta pra cima do tarpon, fricção beeem apertada! Voltei à vara e estava ficando com a virilha muito dolorida após 2h de briga e coloquei uma proteção improvisada no local com uma sandália de borracha rss… Ô beleza! Brigaria até escurecer agora! Fisgamos este peixe por volta das 13:40 e às 16:30h Auricélio avisa sobre o horário e manda apertar a fricção para termos chances de cançar o incansável peixe que continuava tomando linha deixando o carretel do molinete aquecido e nós o seguindo com o barco! Foi quando a vara quebrou! Tratava-se de uma vara com uma emenda que resistiu a muuuita pressão até partir! Não estávamos com material para aqueles peixes pois a pescaria era de robalos, lembra? Foi aí que por volta das 17:20h e mais um aperto na fricção, que os anzóis do jumpping Jig de 30g abriram (os 2 anzóis) e o peixe fugiu… Este peixe não subiu a superfície mais que 10 vezes e percorreu cerca de 3km de rio mostrando que é de fato um troféu e que para conquistá-lo temos que estar preparados para tal e que tal sucesso não ocorreria por acaso pois estávamos diante do Rei de Prata!

Agradecimentos especiais ao Sr Zilson da Pousada Chalés do Cunhaú pelo excelente atendimento; ao Auricélio um guia incansável na arte de servir; ao Marcão (Marcos Reia) pela edição do vídeo; ao Chrony do Pesca Nordeste por se dispor em ajudar na divulgação do relato; aos fóruns de pesca pela divulgação e a minha amada esposa Luciana que brilhou na pescaria!

Material utilizado:
Luciana: Vara Bass pro Shops Spiral grafite IM7, 6pés e 17lbs para molinete e com um remendo! Molinete Shimano Sarus 4000 com linha power pro 20lbs amarela e líder de mono 0,60mm e depois de 0,80mm

Katiuscio: Vara Sumax Java de 14lbz e 5’6″ para carretilha com uma Daiwa Advantage 153L Super Tuned com linha power pro 30lbs amarela e líder de fluorcardono 0,52mm

Auricélio: Vara Bass pro Shops Tourney Special IM6 de 6pés e 17lbs com molinete Shimano Aero Symetre 2500 e linha power pro de 10 lbs com líder de fluor 0,41mm

Tucunaré Albino – O Sivuca

Tucunaré capturado no agude do Saco em Nova Olinda, sertão da Paraíba, pelo pescador Aníbal Rodrigues. Trata-se de um peixe raro, quem sabe até único (seria demais). O importante é que foi capturado, devidamente fotografado e devolvido à natureza. Resolvemos chamá-lo de Tucunaré Sivuca em homenagem ao sanfoneiro e compositor paraibano Severino Dias de Oliveira.

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