{"id":724,"date":"2011-08-01T14:43:57","date_gmt":"2011-08-01T17:43:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/?p=724"},"modified":"2021-03-27T18:05:57","modified_gmt":"2021-03-27T21:05:57","slug":"editorial-por-que-soltar-o-peixe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/editorial-por-que-soltar-o-peixe\/","title":{"rendered":"Editorial &#8211; Por que soltar o peixe?"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_725\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/Mero.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-725\" class=\"size-medium wp-image-725\" title=\"Mero\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/Mero-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/Mero-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/Mero.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-725\" class=\"wp-caption-text\">Pequeno mero devolvido em excelentes condi\u00e7\u00f5es ao seu habitat<\/p><\/div>\n<p>Cultuada por alguns, odiada por outros tantos, a pr\u00e1tica do pesque e solte \u00e9 assunto pol\u00eamico entre os conterr\u00e2neos nordestinos. Em algumas situa\u00e7\u00f5es, ao libertar um peixe de porte consider\u00e1vel, recebemos coment\u00e1rios de teor impublic\u00e1vel e tamb\u00e9m proferimos nossa dose de adjetivos quando vemos um exemplar saud\u00e1vel ser sacrificado sem distin\u00e7\u00e3o. N\u00e3o nos cabe aqui julgar o certo ou o errado, apenas lan\u00e7ar luz sobre um assunto pouco discutido na esperan\u00e7a que a reflex\u00e3o implemente algo de positivo.<\/p>\n<p>Sabemos das car\u00eancias hist\u00f3ricas de nossa regi\u00e3o e, ainda que se perceba uma melhora socioecon\u00f4mica gradual da popula\u00e7\u00e3o, estamos longe de driblar as defici\u00eancias impostas por anos de coronelismo e omiss\u00f5es.\u00a0 Por isso \u00e9 dif\u00edcil criticar o abate de um peixe esportivo quando, mais do que um exemplar de pescado, o esp\u00e9cime capturado se torna o almo\u00e7o da fam\u00edlia e, em \u00faltima an\u00e1lise, uma economia no fim do m\u00eas. \u00a0Entretanto, isso por si s\u00f3 n\u00e3o explica o motivo de uma atitude salutar como o pesque e solte ser t\u00e3o pouco difundida entre os praticantes do nosso hobby.<\/p>\n<p>De fato, em nossas andan\u00e7as pescarias afora j\u00e1 vimos pescadores de poucos recursos financeiros com sorriso no rosto devolvendo um peixe rec\u00e9m capturado, bem como presenciamos pessoas de elevado poder aquisitivo se gabarem por ter abatido certa quantidade de peixes. A verdade \u00e9 que no Nordeste uma boa pescaria ainda n\u00e3o se limita ao prazer de duelar com o peixe e eternizar atrav\u00e9s da foto a mem\u00f3ria vivida naquele embate. Aqui mais vale peixe na fiera e a panela cheia.<\/p>\n<p>A defesa do pesque e solte n\u00e3o implica em dizer que o pescador n\u00e3o possa levar seu pescado pra casa. Nem de longe queremos privar algu\u00e9m do deleite que \u00e9 saborear um peixe fresco fisgado por seus pr\u00f3prios m\u00e9ritos. Todos os pescadores, mesmo os denominados esportivos, porventura o fazem. O que pregamos aqui s\u00e3o escolhas respons\u00e1veis para perpetuar e, qui\u00e7\u00e1, melhorar as chances de que nossos filhos e netos tenham a oportunidade de sentir as mesmas emo\u00e7\u00f5es que sentimos ao brigar com grandes peixes. Fato que est\u00e1 se tornando mais raro a cada dia.<\/p>\n<p>O que se percebe ao conversar e conviver com os pescadores da nossa regi\u00e3o \u00e9 que falta esclarecimento, conscientiza\u00e7\u00e3o sobre as vantagens em adotar o pesque e solte. Explique para um pescador que ao abater uma matriz, um peixe reprodutor, ele est\u00e1, na verdade, aniquilando milhares de outros indiv\u00edduos que poderiam aumentar a popula\u00e7\u00e3o de pescado; certamente a vis\u00e3o de um futuro menos prolifico \u00e9 um excelente argumento para demov\u00ea-lo da ideia de matar o animal.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que outros fatores, tais como as pr\u00e1ticas\u00a0predat\u00f3rias\u00a0e uso de equipamentos fora das normas vigentes, contribuem para a diminui\u00e7\u00e3o da piscosidade em nossos rios e mares. Infelizmente n\u00e3o podemos decidir por todos, mas ao fazer nossa parte j\u00e1 estamos ajudando. Agir com consci\u00eancia e tomar medidas que\u00a0colaborem\u00a0com a preserva\u00e7\u00e3o nosso esporte faz bem ao pescador e ao meio ambiente. \u00a0Ter a vida do peixe em suas m\u00e3os e, em seguida, v\u00ea-lo nadando tranquilamente, seja em \u00e1gua doce ou salgada, \u00e9 indescrit\u00edvel.\u00a0Somem-se a isso situa\u00e7\u00f5es onde um mesmo\u00a0esp\u00e9cime\u00a0\u00e9 capturado seguidas vezes pelo pescador ao longo dos anos, ou at\u00e9 por pescadores distintos ocasionalmente e n\u00f3s temos a formula para consagrar o pesque, fotografe e solte. Um \u00fanico peixe dando alegria a diversos pescadores.<\/p>\n<p>Caso decida levar seu pescado para casa fique atento ao tamanho m\u00ednimo permitido para cada esp\u00e9cie, ele indica que o exemplar j\u00e1 \u00e9 adulto e teve chance de se reproduzir. Contribua com o crescimento da pesca como esporte. Pratique essa ideia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cultuada por alguns, odiada por outros tantos, a pr\u00e1tica do pesque e solte \u00e9 assunto pol\u00eamico entre os conterr\u00e2neos nordestinos. Em algumas situa\u00e7\u00f5es, ao libertar um peixe de porte consider\u00e1vel, recebemos coment\u00e1rios de teor impublic\u00e1vel e tamb\u00e9m proferimos nossa dose de adjetivos quando vemos um exemplar saud\u00e1vel ser sacrificado sem distin\u00e7\u00e3o. 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