{"id":2733,"date":"2023-04-29T07:31:35","date_gmt":"2023-04-29T10:31:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/?p=2733"},"modified":"2024-01-05T10:11:19","modified_gmt":"2024-01-05T13:11:19","slug":"museu-da-pesca-21-motel-do-severino-03","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/museu-da-pesca-21-motel-do-severino-03\/","title":{"rendered":"Museu da Pesca 21 &#8211; Motel do Severino 03"},"content":{"rendered":"\n<p>Interessante como as coisas mudam. Quando comecei a acompanhar as novidades da pesca amadora semanalmente, atrav\u00e9s das colunas nos jornais de Irineu Fabichak e Antonio Lopes, o nome do pesqueiro do Severino era \u201cMotel do Severino\u201d. Os mot\u00e9is n\u00e3o existiam nem tinham a finalidade atual. Se fosse nos dias de hoje, n\u00e3o me arriscaria em falar para minha mulher que iria pescar no \u201cMotel do Severino\u201d, teria que dar muitas explica\u00e7\u00f5es&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>No <a><\/a>final acabou sendo conhecido como \u201cPara\u00edso do Dourados\u201d, n\u00e3o dando margem a nenhuma desconfian\u00e7a de nossa cara metade.<\/p>\n\n\n\n<p>Brincadeiras \u00e0 parte, tinha tr\u00eas maneiras de viajar de S\u00e3o Paulo para l\u00e1. A primeira era por carro, uma viagem longa e cansativa, mas cansativa s\u00f3 na volta. Na ida a ansiedade e expectativa do pescador acabava com qualquer inconveniente, Era s\u00f3 festa. Hoje em dia est\u00e1 tudo asfaltado, mas quando eu ia o asfalto era s\u00f3 at\u00e9 Miranda, a partir dali estrada de terra. Eu preferia como era, o sabor de aventura era maior, e a expectativa de contemplar a fauna local era maior ainda. N\u00e3o existia ponte no Porto da Manga, a travessia do Paraguai era feita por balsa. E ali perto estava a desembocadura do lend\u00e1rio rio Taquari. Eu achava obrigat\u00f3rio conhecer essa estrada, tamb\u00e9m conhecida como transpantaneira, mal sabia que a de Pocon\u00e9 a Porto Jofre era muito mais selvagem e bonita. Tempos depois tive a felicidade de conhecer e fazer o percurso diversas vezes.<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda maneira e mais pr\u00e1tica era ir de avi\u00e3o at\u00e9 Corumb\u00e1, onde os receptivos nos aguardavam para fazer o traslado at\u00e9 os hot\u00e9is, na \u00e9poca o \u201cMotel do Severino\u201d e a \u201cPousada Tarum\u00e3\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A terceira e preferida pela turma era ir de trem, embarcando em Bauru. Viagem demorada mas fant\u00e1stica, um belo visual. Fomos e voltamos assim algumas vezes, mas o ideal era ir de trem e voltar de avi\u00e3o, a curtida era s\u00f3 na ida, na volta o cansa\u00e7o recomendava essa pr\u00e1tica. Na ida n\u00e3o precis\u00e1vamos ir at\u00e9 Corumb\u00e1, os receptivos nos aguardavam em Albuquerque, logo depois de Porto Esperan\u00e7a. O trem parava, jog\u00e1vamos nossa tralha para fora, inclusive isopores (na \u00e9poca imprescind\u00edveis), e mais uma etapa vencida. As pousadas ficavam relativamente perto dali.<\/p>\n\n\n\n<p>Fizemos amizades e pescarias incr\u00edveis por l\u00e1. Quando escrevo essas notas, imagens mil passam por minha cabe\u00e7a. Muitos amigos se foram, outros perdi o endere\u00e7o, mas as mem\u00f3rias permanecem. Algumas se perdem devido desgaste do equipamento, mas no fundo est\u00e3o l\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 para n\u00e3o esquecer, tempos depois o amigo Jaime Cor\u00e1 construiu o \u201cHotel Porto Morrinho\u201d, bem em frente da entrada (do outro lado da estrada) do \u201cMotel do Severino\u201d, nessa \u00e9poca acho que j\u00e1 era \u201cParaiso dos Dourados\u201d. N\u00e3o sei se o hotel ainda opera. O amigo Jaime j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 entre n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra coisa, um dos piloteiros (cham\u00e1vamos assim naquele tempo) que aparece em algumas pescarias nessas cenas era o famoso \u201cMario Gordo\u201d, um dos mais requisitados por todos os clientes do \u201cMotel do Severino\u201d. Muitos anos depois, fazendo um trabalho para a revista \u201cTrof\u00e9u Pesca\u201d, juntamente com o Eduardo Morgado, que mostraremos mais para a frente, viajamos em dois barcos do Severino at\u00e9 as \u201cPalmeiras\u201d, um ponto no rio Taquari. Viagem longa mas maravilhosa. Num barco ia o Morgado e o guia Carlos, e no outro eu e o Mario Gordo. Qual n\u00e3o foi minha surpresa ao ver o Mario mais uma vez, e guiando para mim. Comecei a conversar, e logo ele falou que lembrava de mim. Sempre me dei bem com meus guias e companheiros de pesca. Meus olhos umedeceram, escondidos pelos \u00f3culos escuros&#8230;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Motel do Severino 03\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0XQJRaxna8Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Interessante como as coisas mudam. Quando comecei a acompanhar as novidades da pesca amadora semanalmente, atrav\u00e9s das colunas nos jornais de Irineu Fabichak e Antonio Lopes, o nome do pesqueiro do Severino era \u201cMotel do Severino\u201d. Os mot\u00e9is n\u00e3o existiam nem tinham a finalidade atual. 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