{"id":2632,"date":"2023-04-09T10:40:07","date_gmt":"2023-04-09T13:40:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/?p=2632"},"modified":"2024-01-03T14:08:55","modified_gmt":"2024-01-03T17:08:55","slug":"museu-da-pesca-01-itumbiara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/museu-da-pesca-01-itumbiara\/","title":{"rendered":"Museu da Pesca 01 &#8211; Itumbiara"},"content":{"rendered":"\n<p>Trabalhei durante 20 anos na Ericsson do Brasil, empresa maravilhosa, onde deixei muitos amigos. L\u00e1 era conhecido como Ferreira, meu nome de guerra. Pelo Ericsson Clube organizei muitas excurs\u00f5es de pesca, at\u00e9 minha sa\u00edda, em 1988.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse meio tempo conheci o Ismar e o Conrado nos balc\u00f5es da Gon\u00e7alves Armas, loja na esquina da Libero Badar\u00f3 com Avenida S\u00e3o Jo\u00e3o, onde sempre fazia ponto, pela conversa gostosa e bom atendimento dos propriet\u00e1rios e <a><\/a>funcion\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi ali que combinamos nossa primeira pescaria, Ismar e eu, de Black Bass, na Cachoeira do Fran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da\u00ed viramos ass\u00edduos frequentadores do pesqueiro \u201cPorto Sossego\u201d, do Sr. Jos\u00e9 e Dona Maria.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 tempos depois, com a descoberta do tucunar\u00e9 em Igarat\u00e1, viramos casaca, trocamos o verde do Bass pelo amarelinho do tucunar\u00e9, e n\u00e3o tivemos mais reca\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>Maiores detalhes desse tempo est\u00e3o em meu livro, que se Deus quiser, um dia sai&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda estava na Ericsson (1983) quando fiquei s\u00f3cio da APIA, sede na Vila Mariana, se n\u00e3o me engano. Primeiro na tape\u00e7aria do Faria, depois em um casar\u00e3o alugado. Minha carteirinha de s\u00f3cio perdi pelo caminho, mas vou postar a do Ismar, para matar as saudades do pessoal daquele tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi l\u00e1 que vi pela primeira vez uma grava\u00e7\u00e3o em v\u00eddeo da pesca do tucunar\u00e9. Vi iscas trabalhando e ataques na superf\u00edcie, inclusive uma captura do Faria de um tucunar\u00e9 de 9 kg, que d\u00e1 um salto espetacular ao lado do barco. Endoidei! Fiquei imaginando o que eu faria no lugar dele (do Faria, n\u00e3o do tucunar\u00e9).<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca era muito dif\u00edcil fazer uma pescaria daquela, primeiro por falta de informa\u00e7\u00f5es, e depois devido ao alto custo. N\u00e3o me imaginava por aquelas bandas.<\/p>\n\n\n\n<p>O tempo passou, descobriram o tucunar\u00e9 em Igarat\u00e1, Santa Isabel, fato divulgado pela revista \u201cAcampamento\u201d, e viramos fregueses, dividindo com a pesca do robalo nossas preferencias.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1988 sa\u00ed da Ericsson, em julho, se n\u00e3o me engano. Fui demitido. No fim do ano me chamaram de volta. Fiquei um m\u00eas, mas vi que n\u00e3o era mais minha praia e pedi demiss\u00e3o. Ali\u00e1s, o ambiente n\u00e3o era mais o mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Como eu gostava muito de pescaria e tinha uma lancha com alguns amigos, pensei em entrar no ramo do turismo de pesca, mas tivemos muitos problemas com a embarca\u00e7\u00e3o e o neg\u00f3cio n\u00e3o foi para a frente.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi a\u00ed que tudo mudou, meio sem querer. Tinha um amigo, o Mario Ferrari, dono de uma uma produtora de v\u00eddeos, a \u201cMaster C\u00e2mera\u201d, especializada em anivers\u00e1rios, casamentos, institucionais, etc. Conversando com ele, surgiu a ideia de fazermos um v\u00eddeo de pescaria. Ele entendia de grava\u00e7\u00f5es, edi\u00e7\u00f5es, coisas do of\u00edcio, e eu de pescaria. Partimos para a luta e nasceu uma das primeiras produ\u00e7\u00f5es nacionais, o \u201cTucunar\u00e9\u201d. Fui aprendendo na marra, e a partir da\u00ed nunca mais deixei esse caminho. Fiz mais um v\u00eddeo com o Mario, pela \u201cMaster C\u00e2mera\u201d, e depois abri minha produtora, a R\u00e9ia.<\/p>\n\n\n\n<p>Equipamentos de ponta nunca fizeram parte de minha realidade, devido os custos. Tamb\u00e9m nunca fui um profissional de primeira linha, afinal n\u00e3o tinha experi\u00eancia nenhuma, mas encarei minhas produ\u00e7\u00f5es como um pescador antes de tudo, mais preocupado em mostrar a pescaria do que como diretor de fotografia. Outra coisa que sempre levei em considera\u00e7\u00e3o foi dar prioridade ao peixe e n\u00e3o ao pescador, afinal o foco sempre foi ele e a natureza. E foi assim at\u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>Voltando ao v\u00eddeo escolhemos um dos peixes de maior apelo na \u00e9poca, o Tucunar\u00e9, pois Itumbiara estava no auge e eu e v\u00e1rios amigos j\u00e1 \u00e9ramos velhos conhecidos dele, apresentados pelo Quico Guarnieri. T\u00ednhamos dois barcos guardados no Arnaldo, em seu s\u00edtio em B\u00e1lsamo, e j\u00e1 t\u00ednhamos bastante conhecimento da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A grava\u00e7\u00e3o foi uma experi\u00eancia gratificante, fomos aprendendo com os erros, mas acabou saindo. O v\u00eddeo foi gravado em duas regi\u00f5es, Itumbiara e Rond\u00f4nia, no Vale do Guapor\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 a primeira parte, em Itumbiara. N\u00e3o \u00e9 o v\u00eddeo original, e sim cenas dele&#8230;. Na pr\u00f3xima postagem continuaremos com Rond\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Itumbiara anos 80\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7zOvQAEURZo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trabalhei durante 20 anos na Ericsson do Brasil, empresa maravilhosa, onde deixei muitos amigos. L\u00e1 era conhecido como Ferreira, meu nome de guerra. Pelo Ericsson Clube organizei muitas excurs\u00f5es de pesca, at\u00e9 minha sa\u00edda, em 1988. 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