Museu da Pesca 62 – Vídeo “A Pesca do Tucunaré” parte 02

Como seria de se esperar, o Feijão e o Guila não podiam perder a oportunidade de pescar com o Paulo e aprender alguma coisa.

Hoje foi o dia do Feijão ficar com ele, e assim o Guila ficou comigo. O Paulinho estava se recuperando de uma cirurgia, como falei antes, e estava meio debilitado. Se não me engano estava usando vara 8. Numa ocasião, quando pegou um tucunaré maiorzinho, não teve forças para retirá-lo da água, mas em vez de ficar aborrecido, deu risada, mostrando o alto astral que possuía.

Tive o prazer de pescar várias vezes com ele, momentos inesquecíveis. Viva o “Presidente”!

Museu da Pesca 61 – Vídeo “A Pesca do Tucunaré” parte 01

Todo país tem seus símbolos, seu idioma, sua bandeira, seu folclore e sua fauna.

Os americanos, por exemplo, têm como símbolo na pesca esportiva o Black Bass. Os argentinos, a truta. Nós, brasileiros, temos o tucunaré. Ele carrega no corpo as cores de nossa bandeira.

O verde, o amarelo e o azul, e no espírito a personalidade de nosso povo, alegre, extrovertido e impetuoso.

Que outro peixe pode dar ao pescador esportivo tanta emoção e tanto divertimento?

Vamos preservar nossos símbolos e cultivar nosso espírito, não poluindo, não desmatando e não depredando o meio ambiente.

Foi assim que me respondeu o Feijão (João Carlos de Souza Neto) quando perguntei de que maneira poderíamos apresentar o tucunaré em nosso vídeo.

Ele estava certo e o tucunaré se tornou o embaixador do Brasil na pesca esportiva.

Fomos atrás dele na Amazônia e em represas do sudeste onde foi introduzido, e em 1995 foi lançado o vídeo em VHS. Na Amazônia gravamos no rio Marmelo, afluente do Madeira, e nas represas do sudeste em Pereira Barreto e Santa Clara do Oeste.

Na primeira parte saímos de São Paulo para Manaus, e após pernoite embarcamos em táxi aéreo para Manicoré, onde saímos de voadeiras com destino ao acampamento da “Fishing Safaris”, muito bem organizado. Tinham nos informado que a viagem de Manicoré até o acampamento duraria duas horas, mas na realidade levamos sete horas até chegar lá. Eu até que gostei.

Meu companheiro de barco e barraca foi o Paulo Cesar, nosso “Presidente”. Assim sendo, nessa primeira parte a pescaria foi voltada à pesca com mosca. O Paulo estava pescando com equipamento leve, pois estava se recuperando de uma cirurgia e estava mais preocupado em curtir as maravilhas do local.

Nesse meu breve relato dessa aventura não posso deixar de comentar um fato inédito para os pescadores com mosca e que conheceram o Paulo. Ele tinha levado uma carretilha ABU 6500 carregada com monofilamento, não me lembro a capacidade, e duas iscas artificiais com hélices, grandes, padrão usado pelos americanos na pescaria do tucunaré na Amazônia.

Foi a primeira e última vez que vi o Paulinho não pescar com mosca, e acho que ninguém viu!

Chega de papo e vamos à primeira parte.

Museu da Pesca 60 – Vídeo “Pescando com Fly no Pantanal” parte 04

Como vocês sabem, estou colocando um resumo das cenas gravadas, ou por perda delas ou mesmo para não ficar muito enfadonho. Pretendia finalizar essa parte com relato e cenas do final do vídeo original, em VHS, mas infelizmente não consegui recuperá-las. Paciência…

Nessa etapa, o foco foi as piraputangas e dourados. Até a próxima viagem.