Museu da Pesca 11 – Espinhel no Arinos

Hoje começaríamos a falar do vídeo VHS “Dourado”, mas garimpando meus arquivos encontrei uma gravação dos anos 1991/1992, quando o Padilha recebeu gentilmente em sua fazenda três amigos em comum, vindos de São Paulo para conhecer a matrinchã. Eram eles o Ismar, o Conrado, e o “Nelsinho todo puro”, como era conhecido na caterva.

Como guias tínhamos contratado o Sr. “Zé Barceiro”, pai do Mauro, e o Nil, ambos gente finíssima e ótimos companheiros.

Conversando uma noite no alpendre, o Nil falou que um amigo dele (ou irmão, não me lembro) na manhã seguinte iria fazer “a colheita” num espinhel armado nas proximidades da desembocadura do Claro no Arinos. Eu nunca tinha presenciado tal operação, e, curioso, perguntei se podia gravar. Disse que sim, e na manhã seguinte, bem cedinho, com o resto da turma ainda dormindo, saímos Nil e eu de barco até o ponto do espinhel.

Queria ver como era, pois na minha lista constava como equipamento predatório.

Sem julgamento de valores, aqui está o registro da pescaria, e mesmo assim continuei a considerar os rios Arinos e Claro sem influencias predatórias. Eventualmente era colocado um espinhel pelo pessoal da região, nos fins de semana, e para consumo próprio, sem fins comerciais.

Essas cenas são inéditas, nunca usei. Vejam como foi:

Museu da Pesca 10 – Matrinchã parte 05

Finalizamos por aqui as cenas de pesca nos rios Arinos e Claro, que foram objeto do vídeo (VHS) e DVD sobre a matrinchã.

Mudaremos de cenário nas próximas postagens, possivelmente o “Pantanal”, mas ainda retornaremos à região com as cenas de pesca com mosca que gravamos para a realização do vídeo “ABC do FLY”, com Paulo Cesar Domingues, o “Presidente”.

Museu da Pesca 09 – Matrinchã parte 04

No começo dos anos 90 não havia pesca predatória na região. A pesca profissional era praticada em barcos a remo, normalmente com dois pescadores, que faziam uma viagem de quatro a cinco dias, acampando à noite, até um ponto chamado Vaca Branca, onde já os esperava condução para retorno a São José do Rio Claro.

Enquanto um pescador controlava o barco, o outro ia arremessando a isca artificial, um “Spinner” de fabricação caseira. Nesse vídeo vocês verão as imagens e fica mais fácil entender, assim como também mostraremos uma pescaria noturna da matrinchã, com o Quico explicando as diferenças entre ela e uma pescaria diurna.

Eram poucas as embarcações encontradas durante uma descida. Em algumas que fiz encontrei apenas um barco descendo o rio, e por coincidência o pescador foi tempos depois um dos guias que contratamos para uns amigos de São Paulo que pescaram por lá conosco.