Lester Scalon – Desenho de peixes
Estes trabalhos serão comercializados da seguinte forma:
Todas as cópias terão assinatura de próprio punho do autor.
De cada motivo serão comercializadas somente 250 cópias, que terá colado no verso de cada uma um cerfificado de autenticidade da obra com firma reconhecida em cartório.
As cópias poderão ser reproduzidas em Papel Fotográfico ou em Canvas (tecido que é semelhante a tela de pintura).
TAM. 40 x 60 cm …………………………R$ 300,00
TAM. 60 x 90 cm………………………….R$ 600,00
TAM. 80 x 120 cm ……………………….R$ 900,00
Tamanhos diferenciados preços a combinar.
OBS: A ILUSTRAÇÃO DO PINTADO E DA PIRARARA RESPEITARÃO SOMENTE A LARGURA POIS TEM COMPRIMENTOS DIFERENCIADOS
Despesas de envio via sedex serão por conta dos compradores.
Os trabalhos serão produzidos somente por encomenda, e o prazo de entrega gira em torno de 7 dias.
AS MOLDURAS NAS ILUSTRAÇÕES SÃO SOMENTE ILUSTRATIVAS PARA VISUALIZAÇÃO.
VOCE RECEBERÁ APENAS A ARTE EM PAPEL FOTOGRÁFICO OU EM CANVAS.
(34) 3351 3234 (34) 9954 5526
Peixe bala
O rio Pindaré percorre km antes de sua desembocadura no Mearim. Outrora, a partir de sua nascente, era piscoso principalmente em peixes de couro como surubim, mandubé, lírio e outros bagres, além de grandes piranhas e pescadas brancas. Na época, sua mata ciliar de características amazônicas, exibia, em alguns trechos, exuberante paisagem verde com uma diversidade abundante de fauna e flora. Contudo, isso é passado. Com o advento da construção da Ferrovia dos Carajás a Amazônia Maranhense entrou em rápida e irreversível degradação. Um gigantesco e desastroso crime ambiental, acelerado pela ganância de madeireiros, a indústria da invasão e, fundamentalmente, pelo descaso das autoridades ambientais.
A ansiedade e a expectativa nos deixavam animados com a possibilidade de fisgar um grande surubim. O local do acampamento, previamente determinado, era próximo a uma comunidade quilombola situada não muito distante do rio e à margem da ferrovia, em uma região conhecida como Presa de Porco. Não mais de quarenta descendentes de escravos assentaram-se no local em busca de alguma terra para sobrevivência.
Seu Julião, pioneiro na região e líder da comunidade já era nosso conhecido. Um negro altivo de postura respeitável, alto e de semblante que denunciava as agruras e o sofrimento impostos pela árdua batalha pela vida, porém com um sorriso plácido e irradiante. Sua amabilidade, característica desse povo do interior, nos deixava muito à vontade. Quase aos setenta anos julgava ter encontrado um lugar definitivo para seu povo após longos anos de peregrinação perambulando por várias regiões do estado.
Depois de uma viagem de quatro horas por estradas vicinais de difícil acesso chegamos ao “Povoado dos Pretos”. Reconhecemos logo seu Julião, que tangia uns bodes para dentro de um pequeno curral. Veio ao nosso encontro e nos cumprimentamos. Conversávamos enquanto tirávamos as tralhas do carro. Informou-nos que o clima na região estava tenso por conta de uma invasão de sem terras em uma reserva dos índios Guajajaras.
— É mió ocêis ficá por aqui inté essa confusão acaba. A poliça tá lá embaixo na bêra do rio!
Ficamos assustados. Os índios guajajaras do lado direto e os invasores do lado esquerdo das margens do rio e a polícia, à sua maneira, tentando estabelecer a ordem. Achamos mais prudente aceitar o conselho de seu Julião e esperar a situação se acalmar.
Dona Joaninha acabara de servir um café quando ouvimos disparos vindo da direção do rio. Seu Julião apressou-se a sair em direção ao pátio da vila e gesticulando muito começou a gritar:
— Todo mundo pá dentro! Esconde essas criança! Ninguém sai enquanto eu num mandá!
