{"id":26,"date":"2011-01-01T00:05:31","date_gmt":"2011-01-01T03:05:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/?p=26"},"modified":"2011-02-14T11:00:24","modified_gmt":"2011-02-14T14:00:24","slug":"a-pratica-do-pesque-e-solte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/a-pratica-do-pesque-e-solte\/","title":{"rendered":"A pr\u00e1tica do pesque e solte"},"content":{"rendered":"<p><em>Mais que um conceito, um modelo de <span class=\"bbli\">preserva\u00e7\u00e3o<\/span> do nosso hobby<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitas vezes, nas praias e rios do <span class=\"bbli\">Nordeste<\/span>, recebemos olhares de desaprova\u00e7\u00e3o e ouvimos palavras de teor impublic\u00e1vel quando capturamos um peixe de bom porte, <span class=\"bbli\">fotografamos<\/span> e o devolvemos ao seu habitat. Grande parte dos <span class=\"bbli\">pescadores<\/span> locais t\u00eam a concep\u00e7\u00e3o de que uma boa <span class=\"bbli\">pescaria<\/span> equivale a levar o maior n\u00famero poss\u00edvel de exemplares para casa e \u00e9 frequente ver o abate de animais fora das medidas regulamentares. Apesar de n\u00e3o concordarmos com isso, entendemos. \u00c9 uma quest\u00e3o <span class=\"bbli\">cultural<\/span> presente n\u00e3o s\u00f3 em nossa regi\u00e3o, mas que nem por isso se justifica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso n\u00e3o quer dizer que ningu\u00e9m deva mais levar peixe pra casa e nem que vamos fazer piquetes em frente \u00e0s peixarias Brasil a fora. Nada disso. Concordamos que o pescador e sua fam\u00edlia devem desfrutar do prazer de saborear um peixe fresco, desde que isso seja feito esporadicamente e de forma consciente. A tabela elaborada pelo IBAMA com o tamanho m\u00ednimo de captura para cada esp\u00e9cie de <span class=\"bbli\">peixe<\/span> existe por uma raz\u00e3o e os n\u00fameros que constam nela n\u00e3o foram colocados ali aleatoriamente. Cada medida \u00e9 fruto de <span class=\"bbli\">estudos<\/span> e indica o tamanho que o peixe deve ter para conseguir se <span class=\"bbli\">reproduzir<\/span> e perpetuar sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pr\u00e1tica do <span class=\"bbli\">pesque<\/span> e solte torna o esporte <span class=\"bbli\">sustent\u00e1vel<\/span> e ajuda o meio ambiente a manter o equil\u00edbrio natural. Pensando de forma objetiva, ajuda o pr\u00f3prio pescador, que poder\u00e1 fisgar mais peixes no futuro em decorr\u00eancia do aumento da popula\u00e7\u00e3o de pescado. Um exemplo vis\u00edvel do benef\u00edcio que essa mudan\u00e7a de atitude pode trazer \u00e9 percebido atualmente com um peixe em particular, o camurupim. Por ter a carne repleta de espinhas o camurupim n\u00e3o \u00e9 apreciado como alimento e por isso muitos pescadores preferem solta-lo a preparar um prato com o pescado. Isso preservou a esp\u00e9cie e hoje exemplares de todos os tamanhos podem ser encontrados com facilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O objetivo final do pesque e solte \u00e9 fazer com que o animal sobreviva. Por isso, n\u00e3o basta simplesmente lan\u00e7ar o peixe \u00e0 \u00e1gua de qualquer maneira. S\u00e3o precisos alguns cuidados para garantir que o bicho que nos traz tanta alegria volte nas melhores condi\u00e7\u00f5es poss\u00edveis ao seu habitat. Com esse intuito, vale a pena ter em mente alguns procedimentos que melhoram o \u00edndice de sobrevida do pescado e ajudam o peixe a permanecer <span class=\"bbli\">saud\u00e1vel<\/span>.<\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify;\">Primeiro de tudo, evite passar muito tempo com o peixe fora d\u2019\u00e1gua. Algumas <span class=\"bbli\">esp\u00e9cies<\/span> toleram um tempo significativo fora de seu ambiente, mas a maioria das esp\u00e9cies s\u00e3o bastante sens\u00edveis \u00e0 retirada de seu meio.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Evite pegar no peixe demasiadamente. As escamas s\u00e3o recobertas por um muco que o protege contra infec\u00e7\u00f5es. Quando tocamos demais no peixe essa cobertura \u00e9 retirada e o deixa suscet\u00edvel a fungos e bact\u00e9rias. Um alicate de conten\u00e7\u00e3o, daqueles que prendem o peixe pela boca, ajuda nessa opera\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Cuidado com a retirada do <span class=\"bbli\">anzol<\/span>. Quanto menos dano o peixe sofrer, em melhor condi\u00e7\u00e3o ele voltar\u00e1 ao ser devolvido. A retirada deve ser feita com cuidado especial em \u00e1reas pr\u00f3ximas \u00e0s guelras.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Oxigene o peixe. Antes de liber\u00e1-lo, dedique algum tempo com o animal dentro da \u00e1gua para que ele possa retomar suas for\u00e7as e voltar a respirar normalmente. Fa\u00e7a movimentos de ir e vir com o peixe submerso para que a \u00e1gua possa fluir pelas guelras facilitando a entrada do oxig\u00eanio.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ademais, nada se compara a ver nosso <span class=\"bbli\">trof\u00e9u<\/span> nadando tranquilamente ap\u00f3s ser solto. A sensa\u00e7\u00e3o de comunh\u00e3o com a natureza e a paz de esp\u00edrito que a medida proporciona \u00e9 indescrit\u00edvel. Pesque, <span class=\"bbli\">fotografe<\/span> e solte. Pratique est\u00e1 ideia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais que um conceito, um modelo de preserva\u00e7\u00e3o do nosso hobby Muitas vezes, nas praias e rios do Nordeste, recebemos olhares de desaprova\u00e7\u00e3o e ouvimos palavras de teor impublic\u00e1vel quando capturamos um peixe de bom porte, fotografamos e o devolvemos ao seu habitat. 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