{"id":795,"date":"2011-08-31T20:08:27","date_gmt":"2011-08-31T23:08:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/?p=795"},"modified":"2021-03-27T18:05:57","modified_gmt":"2021-03-27T21:05:57","slug":"tucunares-na-barragem-do-prata","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/tucunares-na-barragem-do-prata\/","title":{"rendered":"Tucunar\u00e9s na barragem do Prata"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0s vezes, quando estamos em casa impossibilitados de pescar por qualquer motivo que seja, costumamos aplacar nossas vontades por meio dos programas sobre o assunto ou atrav\u00e9s da pesquisa de v\u00eddeos na internet. E, quase sempre, entre uma imagem e outra, encontramos os ataques explosivos do tucunar\u00e9 na superf\u00edcie.\u00a0 Isso nos deixa com uma pontinha de inveja e nos faz almejar essa pescaria que \u00e9 t\u00e3o comum para os amigos que a praticam mais para o sul do Brasil. Entretanto, o que muitos desconhecem \u00e9 que o tucunar\u00e9 \u00e9 um peixe comum tamb\u00e9m no Nordeste.<\/p>\n<div id=\"attachment_797\" style=\"width: 626px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/DSCF6138_640x480-e1314830163489.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-797\" class=\"size-full wp-image-797  \" title=\"DSCF6138_640x480\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/DSCF6138_640x480-e1314830163489.jpg\" alt=\"\" width=\"616\" height=\"406\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/DSCF6138_640x480-e1314830163489.jpg 616w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/DSCF6138_640x480-e1314830163489-300x197.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 616px) 100vw, 616px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-797\" class=\"wp-caption-text\">Primeiros vislumbres da barragem. Paisagem sertaneja tranquila e agrad\u00e1vel.<\/p><\/div>\n<p>Para mostrar que os tucunas est\u00e3o mais pertos do que se pensa, fomos at\u00e9 a barragem do Prata, localizada em Bonito, Agreste pernambucano. A represa tem capacidade para 43 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos e conta com \u00e1guas cristalinas quase o ano todo, o que a torna excelente para a pr\u00e1tica da pesca esportiva. No local \u00e9 poss\u00edvel pescar das margens, entretanto o uso de pequenos barcos torna o acesso aos melhores pontos muito mais confort\u00e1vel. \u00c9 comum ver pescadores de Caruaru, cidade pr\u00f3xima, navegando pelo espelho d\u2019\u00e1gua nas tradicionais chatas de alum\u00ednio, mas tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel fretar canoas de madeira dos cai\u00e7aras locais.<\/p>\n<div id=\"attachment_800\" style=\"width: 394px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/DSC00109_640x480.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-800\" class=\"size-full wp-image-800 \" title=\"DSC00109_640x480\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/DSC00109_640x480.jpg\" alt=\"\" width=\"384\" height=\"288\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/DSC00109_640x480.jpg 640w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/DSC00109_640x480-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-800\" class=\"wp-caption-text\">Vegeta\u00e7\u00e3o submersa chamada pelos pescadores de &quot;coentro&quot; atrapalha<\/p><\/div>\n<p>Fizemos uma pescaria exclusiva com iscas artificiais e, mesmo em um dia considerado fraco, ainda conseguimos fisgar alguns bonitos exemplares. O n\u00edvel da \u00e1gua no lugar estava um pouco abaixo do esperado o que fez a vegeta\u00e7\u00e3o do fundo, conhecida popularmente como \u201ccoentro\u201d, ficar mais perto da superf\u00edcie. Isso prejudicou o uso das iscas de barbela e jigs que acabavam se enroscando nas plantas e perdendo o trabalho ideal. Mesmo assim, alguns pontos estavam livres desse problema e nos serviram bem durante nossa investida.<\/p>\n<div id=\"attachment_803\" style=\"width: 394px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/DSC00100_640x480.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-803\" class=\"size-full wp-image-803   \" title=\"DSC00100_640x480\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/DSC00100_640x480.jpg\" alt=\"\" width=\"384\" height=\"288\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/DSC00100_640x480.jpg 640w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/DSC00100_640x480-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 384px) 100vw, 384px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-803\" class=\"wp-caption-text\">Jorge Thiago posa com o primeiro do dia.