Estava agitado e depois de se assegurar que todos estavam protegidos manteve-se de pé, ao lado da casa, procurando observar algum movimento nas margens do rio. Aproximamo-nos do velho líder preocupados querendo entender a confusão enquanto os tiros se sucediam. Ouvia-se perfeitamente a gritaria intercalada com os tiros, embora não se visualizasse nada da distância em que estávamos.
Seu Julião demonstrava nervosismo e preocupação. Afinal aquilo estava ocorrendo quase no seu quintal.
— Ocêis tumem cuidado mode uma bala dessa pode sair avuando e pegá a gente aqui.
Estava certo! A nossa curiosidade estava nos expondo a esse risco. Entretanto, não demorou muito se fez um silêncio prenunciando o que talvez fosse a trégua. Os quilombolas assustados e ressabiados, tanto quanto nós, saiam aos poucos do interior de seus ranchos.
— Será que acabou o tiroteio seu Julião? —Perguntei inquieto.
— Sei num sinhô. Vamu esperá mais um bucado!
Nisso ouvimos a zuada de um carro em alta aceleração. Era uma camionete com a caçamba cheia de policiais militares um dos quais parecendo ferido estendido que estava no colo dos companheiros com os pés para fora da carroceria. Em segundos desapareceram pela estrada deixando atrás uma enorme espiral de poeira.
Seu Julião chamou um dos filhos:
— Tu vai lá embaixo e repara o que tá acuntecendo. Vê se tem buia de gente por lá. Tomi cuidado!
Rapidamente um grupo foi reunido e seguiu em direção ao local do tiroteio para fazer um reconhecimento. Enquanto isso seu Julião nos explicava a origem do litígio entre os invasores e índios.
— Siô tem tanta terra por aí e esse povo qué invadi logo as terra dos índios. Aí é só prá dá merda mesmo!
Nos informou que a invasão estava sendo preparada há alguns dias. Os índios avisaram a Funai e esta por sua vez notificou a polícia da região.
O tempo passava lentamente e estávamos tensos e angustiados principalmente pelo desdobramento dos acontecimentos, pois pela quantidade de tiros disparados algo grave poderia ter ocorrido. Afinal não é sempre que nos vemos entre um tiroteio de polícia, sem terras e índios.
Repentinamente um dos rapazes apareceu ofegante com notícias do front.
Seu Julião o antecipou:
— Cuma é que tá lá?
— O pipoco foi feio mais num morreu nenhum cristão naum! Morreu o jegue de seu Ribinha que tava amarrado no capim, um poliça e um índio!
Apesar das circunstâncias rimos de forma comedida da naturalidade e ingenuidade do rapaz que prosseguia com o relato:
— Seu Ribinha tá lá injuriado, aguniadinho com o jegue, o índio caiu no rio, mas já levaram prá aldeia. O poliça foi no carro deles com mais dois sangrando igual bode capado.
— E os invasô? — perguntou seu Julião, aparentando mais tranqüilidade.
— Sei naum sinhô! Foram embora. Tavam tudo avexado. Seu Ribinha viu tudinho e disse que tem dois sendo carregado na rede cuns gimido que faiz dó!
Ficamos impressionados com a naturalidade com que encaravam o confronto e seu trágico final, principalmente pela forma de aceitar a morte do índio e do policial sem nenhum pesar ou consternação, equiparando-os ao jegue, que não era filho de Deus, num claro comportamento cultural que os demovem desses sentimentos. Algumas horas mais tarde a vila voltou ao normal.
Passado o susto e aconselhados pelo seu Julião, deixamos a poeira abaixar. Jantamos com a família, um bode no leite de coco, dormimos e no outro dia cedinho já estávamos na beira do rio longe do local do confronto. Mas essa é outra história, em outro capítulo.
Como fazer iscas de silicone
Olá amigos pescadores! Abaixo um tutorial passo a passo, de confecções de iscas de silicones, muito fácil de fazer.
