{"id":2775,"date":"2023-04-13T13:39:51","date_gmt":"2023-04-13T16:39:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/?p=2775"},"modified":"2024-01-05T11:32:54","modified_gmt":"2024-01-05T14:32:54","slug":"museu-da-pesca-05-rondonia-1991-parte-02","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/museu-da-pesca-05-rondonia-1991-parte-02\/","title":{"rendered":"Museu da Pesca 05 &#8211; Rond\u00f4nia 1991 parte 02"},"content":{"rendered":"\n<p>O rio Pau Cerne foi, com certeza, um dos mais belos que j\u00e1 vi (acho que j\u00e1 falei isso, e, pelo jeito, ainda vou falar v\u00e1rias vezes&#8230;)<\/p>\n\n\n\n<p>Fica na margem esquerda do rio Guapor\u00e9, do lado Boliviano, e, para entrar, pagava-se uma pequena taxa ao guarda que morava com sua fam\u00edlia, logo acima da entrada.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o durou muito tempo e logo proibiram. Tempo depois ficou imposs\u00edvel entrar. Numa das minhas \u00faltimas viagens para l\u00e1, o rio Guapor\u00e9 era <a><\/a>fiscalizado por embarca\u00e7\u00f5es possantes e armadas at\u00e9 os dentes, por militares americanos. Cheguei a ser parado uma vez. Ao que me consta, era devido o tr\u00e1fego de drogas.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de ter lido a reportagem na Aruan\u00e3, virou prioridade conhecer o \u201cVale das Jatuaranas\u201d. O Ismar, o Conrado, e os mergulhadores, tinham voltado para S\u00e3o Paulo, e o Morgado e o Moreira s\u00f3 chegariam uns dois dias depois. Tinha que ser agora!<\/p>\n\n\n\n<p>Soube anteriormente pelo Toninho (Antonio Lopes) que a vigem foi sem problemas, e levaram duas horas do Cabanas do Guapor\u00e9 at\u00e9 a cachoeira. Era \u00e9poca de cheia e n\u00e3o havia obst\u00e1culos pelo caminho.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o me lembro a \u00e9poca de nossa viagem, mas com certeza n\u00e3o era na cheia. Levamos para chegar na cachoeira bem mais tempo, 4 horas ou mais. Rio lind\u00edssimo, mas cheio de tranqueiras a cada curva. Hora troncos atravessando o rio, hora rasuras, hora galhadas bloqueando o caminho, aten\u00e7\u00e3o a toda prova.<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e1vamos levando cinco colch\u00f5es e seus respectivos mosquiteiros. Afinal passar\u00edamos uma noite no mato. Gasolina extra, mantimentos, \u00e1gua, tudo necess\u00e1rio para nosso acampamento. Um grande panel\u00e3o j\u00e1 ia at\u00e9 &#8220;os bei\u00e7o&#8221; com arroz pronto misturado com algo que n\u00e3o me lembro, uma esp\u00e9cie de risoto.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi uma aventura maravilhosa, que descrevi minuciosamente em meus rascunhos e n\u00e3o cabe aqui.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse v\u00eddeo voc\u00eas ver\u00e3o uma pequena parte dessa viagem, e as cenas onde aparece um acampamento com redes e o Morgado junto refere-se a outra tentativa que fizemos em outra viagem, mas na seca, garantidamente, e com aviso de que n\u00e3o chegar\u00edamos l\u00e1. Fomos assim mesmo, e ap\u00f3s seis horas de viagem n\u00e3o t\u00ednhamos percorrido nem um quarto do caminho. Desistimos e passamos a noite no mato, e no outro dia voltamos pescando tucunar\u00e9s com isca viva, e cachorras na \u201cBa\u00eda da Jaguaras\u201d. Foi uma del\u00edcia e fiz par com o Morgado na pescaria.<\/p>\n\n\n\n<p>A cenas nesse v\u00eddeo est\u00e3o misturadas, sem ordem cronol\u00f3gica, apenas quis mostrar algumas das pescarias que fizemos.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria completa dessa e outras aventuras em breve contarei aos amigos. Por enquanto fiquem com essas cenas, e qualquer d\u00favida sobre as imagens, \u00e9 s\u00f3 perguntar que terei prazer em esclarecer.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Rio Pau Cerne 1991\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Qsu6qzto__k?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O rio Pau Cerne foi, com certeza, um dos mais belos que j\u00e1 vi (acho que j\u00e1 falei isso, e, pelo jeito, ainda vou falar v\u00e1rias vezes&#8230;) Fica na margem esquerda do rio Guapor\u00e9, do lado Boliviano, e, para entrar, pagava-se uma pequena taxa ao guarda que morava com sua fam\u00edlia, logo acima da entrada. 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