<\/p><\/div>\n<p>Na barragem do Prata al\u00e9m da tra\u00edra, encontramos o tucunar\u00e9 amarelo, esp\u00e9cie que pode atingir um tamanho consider\u00e1vel e conhecido pela sua resist\u00eancia \u00e0 tra\u00e7\u00e3o do pescador. De fato, j\u00e1 foram fisgados exemplares pesando cinco quilos. Briga boa pra ningu\u00e9m botar defeito. A nossa pescaria come\u00e7ou pouco movimentada, as iscas quase sempre se prendiam no \u201ccoentro\u201d durante o trabalho e arrastavam um peda\u00e7o da vegeta\u00e7\u00e3o. Ao tira-las da \u00e1gua era preciso remover as plantas das garat\u00e9ias e, ap\u00f3s um tempo, o procedimento acabava por irritar o pescador. Entretanto, foi s\u00f3 aparecer o primeiro peixe para a anima\u00e7\u00e3o tomar conta de todos. O trabalho da Aile Magnet, fabricada pela Duel, foi irresist\u00edvel e terminou com a captura de um tucuna com pouco menos de um quilo, mas que j\u00e1 exibia a protuber\u00e2ncia na cabe\u00e7a apelidada pelos pescadores de \u201ccupim\u201d, um indicativo de que o peixe est\u00e1 no per\u00edodo reprodutivo.<\/p>\n<div id=\"attachment_806\" style=\"width: 298px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/DSC00112_360x480.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-806\" class=\"size-full wp-image-806 \" title=\"DSC00112_360x480\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/DSC00112_360x480.jpg\" alt=\"\" width=\"288\" height=\"384\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/DSC00112_360x480.jpg 360w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/DSC00112_360x480-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 288px) 100vw, 288px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-806\" class=\"wp-caption-text\">Marcos Renner e o peixe que deu trabalho<\/p><\/div>\n<p>Depois de fotografar e soltar o animal, continuamos a pescaria. Ap\u00f3s alguns arremessos, ouve-se o grito:<\/p>\n<p>-Peguei. Esse \u00e9 grande<\/p>\n<p>Por\u00e9m, quase imediatamente, vem a voz:<\/p>\n<p>-Largou&#8230; Pegou de novo.<\/p>\n<p>Um grande tucunar\u00e9 havia atacado a isca de um dos convidados na pescaria, uma wave 80, da Marine Sports, sem, no entanto ser fisgado. Imediatamente ap\u00f3s o ocorrido, um pequeno tucuninha atrevido deu o bote no plug de meia-\u00e1gua e acabou posando para foto no lugar do que seria o maior peixe do dia.<\/p>\n<p>Em seguida, outro tucunar\u00e9 fisgado deu um baita trabalho para ser embarcado, n\u00e3o pelo seu tamanho, mas porque foi mais esperto que o pescador e conseguiu se entocar entre a vegeta\u00e7\u00e3o da barragem. A retirada demandou muita m\u00e3o de obra e foi preciso desenrolar a linha das plantas com cuidado para evitar que o animal fosse machucado. Por\u00e9m, ap\u00f3s alguns minutos de esfor\u00e7o, o bicho saiu para a foto. Perto do lugar, uma nova captura e a alegria estampada no rosto pela satisfa\u00e7\u00e3o de poder observar de perto as cores desse peixe.<\/p>\n<p>No final da pescaria na barragem do Prata ainda \u00e9 poss\u00edvel usufruir da estrutura r\u00fastica, contudo agrad\u00e1vel, de alguns barzinhos que ficam \u00e0s suas margens e oferecem petiscos e bebidas diversas a um pre\u00e7o bem acess\u00edvel. Sem d\u00favida uma bela pedida para aqueles que desejam se aventurar na captura desse belo e valente animal que \u00e9 o tucunar\u00e9.<\/p>\n<p>Por falar em tucunar\u00e9, vale deixar claro que a barragem do Prata n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica em Pernambuco a abrigar essa esp\u00e9cie. Na verdade, quase todas as principais barragens do Estado contam com esse animal. S\u00f3 para exemplificar podemos citar algumas mais pr\u00f3ximas da capital, Duas Unas, Bita e Tapacur\u00e1. Ent\u00e3o fica a dica de \u00f3timos locais para aqueles que ainda n\u00e3o tiveram a chance de fisgar esse tipo de peixe.<\/p>\n<div id=\"attachment_810\" style=\"width: 586px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/DSC00114_640x480.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-810\" class=\"size-full wp-image-810\" title=\"DSC00114_640x480\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/DSC00114_640x480.jpg\" alt=\"\" width=\"576\" height=\"432\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/DSC00114_640x480.jpg 640w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/DSC00114_640x480-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-810\" class=\"wp-caption-text\">Jorge Thiago e um dos tr\u00eas peixes capturados por ele. Todos foram soltos.<\/p><\/div>\n<p><strong>Roteiro<\/strong> &#8211; Vindo por Recife, segue-se pela BR 232 at\u00e9 a cidade de Bezerros onde se toma o\u00a0girador\u00a0em dire\u00e7\u00e3o a PE 103 rumo a cidade Camocim de S\u00e3o Felix. Em seguida vem a cidade de Bonito e de l\u00e1 se chega a Alto Bonito, local onde fica a Barragem do Prata.\u00a0A maior parte do caminho conta com estradas em condi\u00e7\u00f5es adequadas. A exce\u00e7\u00e3o \u00e9 um pequeno trecho entre os distritos de Bonito e Alto Bonito, onde o pavimento est\u00e1 em p\u00e9ssimo estado e demanda um pouco de paci\u00eancia do motorista para atravess\u00e1-lo. Por\u00e9m, de modo geral o caminho \u00e9 bastante tranquilo e, at\u00e9 mesmo no trecho mais complicado, a bela paisagem agrestina praticamente nos faz esquecer a buraqueira que se assoma a nossa frente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0s vezes, quando estamos em casa impossibilitados de pescar por qualquer motivo que seja, costumamos aplacar nossas vontades por meio dos programas sobre o assunto ou atrav\u00e9s da pesquisa de v\u00eddeos na internet. 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