Lista de materiais
1 – Silicone, “aquele de vidraceiro”
2 – Gliter, para o brilho
3 – Tesoura
4 – Tintas “pode ser a base de pvc, ex: guache”
5 – Fios de Silicone, “pode-se encontrar em qualquer loja de armarinho”
6 – Agulha
7 – Fios de nylon “para as antenas”
8 – Alicate
9 – Chumbos de rede
10 – Pinceis
11 – Um pedaço de antena
12 – Vaselina em pasta incolor, ou cera
13 – Gesso e uma espátula ou colher para o preparo das formas
14 – Espátula
Fazendo as formas de gesso
Faça uma mistura de gesso com água ate ficar na textura de leite, misture muito bem, ate dissolver todo o gesso.
Unte a forma com vaselina, para o gesso sair fácil.
Coloque a mistura na forma, e espere o gesso endurecer, ate ficar na consistência de manteiga. Abaixo as formas já prontas.
Unte o camarão original com vaselina, para não grudar.
Pressione o camarão no gesso, para fazer o molde, IMPORTANTE : pressione a calda bem suavemente e a cabeça ate a parte dos olhos, o meio do camarão pode ficar um pouco mais fundo, isto para o camarão DOA.
O Silicone
Numa superfície bem lisa, prepare a mistura do gliter, tinta e o silicone. O gliter é opcional, mas da mais brilho na isca. Neste caso deixei o DOA apenas com o gliter e o silicone sem tinta.
Unte a forma ja pronta com vaselina para a aplicação do silicone.
Deixe secar, retire o camarão, e com uma tesoura apare as sobras.
Para os fios que o DOA tem em baixo, quando ele estiver ainda na forma, corte pedaços dos fios de silicone e coloque-os na parte inferior do camarão
Para as antenas “Opcional” , pegue 2 fios finos de nylon, passe pela agulha e introduza no camarão pela frente ate sair por de baixo, corte a sobra.
Para os olhos pinte, com tinta esmalte, uma tinta que não saia na água.
Ai esta o clone do DOA. Agora vamos ao camarão da MARE
O Camarão da MARE, que tem mais detalhes, vamos fazer duas formas a parte de cima e a parte de baixo
Repare na foto a divisão dos camarões, parte a : ate o nível dos olhos e calda, parte B o peito do camarão onde fica o chumbo
Veja como fica nas formas
Para o molde dos camarões MARE, é o mesmo processo do DOA, só que com duas formas, primeiro faça a forma da parte a, e depois a da parte B:
O processo da preparação do silicone é o mesmo acima citado.
Neste caso um camarão com glitter verde, com tinta verde e calda vermelha
Faça primeiro a parte B
Depois de umas horas tire o silicone do molde bem devagar, e apare as rebarbas com uma tesoura bem afiada. Mesmo processo acima.
Agora a parte A, complete com a mistura de silicone e deixe uma parte para a calda em vermelho, misture um pouco do silicone com tinta vermelha. Em seguida pegue o molde já formado parte B e coloque no molde ainda fresco parte A, para formar o camarão.
Apare as sobras, e veja que ficou com o mesmo formato do original!
Para os furos para a colocação dos chumbos, com um pedaço de antena, pressione no camarão ate entrar uns 2cm, com um alicate de bico fino tire o excesso, para ficar o buraco para o chumbo.
Para o chumbo, pegue chumbos de rede corte mais ou menos 2cm e corte no meio.
Antenas no MARE opcional. E olhos o mesmo citado acima.
Para colocar o anzol, e so empurrar o anzol furando o silicone, com a parte do olho, ate sair na ponta do camarão.
Camarão finalizado
O mini MARE
Para os tatuís é o mesmo procedimento do camarão.
Para formar a parte debaixo do tatuí, pressione a parte debaixo do tatuí original, na forma ainda fresca.
Um tubo de silicone da em media 17 a 19 camarões DOA, e uns 14 a 16 da Maré do grande.
Custo: um tubo de silicone 8 a 10 reais, vaselina 2 reais, gesso 70centavos o kilo, tintas na faixa de 1,50 a 5 reais, fios de silicone 1 real 10metros, gliter 2,50 100gramas. Barato não é? Então mãos a obra galera!
















































