{"id":2479,"date":"2023-12-21T11:10:06","date_gmt":"2023-12-21T14:10:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/?p=2479"},"modified":"2023-12-22T15:56:55","modified_gmt":"2023-12-22T18:56:55","slug":"museu-da-pesca-206-pesca-oceanica-01","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/museu-da-pesca-206-pesca-oceanica-01\/","title":{"rendered":"Museu da Pesca 206 &#8211; Pesca Oce\u00e2nica 01"},"content":{"rendered":"\n<p>Outra modalidade de pesca que exploramos naquela \u00e9poca foi a pesca oce\u00e2nica, mais uma vez assessorados pelo Dinho, nosso Guru. J\u00e1 existia no Iate Clube de Natal uma estrutura de pesca oce\u00e2nica, mas nossa ideia era popularizar a pratica com a utiliza\u00e7\u00e3o de barcos regionais, para minimizar os custos de uma opera\u00e7\u00e3o desse porte, normalmente utilizando lanchas oce\u00e2nicas. Foi nessa \u00e9poca que conhecemos o Gilberto Maia, com seu barco de <a><\/a>mergulho adaptado para a pesca. O resto j\u00e1 comentamos em postagens anteriores, vamos ao que interessa.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a plataforma continental ficava (e continua ficando, gra\u00e7as a Deus) a 15 milhas da costa, aproximadamente, era bastante vi\u00e1vel a utiliza\u00e7\u00e3o desse tipo de embarca\u00e7\u00e3o. Chamava-se Orion, com o comandante \u201cBolinha\u201d, grande figura, que j\u00e1 est\u00e1 pescando nos \u201cCampos do Senhor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Fizemos muitas pescarias sob o comando do Dinho, e foi quando aprendi alguma coisa, mas nunca foi minha praia.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema adotado era o de corrico, usando como iscas naturais os farnangaios, preparados pelo Dinho, que tamb\u00e9m montou \u201cOutriggers\u201d na embarca\u00e7\u00e3o, \u00e0 exemplo das lanchas oce\u00e2nicas. \u00c0s vezes utiliz\u00e1vamos iscas artificias de meia \u00e1gua e de fundo, tamb\u00e9m corricando.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o barco Orion pescamos at\u00e9 em Fernando de Noronha, onde participamos de um campeonato de pesca oce\u00e2nica de peixes de bico, onde tiramos um honroso quinto lugar num total de oito participantes, todos com lanchas oce\u00e2nicas, menos n\u00f3s, com o Orion, que viajou de Natal para Fernando de Noronha com o \u201cBolinha\u201d, o Dinho, o capit\u00e3o mar\u00edtimo Roberto Brownie, e o Gilberto Maia, com um mar revolto e \u00e1gua na cara. O resto da equipe fugiu da raia e foi de avi\u00e3o. Foi uma festa, mas isso \u00e9 outra hist\u00f3ria que fica para outra vez.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse tipo de pescaria os peixes visados eram a albacora, a cavala wahoo e o dourado, al\u00e9m dos Sail-Fishes, mas esses s\u00f3 conseguimos captura-los em Fernando de Noronha. Por aqui ainda n\u00e3o pratic\u00e1vamos a pesca vertical, com JJ. Essa pratica estava se desenvolvendo nas \u00e1guas do sudeste e ainda demoraria um pouco para chegar por aqui.<\/p>\n\n\n\n<p>Todas as grava\u00e7\u00f5es eram feitas com equipamento S-VHS, e, em virtude disso, temos hoje poucas imagens que conseguiram ser salvas, embora algumas partes perderam um pouco as cores. Vamos a elas, mas antes me lembrei de um fato que aconteceu em uma de nossas pescarias.<\/p>\n\n\n\n<p>Nosso intuito era desenvolver o esquema com turistas que nos visitavam, num mercado muito aquecido naquela \u00e9poca, come\u00e7o dos anos 2000, principalmente turistas estrangeiros. Depois foi caindo, caindo, at\u00e9 que desistimos, como j\u00e1 contei antes em outra postagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Tinha uma agencia em Ponta Negra especializada em atender escandinavos, e o Gilberto, atrav\u00e9s de sua agencia de turismo, tinha programado uma sa\u00edda para pesca oce\u00e2nica para mostrar a estrutura. Eu seria o respons\u00e1vel por registrar o programa, que seria usado posteriormente pela agencia para divulga\u00e7\u00e3o entre os turistas que visitassem a capital<\/p>\n\n\n\n<p>Sa\u00edmos de manh\u00e3 cedo do Iate Clube de Natal em dire\u00e7\u00e3o ao mar azul.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da tripula\u00e7\u00e3o iam o Gilberto, o Carlos Blatt, e eu. Representando a agencia, a dona e seu gerente. A dona era da Escandin\u00e1via, mas entendia razoavelmente o portugu\u00eas. Seu gerente era potiguar mas dominava o idioma deles.<\/p>\n\n\n\n<p>O mar por aqui \u00e9 coisa s\u00e9ria, em fun\u00e7\u00e3o dos ventos, e n\u00e3o t\u00ednhamos passado meia hora da sa\u00edda da barra quando uma onda mais forte desequilibrou o pessoal. Nada muito s\u00e9rio, apenas o Gilberto, que estava explicando ao pessoal da agencia como seria a pescaria, mostrando uma das iscas artificiais a ser usada, uma Big Game refor\u00e7ada, desequilibrou-se e caiu. Quando levantou estava algemado, uma garat\u00e9ia da isca estava presa em uma m\u00e3o e outra garat\u00e9ia na outra m\u00e3o. C\u00f4mico, se n\u00e3o fosse tr\u00e1gico. As garat\u00e9ias estavam profundamente enterradas e eram grandes e refor\u00e7adas, n\u00e3o houve outro rem\u00e9dio a n\u00e3o ser retornar imediatamente ao porto e seguir para o hospital mais pr\u00f3ximo. Essa tarefa ficou a cargo do Blatt e s\u00f3 sossegamos quando ele nos ligou dizendo que estava tudo bem, tinham tirado as algemas do prisioneiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 agencia, entenderam o ocorrido mas nunca mais marcaram outra sa\u00edda. N\u00e3o devem ter ficado bem impressionados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Pesca oce\u00e2nica 01\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pORMlvVayvw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Outra modalidade de pesca que exploramos naquela \u00e9poca foi a pesca oce\u00e2nica, mais uma vez assessorados pelo Dinho, nosso Guru. 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