Museu da Pesca 80 – Vídeo “Enchova – Enchova em Ilhabela”

Eu ainda não conhecia o Betão pessoalmente quando o Ismar agendou uma pescaria com ele e me convidou para ir. Aceitei e aproveitei a oportunidade para gravar, tinha chegado a hora que esperava. Batemos tudo que era ponto, mas nada, nem uma ação sequer. Até o Betão ficou chateado, e propôs voltarmos outro dia para tirar a “uruca”. Combinamos voltar e ficou por isso mesmo.

O tempo passou e convidei o Betão para fazermos um vídeo sobre a pescaria da enchova. Ele e o Tuba já tinham gravado um vídeo com o Toninho da Aruanã, mas mesmo assim toparam a empreitada, era início do desenvolvimento da pesca esportiva no Brasil e quanto mais divulgássemos as modalidades e programas, melhor para todos.

Na minha opinião o vídeo foi uma verdadeira aula sobre a pesca da enchova em Ilhabela, os dois deram um show, tanto em pescaria quanto em informações.

Sete anos depois (1999) lançamos o vídeo “Enchova – A Pesca em Ilhabela”. As coisas só acontecem no seu devido tempo.

Contamos com a ajuda do Hotel Itapemar, onde nos hospedávamos durante as gravações, além das “Iscas Borboleta”, que nos ajudou financeiramente e possibilitou a finalização do projeto. À exceção das Zig-Zag, as iscas usadas foram as “Big Bob”, as “Little Bob”, e as “Juana”, todas da mesma marca, testadas e aprovadas. Foi nessa época que conheci o Matias, gente de primeira, que nos ajudou às vezes pilotando a lancha. Ele tinha um restaurante na ilha, não me lembro se era nessa época nem o nome.

Produzir esse vídeo me trouxe boas lembranças. Nessa ocasião Alcatrazes estava liberada para a pesca, e bem antes disso, alguns anos antes, eu tinha organizado uma excursão de pesca com os funcionários da Ericsson, onde eu trabalhava.

Museu da Pesca 79 – Vídeo “Enchova”

Meu interesse pela pescaria da enchova começou quando vi uma gravação com o Edisinho e o Quico em Ilhabela, para o programa Pesca & Lazer, do qual eu era diretor de externa, embora nesse dia não tenha participado.

Me entusiasmei com as imagens e quando fui convidado para gravar uma pescaria com o Morgado e o Betão aceitei de pronto. Como convidado estava também o “Padeiro”, morador da ilha e experiente nessa pesca. O Morgado já tinha gravado essa pescaria com o Betão para o programa “Pescadores do Brasil” e foi um grande sucesso. Para nossa gravação não me lembro o motivo, para qual mídia ou projeto foi realizada, cheguei até a ligar para o Morgado para ver se ele se lembrava, mas estava com seus neurônios iguais aos meus. Mas não importa o motivo, o que importa é o registro, e para isso nessa primeira apresentação vamos mostrar aos amigos como foi. Íamos ficar uns dois dias em Ilhabela, mas o tempo virou e o mar ficou nervoso. Tivemos que abortar a pescaria e voltar para São Paulo. Não demos continuidade ao projeto, seja ele qual fosse. Era início dos anos 90 e na próxima postagem contarei a história do meu vídeo, da Réia Produtora e Distribuidora de Vídeos ME.

Até lá!

Museu da Pesca 78 – Vídeo “Na Trilha do Tucunaré” 09 – anos 90

Nessa sequência o Ismar está pescando com isca de meia água no rio Negro, na Pedra do Gavião, usando Red Fin 900. Do outro lado do rio, em frente, o rio Branco, estado de Roraima, onde fizemos boas pescarias nos rios Xeruini e Itapará, que mostraremos em outra ocasião.

Mas o interessante foi a pescaria de tucunarés nas corredeiras do Unini, local onde estávamos tentando pegar Apapá, peixe muito esportivo. Foi uma grande surpresa, em seu lugar compareceram os tucunarés, capturados na correnteza, pinchando nos remansos com colher.

Pinchando na parte de baixo da corredeira, conseguimos alguns exemplares de apapá e perdemos outros tanto. Aqui vai pelo menos um.

Quando finalizamos o vídeo “Na Trilha do Tucunaré” ficou uma pergunta no ar: – O que o futuro nos reservava em relação ao meio ambiente? Os sinais eram sombrios, e não sabíamos o que esperar…

Soltar um peixe, considerar a região visitada como extensão de nossa casa, deixar os mínimos vestígios de nossa passagem, educar pelo exemplo, eram coisas fáceis de fazer e estavam ao nosso alcance. Fizemos a nossa parte.