Museu da Pesca 26 – Vídeo “A Pesca Esportiva no Pantanal” parte 04
Era um privilégio pescar no Touro Morto, tanto pela quantidade e qualidade dos peixes, como pela beleza do local. As vezes não sabíamos se pescávamos ou ficávamos apenas observando a passagem dos cardumes. Imagino a beleza que seria um mergulho naquelas águas.
Embora um paraíso, estava sempre presente a luta pela sobrevivência, representada pela busca constante de comida numa cadeia alimentar bem definida.
Foi o que aconteceu com um biguá que quis fazer de um armao sua refeição. Ao tentar engoli-lo, seus ferrões ficaram cravados no pescoço e na parte superior do bico.
Tentamos de todas as maneiras driblar a mãe natureza, na esperança de capturar a ave e livrá-la da sentença de morte. Desistimos após inúmeras tentativas, pois todas as vezes que chegávamos perto ele mergulhava e aparecia em pontos diferentes. Se tivéssemos uma tarrafa no barco seria mais fácil captura-lo, mas não era o caso.
Penalizados, fomos obrigados a deixa-lo entregue à própria sorte e a natureza seguir seu curso.
Voltamos ainda algumas vezes ao Touro Morto, na última não conseguimos avançar muito, devido acúmulo de aguapés. Não sei como está hoje em dia, se alguém tiver alguma informação, agradecerei o retorno.
Museu da Pesca 25 – Vídeo “A Pesca Esportiva no Pantanal” parte 03
O rio Touro Morto está na minha lista dos mais bonitos que conheci. É afluente do Aquidauana e situa-se numa área quase permanentemente alagada, com poucos barrancos. Sua paisagem mostra principalmente vegetação rasteira, parcialmente submersa.
Parece que estamos pescando num aquário, onde vemos passar grande variedade de peixes, às vezes em cardumes, às vezes solitários.
Com águas muito limpas, segundo o pessoal da região nunca suja.
Pescamos com iscas naturais e artificiais. Com as naturais a isca da vez foi a tuvira, e com as artificiais optamos por iscas menores, tipo Red Fin 800 e Long A 14, pois com elas o foco eram as piraputangas, embora dourados menores também comparecessem.
Resolvemos também fazer uma pescaria de piavuçus, um dos mais gostosos de se pescar com equipamento leve, e também pouco procurado pelos pescadores que vão ao pantanal, sempre de olho no “trio de ferro”. Não sabem o que estão perdendo.
Pode ser capturado com varinha de bambu e também molinete ou carretilha, na pesca de arremesso.
Nessa pescaria usamos como isca o caranguejo. É uma pescaria muito divertida, e o pescador deve ficar atento à hora da fisgada, pois é um especialista em roubar a isca, dando “um baile” no pescador até ele “pegar o jeito” de fisga-lo.
Na sua próxima pescaria no Pantanal, marque uma hora para uma visita ao piavuçu, vale a pena.
Museu da Pesca 24 – Vídeo “A Pesca Esportiva no Pantanal” Parte 02
Quando se vai ao Pantanal a procura principal é pelo “trio de ferro”, o dourado, o pintado, e o pacu. Entretanto, tem muitas espécies interessantes para divertir o pescador. Entre elas destacamos a piraputanga, o piavuçu, o palmito, a cachorra o barbado, a jurupoca, e o jurupensem, entre outros. Para quem gosta de barra pesada, o jaú. E não esqueçamos as piranhas, famosas por sua sopa dita afrodisíaca. Mas nem todos estão disponíveis na mesma época. Nesse vídeo não pegamos muitas espécies nem grandes exemplares, mas nem por isso foi menor nosso prazer em travar contato com grande parte de seus representantes, mas é assim mesmo na maior parte das pescarias, o que vale é sempre a expectativa de uma próxima revanche.
Colocamos algumas pescarias com iscas naturais para quebrar o tabu de que a pesca dita esportiva é apenas com iscas artificiais. O que a define é o espírito da coisa, e não os equipamentos empregados.
Minha preferência é pescar com iscas artificiais, mas há uma pescaria que faz minhas delícias, e não abro mão sempre que a ocasião se oferece, a pesca do pacu na batida. Só quem fez sabe como é prazerosa, mas isso é questão de gosto, claro.
Mas chega de conversa e vamos às imagens: