{"id":1847,"date":"2006-08-27T09:49:40","date_gmt":"2006-08-27T12:49:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/?p=1847"},"modified":"2021-12-30T23:40:31","modified_gmt":"2021-12-31T02:40:31","slug":"dourado-do-mar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/dourado-do-mar\/","title":{"rendered":"Dourado do mar"},"content":{"rendered":"\n<p>Aproveitando o clima de nostalgia ao recordar antigas pescarias de matrinch\u00e3, vamos falar sobre dourados no mar, com o aux\u00edlio de velhas fotos e sem a qualidade ideal, mas pelo menos servindo para ilustrar em parte o que for dito. Para n\u00e3o ficar s\u00f3 no passado, faremos alguns contrapontos com as pescarias de hoje. O que for atual estar\u00e1 em\u00a0azul, ajudando o entendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Comecei a pescar em beira de praia&#8230; Mais ou menos em 1970&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Naquela \u00e9poca, tudo o que fazia era preocupar-me com o tamanho do cani\u00e7o e arremessar o mais longe poss\u00edvel. Achava que era o bastante para garantir o peixe. Depois vi que n\u00e3o era bem assim&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Tempos depois comecei a travar conhecimento com minhas primeiras iscas artificiais, tentando pescar Bass. Entre uma pescaria e outra na cachoeira do Fran\u00e7a, ficava ouvindo meu amigo Ismar falar das maravilhas que era a pescaria no mar aberto, no litoral do Rio de Janeiro, mais precisamente em Arraial do Cabo.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>De tanto ouvir suas hist\u00f3rias, comecei a me entusiasmar e a me programar para acompanh\u00e1-lo em sua pr\u00f3xima viagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Arraial do Cabo fica a 600 Km aproximadamente de S\u00e3o Paulo e na \u00e9poca era vinculada ao munic\u00edpio de Cabo Frio, tendo emancipado-se em 13 de Maio de 1985 e possuindo hoje vida pr\u00f3pria.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Tem uma grande voca\u00e7\u00e3o tur\u00edstica e a cada dia toma-se mais conhecida devido \u00e0s suas belezas e \u00e0 sua hospitalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi um dos primeiros n\u00facleos de povoa\u00e7\u00e3o do Brasil, com a chegada de Am\u00e9rico Vesp\u00facio em 1503, e no fundo de suas \u00e1guas encontram-se dezenas de naufr\u00e1gios, constituindo-se numa grande atra\u00e7\u00e3o para o pessoal do mergulho.\u00a0\u00a0\u00a0 <\/p>\n\n\n\n<p>As sa\u00eddas para as pescarias s\u00e3o efetuadas no Porto do Forno, na Praia dos Anjos, em embarca\u00e7\u00f5es tipo baleeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um dos pontos mais piscosos do Brasil devido ao fen\u00f4meno da ressurg\u00eancia, que ocorre em raros pontos dos oceanos da terra, provocado em Arraial do Cabo pelos movimentos entre a Corrente do Brasil (\u00e1guas quentes) que descem no sentido Nordeste\/Sul e a Corrente das Malvinas ( \u00e1guas frias) que sobem no sentido Sul\/Norte, trazendo \u00e0 tona grande quantidade de nutrientes, motivo da piscosidade local.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos meses de ver\u00e3o, notadamente em janeiro, a corrente do Brasil se aproxima bastante de Arraial do Cabo, em fun\u00e7\u00e3o dos ventos que empurram suas camadas superficiais para a costa, trazendo junto um dos mais belos e esportivos peixes de \u00e1gua salgada, o Dourado (Coryphaena hippurus).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 extremamente saboroso e um grande lutador, al\u00e9m de ter grande resist\u00eancia. Quando menos se espera, ao se errar o passagu\u00e1 para embarc\u00e1-lo, sai em disparada novamente, tra\u00e7ando uma reta perfeita na superf\u00edcie da \u00e1gua, levando embora toda a linha que o pescador pacientemente recolheu, recome\u00e7ando tudo novamente. S\u00e3o muito velozes.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar01.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"320\" height=\"240\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar01.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1848\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar01.jpg 320w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar01-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar02.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"320\" height=\"256\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar02.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1849\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar02.jpg 320w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar02-300x240.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar03.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"320\" height=\"239\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar03.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1850\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar03.jpg 320w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar03-300x224.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Costuma circundar o barco depois de fisgado, chegando \u00e0s vezes a completar 360\u00b0 em seu passeio, tra\u00e7ando uma circunfer\u00eancia perfeita. Briga no fundo, \u00e0 meia-\u00e1gua, na superf\u00edcie, de todas as maneiras, dando saltos espetaculares sem se entregar. Atende todas as expectativas de um pescador esportivo.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar04.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"320\" height=\"240\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar04.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1851\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar04.jpg 320w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar04-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar05.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"320\" height=\"240\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar05.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1852\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar05.jpg 320w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar05-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar06.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"320\" height=\"240\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar06.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1853\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar06.jpg 320w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar06-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Essas considera\u00e7\u00f5es referem-se a pescarias efetuadas em barcos pequenos, baleeiras ou cong\u00eaneres, usando-se material leve e compat\u00edvel com esse tipo de pesca.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar07.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"320\" height=\"240\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar07.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1854\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar07.jpg 320w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar07-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Normalmente em pescas oce\u00e2nicas a bordo de grandes lanchas, equipadas para a pesca de sails e marlins, o dourado \u00e9 considerado um intruj\u00e3o e sua briga n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o emocionante como em uma embarca\u00e7\u00e3o menor, mas sempre d\u00e1 seu show e mostra a que veio.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto vivo, tem cores maravilhosas que variam do dourado ao prateado, passando pelo verde, amarelo, azul met\u00e1lico, um verdadeiro arco-\u00edris. Ap\u00f3s sua morte e ao ser retirado da \u00e1gua, suas cores desaparecem rapidamente, ficando entre um amarelo e um marrom esmaecido. \u00c9 como se retirassem o brilho de seu esp\u00edrito, que voltou \u00e0s profundezas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar08.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"320\" height=\"218\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar08.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1855\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar08.jpg 320w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar08-300x204.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Distingue-se o macho da f\u00eamea pelo formato da cabe\u00e7a, sendo a da f\u00eamea arredondada e do macho chanfrado, como se tivesse sido cortado da testa para baixo com um s\u00f3 golpe. S\u00e3o conhecidos os grandes machos por Cartola.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar09.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"320\" height=\"218\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar09.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1856\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar09.jpg 320w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar09-300x204.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>S\u00e3o peixes que atingem mais de 30 kg e mais de 1,50 m. de comprimento, ocorrendo em todos os mares tropicais e subtropicais do mundo.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar10.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"214\" height=\"320\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar10.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1857\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar10.jpg 214w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar10-201x300.jpg 201w\" sizes=\"auto, (max-width: 214px) 100vw, 214px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Nadam sempre perto da superf\u00edcie e no alto mar, nas \u00e1guas azuis, motivo pelo qual no sudeste vamos ao seu encontro em pequenas embarca\u00e7\u00f5es e com material leve na \u00e9poca apropriada, no ver\u00e3o, aproveitando a proximidade dos limites da Corrente do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><em>No Rio Grande do Norte o mar azul est\u00e1 bem mais pr\u00f3ximo da costa, antes das 14 milhas, mas o grande problema \u00e9 o vento, e assim temos que esperar pelas condi\u00e7\u00f5es prop\u00edcias. A temporada do dourado aqui come\u00e7a a partir de abril, quando tem in\u00edcio a &#8220;safra&#8221; do peixe-voador, e vai at\u00e9 setembro. Na realidade o dourado d\u00e1 o ano todo, mas esse intervalo \u00e9 o melhor para sua pescaria, &#8220;o pico&#8221;. A partir da\u00ed j\u00e1 fica mais fraco. Acreditamos que \u00e9 devido \u00e0s altas temperaturas do oceano na superf\u00edcie, pois \u00e0 medida que o ver\u00e3o vai chegando com for\u00e7a, vai esquentando as \u00e1guas. Talvez em profundidades maiores sejam encontrados, mas por aqui ainda n\u00e3o se pratica a &#8220;pesca vertical&#8221;, com jumping jigs. Voltando ao problema do vento, em agosto ele come\u00e7a a soprar com gosto, indo at\u00e9 outubro, mais ou menos, mas a\u00ed j\u00e1 perdemos dois bons meses de pescaria, agosto e setembro. Isso \u00e9 regra geral, mas pode antecipar e\/ou retardar. Ultimamente a natureza n\u00e3o est\u00e1 fazendo muita quest\u00e3o de nos respeitar, dando o troco \u00e0s agress\u00f5es que vem recebendo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar11.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"240\" height=\"320\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar11.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1858\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar11.jpg 240w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar11-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar12.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"320\" height=\"240\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar12.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1859\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar12.jpg 320w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar12-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar13.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"320\" height=\"214\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar13.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1860\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar13.jpg 320w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar13-300x201.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Na Praia dos Anjos h\u00e1 duas sa\u00eddas para o alto mar. A mais usada \u00e9 pelo Boqueir\u00e3o, situado entre a Ilha de Cabo Frio (Ilha do Farol) e o continente (Pontal do Atalaia), e a outra sa\u00edda \u00e9 pela Ponta Leste.<\/p>\n\n\n\n<p>Saindo-se pelo Boqueir\u00e3o, vira-se \u00e0 esquerda em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Ponta do Focinho, onde est\u00e1 localizado o farol. Da Ponta do Focinho at\u00e9 a Ponta Leste temos sempre um mar bastante &#8220;picado&#8221;, batendo de frente nas rochas, em fun\u00e7\u00e3o dos ventos e das correntes.<\/p>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea vai pescar com iscas naturais e ainda n\u00e3o as providenciou, ai \u00e9 o lugar. Basta soltar um &#8220;penacho&#8221; no corrico e esperar a ferrada de um bonito, normalmente na faixa de 1 a 3 quilos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar14.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"276\" height=\"214\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar14.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1861\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>H\u00e1 duas esp\u00e9cies de bonitos que podem ser encontradas nessas \u00e1guas, o Bonito comum (Little Tuna ou False Albacore), na m\u00e9dia de 1 a 3 kg, embora tenhamos capturado esp\u00e9cies entre 6 e 10 kg, e o Bonito Serra (Atlantic Bonito), na m\u00e9dia de 1 a 2 kg. Nunca pegamos nenhum maior na regi\u00e3o. Uma terceira esp\u00e9cie, o Bonito Oce\u00e2nico (Oceanic Bonito ou Skip Jack) somente \u00e9 encontrada em \u00e1gua azul. J\u00e1 capturamos na faixa de 8 kg.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da boa briga, principalmente se voc\u00ea estiver usando material leve, h\u00e1 sempre a possibilidade de se fisgar um peixe de maior porte. Isso sempre acontece. \u00c9 tamanha a piscosidade do local que a cada passada \u00e9 quase certo uma ferrada. O penacho usado deve ser de prefer\u00eancia na cor amarela, \u00e9 o que os pescadores da regi\u00e3o usam. Esses penachos podem ser adquiridos em Arraial do Cabo e Cabo Frio.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras op\u00e7\u00f5es s\u00e3o os plugs de barbela, principalmente as Rapala Magnum CD tamanho 9 a 11. As cores ficam a crit\u00e9rio do pescador que verificar\u00e1 na pr\u00e1tica a que melhor est\u00e1 funcionando para aquele local e hora. Sugerimos como base as brancas com cabe\u00e7a vermelha, douradas com lombo verde e prateadas com lombo azul ou preto.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar15.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"283\" height=\"211\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar15.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1862\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A vara utilizada deve ser para duas m\u00e3os e medir entre 6 e 7 p\u00e9s, al\u00e9m de permitir linhas entre 12 e 20 libras e a linha propriamente dita deve ficar entre 12 e 17 libras.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto a melhor isca natural para o dourado, na regi\u00e3o leste, \u00e9 a lula, que deve ser colocada no anzol inteira. Caso sejam poucas iscas, podem ser usadas em fil\u00e9s, assim como os bonitos, que devem ser iscados em tiras. O barqueiro providenciar\u00e1 e ensinar\u00e1 a maneira correta de se iscar. N\u00e3o estamos levando em considera\u00e7\u00e3o peixes-voadores, nem farnangaios, devido \u00e0 dificuldade de aquisi\u00e7\u00e3o para o pescador comum, pelo menos na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><em>J\u00e1 no Rio Grande do Norte \u00e9 comum o corrico usando-se farnangaio, pois \u00e9 uma isca de f\u00e1cil aquisi\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar16.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"320\" height=\"214\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar16.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1863\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar16.jpg 320w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar16-300x201.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma maneira correta de se empatar o anzol para que a isca (lula ou bonito) n\u00e3o escorregue para sua curva quando corricamos. A isca deve permanecer cobrindo todo o anzol, do olho \u00e0 curva, caso contr\u00e1rio perde sua efici\u00eancia. Nunca devemos deixar para arrumar a tralha no barco. Trabalhos manuais e fixa\u00e7\u00e3o da vista n\u00e3o combinam com o balan\u00e7o das ondas, a n\u00e3o ser que voc\u00ea seja um velho lobo do mar&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de mostrarmos como se faz esse empate, vamos falar de alguns modos de se pescar o dourado.<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiramente temos que procurar a \u00e1gua azul. Em Arraial, a partir da Ponta do Focinho, em dire\u00e7\u00e3o ao alto mar, em velocidade de cruzeiro (6 n\u00f3s) e sem lan\u00e7ar as iscas n&#8217;\u00e1gua, navegamos em m\u00e9dia uma hora at\u00e9 acharmos o ponto. \u00c0s vezes, em ocasi\u00f5es bem propicias, com meia hora j\u00e1 estamos em posi\u00e7\u00e3o de iniciar a pesca. Por outro lado, \u00e0s vezes s\u00f3 com duas horas de viagem chegamos na \u00e1gua azul.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 impressionante e bela a passagem da \u00e1gua verde para a azul. N\u00e3o \u00e9 uma coisa que aconte\u00e7a de repente, vai escurecendo gradativamente, e, quando voc\u00ea menos espera, \u00e9 um pequeno ponto na imensid\u00e3o do azul escuro, subindo e descendo montanhas d&#8217;\u00e1gua como se estivesse em gangorra gigante. Se estiver acompanhado de outro barco a uma dist\u00e2ncia de 50 metros, s\u00f3 o ver\u00e1 por breves instantes ao se cruzarem na mesma altura, enquanto uma onda sobe e outra desce. N\u00e3o sei se \u00e9 por causa dos ventos constantes, mas nessa regi\u00e3o o mar normalmente \u00e9 pesado, e embora n\u00e3o ofere\u00e7a perigo me d\u00e1 sempre uma sensa\u00e7\u00e3o de pequenez.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar17.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"320\" height=\"190\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar17.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1864\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar17.jpg 320w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar17-300x178.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar18.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"320\" height=\"190\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar18.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1865\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar18.jpg 320w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar18-300x178.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar19.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"311\" height=\"239\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar19.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1866\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar19.jpg 311w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar19-300x231.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 311px) 100vw, 311px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar20.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"291\" height=\"239\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar20.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1867\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><em>No Rio Grande do Norte o mar \u00e9 mais quebrado, as vagas s\u00e3o menores em extens\u00e3o mas s\u00e3o mais revoltas, quebram mais, oferecendo maior risco \u00e0s pequenas embarca\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por quest\u00f5es de seguran\u00e7a seria aconselh\u00e1vel, sempre que poss\u00edvel, pescar acompanhado por outro barco, pois as baleeiras s\u00f3 tem um motor e n\u00e3o possuem r\u00e1dio.\u00a0A mesma observa\u00e7\u00e3o vale para o RN.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a viagem, devemos ficar atentos a detritos que estejam boiando ao sabor das ondas, como peda\u00e7os de madeira, por exemplo, e tamb\u00e9m sarga\u00e7os. Fatalmente o dourado estar\u00e1 por perto, por ser um viveiro natural de pequenos peixes e crust\u00e1ceos que ali buscam prote\u00e7\u00e3o. Se encontrar detritos, encontrou o dourado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um peixe t\u00e3o voraz e persegue sua presa a tamanha velocidade, que v\u00e1rias vezes observamos peixes-voadores em sua &#8220;planagem&#8221;, fazendo sombra na superf\u00edcie da \u00e1gua, e s\u00f3 depois percebemos que \u00e9 o dourado acompanhando sua presa pr\u00f3ximo \u00e0 superf\u00edcie, esperando que ela caia direto &#8220;na panela&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez na \u00e1gua azul, \u00e9 tempo de iniciarmos a pescaria. Temos v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O corrico \u00e9 uma delas. A uma velocidade em tomo de 4 n\u00f3s, solta-se as iscas a uma dist\u00e2ncia aproximada de 30 metros, variando para mais ou para menos as outras linhas lan\u00e7adas \u00e0 \u00e1gua. Pescando-se nessas baleeiras, 3 linhadas \u00e9 o n\u00famero ideal, uma a boreste, uma a bombordo e outra no meio da popa. No m\u00e1ximo 4 linhadas, ficando nesse caso 2 na popa.\u00a0\u00a0\u00a0 Pode-se usar tanto isca natural quanto artificial. Se usarmos isca artificial a velocidade de corrico deve ficar em tomo de 6 n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>As iscas artificiais mais indicadas s\u00e3o as Rapala Magnum Floating com barbela de pl\u00e1stico, uma vez que o dourado pega mais na superf\u00edcie, nos tamanhos 14 a 18. Quanto \u00e0s cores, deve ficar ao crit\u00e9rio do pescador, que verificar\u00e1 na pr\u00e1tica qual o melhor para aquele dia e local, substituindo as mesmas no decorrer da pescaria. Como orienta\u00e7\u00e3o. sugerimos as brancas com cabe\u00e7a vermelha e as prateadas com lombo azul ou preto. Na \u00e1gua azul as amarelas e suas varia\u00e7\u00f5es s\u00e3o bastante eficazes.\u00a0\u00a0\u00a0 Outra op\u00e7\u00e3o de isca \u00e9 a Long A 16 da Bomber, observando os mesmos crit\u00e9rios para as cores.<\/p>\n\n\n\n<p>A vara utilizada deve ser para duas m\u00e3os e medir entre 6 e 7 p\u00e9s, al\u00e9m de permitir usar linhas at\u00e9 30 libras, como por exemplo, uma de 14-30 libras, e a linha propriamente dita deve variar entre 14 e 20 libras. Como na \u00e1gua azul n\u00e3o existe enroscos, uma linha de 14 libras estaria de bom tamanho.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, se pretendemos devolver o peixe \u00e0s \u00e1guas, com uma linha fina para um peixe na faixa de seus 10 kg, por exemplo, demoraria muito para embarc\u00e1-lo, provocando sua total exaust\u00e3o, comprometendo sua sobreviv\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o precisamos, portanto, ser muito exagerados. Uma linha de 20 libras j\u00e1 ser\u00e1 fina o suficiente para um peixe desse porte. Se a inten\u00e7\u00e3o for soltar todos os peixes, pode at\u00e9 aumentar a resist\u00eancia de sua linha que ainda assim ter\u00e1 uma bela e honesta briga.<\/p>\n\n\n\n<p>Pescando com iscas artificiais, a linha da carretilha ou molinete poder\u00e1 ser atada diretamente a um snap (grampo), com ou sem girador, e o snap diretamente a um leader 0,60mm, por exemplo, para facilitar o embarque do peixe. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio usar encastoamento, uma vez que o dourado n\u00e3o possui dentes e sim serrilhas.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Se a pescaria for no RN, haver\u00e1 a necessidade do uso de encastoamento, pois por aqui \u00e9 grande a incid\u00eancia de Wahoos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar21.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"320\" height=\"240\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar21.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1868\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar21.jpg 320w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar21-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar22.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"320\" height=\"240\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar22.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1869\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar22.jpg 320w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar22-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar23.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"320\" height=\"213\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar23.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1870\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar23.jpg 320w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar23-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Quando pescamos com iscas naturais, as iscas mais usadas, lula ou fil\u00e9 de bonito, encontradas facilmente em Arraial do Cabo, se n\u00e3o iscadas corretamente &#8220;escorregam&#8221; para a curva do anzol diminuindo sua efici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caso a linha (20 libras) da carretilha ou molinete \u00e9 fixada num girador com snap (grampo) e confeccionamos v\u00e1rios chicotes que ser\u00e3o utilizados no decorrer da pescaria. Esses chicotes consistem de aproximadamente 1 metro de linha 0,90mm (podem variar de 0,80mm a 1,00 mm) tendo numa extremidade um girador e na outra extremidade o anzol, tipo 3407 da Mustad, tamanho\u00a0<em>6\/0\u00a0<\/em>ou 7\/0. Outras op\u00e7\u00f5es de anzol s\u00e3o os tipos 7731 e 7766, tamb\u00e9m da Mustad, nos tamanhos\u00a0<em>6\/0\u00a0<\/em>e 7\/0.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar24.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"266\" height=\"214\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar24.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1871\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante ficar atento para o fato que os anz\u00f3is da s\u00e9rie Big Game, como no caso o tipo 7731 da Mustad, n\u00e3o obedecem ao mesmo padr\u00e3o de tamanho dos anz\u00f3is normais, como o tipo 3407. por exemplo. Assim sendo, ao comprar um modelo &#8220;Big Game&#8221;, utilize como padr\u00e3o de tamanho o modelo 3407.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro aspecto importante a considerar \u00e9 que devemos sempre optar pelos modelos de mais f\u00e1cil corros\u00e3o, uma vez que se tivermos que cortar a linha para libera\u00e7\u00e3o do peixe com o anzol, ou mesmo se a linha se romper durante a briga, o peixe ter\u00e1 mais chance de sobreviv\u00eancia e menos tempo de agonia para se livrar do anzol. Nas lojas de pesca normalmente voc\u00ea achar\u00e1 o tipo 34007, de a\u00e7o inox, de mais dif\u00edcil corros\u00e3o. Opte, portanto, pelo modelo 3407, que \u00e9 estanhado e de mais f\u00e1cil corros\u00e3o, como os modelos 7731 e 7766, j\u00e1 mencionados. Outro alerta \u00e9 quanto \u00e0s semelhan\u00e7as de modelos. O modelo 7731, j\u00e1 sugerido, \u00e9 semelhante ao 7731 A. No entanto, o modelo 7731 possui o olho soldado, ao passo que o 7731 A possui o olho tipo fundo de agulha. Para o presente caso, \u00e9 essencial que o modelo adquirido seja o 7731, por possuir o olho maior e dar maior apoio ao tipo de n\u00f3 que necessitamos fazer.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar25.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"206\" height=\"182\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar25.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1872\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar26.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"231\" height=\"214\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar26.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1873\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar27.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"231\" height=\"214\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar27.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1874\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Voltando ao chicote, se o mar estiver &#8220;batido&#8221;, \u00e9 aconselh\u00e1vel usar entre uma extremidade (girador) e outra (anzol) um pequeno chumbo correndo livre, limitado por um n\u00f3 de reten\u00e7\u00e3o ou parada. Esse n\u00f3 \u00e9 confeccionado da mesma maneira que o n\u00f3 usado para empatar o anzol. Isso permite que a isca nade mais suavemente, evitando ficar &#8220;pulando&#8221; sobre as ondas.\u00a0\u00a0\u00a0 O detalhe mais importante do chicote est\u00e1 no n\u00f3. Deve ser usado o tipo para anzol de pata (sem olho), e uma vez fixado bem apertado, a linha de n\u00e1ilon deve ficar na parte interna do anzol, sem passar por dentro do olho. Isso far\u00e1 toda a diferen\u00e7a ao colocarmos a isca, pois a camada ficar\u00e1 presa entre a linha e o olho do anzol, impedindo que corra para a curva do anzol. Vejam como fica.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar28.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"301\" height=\"224\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar28.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1875\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar29.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"301\" height=\"224\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar29.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1876\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar30.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"306\" height=\"224\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar30.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1877\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar30.jpg 306w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar30-300x220.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 306px) 100vw, 306px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar31.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"231\" height=\"214\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar31.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1878\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>V\u00e1rios chicotes devem ser montados, com e sem chumbo, para se ter op\u00e7\u00f5es de acordo com as condi\u00e7\u00f5es do mar.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Se a pescaria for no Rio Grande do Norte, o esquema \u00e9 outro, visto que por aqui usamos o farnangaio, embora possa ser utilizado o mesmo sistema e iscas mencionados acima.<\/em><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar32.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"320\" height=\"289\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar32.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1879\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar32.jpg 320w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/douradomar32-300x271.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Agora \u00e9 s\u00f3 engatar o chicote na linha principal e m\u00e3os \u00e0 obra!<\/p>\n\n\n\n<p>Outra maneira de se pescar o dourado \u00e9 na &#8220;ca\u00edda&#8221;, como dizem os cai\u00e7aras. Na realidade consiste em deixar o barco na &#8220;rodada&#8221;, ao sabor do mar, e ir cevando, atirando \u00e0s \u00e1guas peda\u00e7os de peixes, lulas, &#8220;caldo&#8221; de peixe, restos, tudo em pequenos peda\u00e7os. Nesse caso deve-se utilizar o chicote sem chumbo. Outra alternativa \u00e9 usar b\u00f3ias, que podem ser presas ao girador do chicote ou mesmo ajust\u00e1vel pelo n\u00f3 de reten\u00e7\u00e3o na linha principal da carretilha ou molinete.<\/p>\n\n\n\n<p>Como &#8220;dica&#8221; final, em qualquer modalidade de pesca, seja no corrico com iscas artificiais ou naturais, seja na rodada, verifique quando o dourado estiver pr\u00f3ximo ao barco se n\u00e3o existem outros peixes ao redor. As vezes eles costumam &#8220;encachorrar&#8221; (encardumar), na linguagem dos pescadores, e a\u00ed \u00e9 aquela festa. Se voc\u00ea mantiver sempre um dourado fisgado dentro d&#8217;\u00e1gua, enquanto o parceiro retira o seu, o cardume ficar\u00e1 encostado no barco. \u00c9 nessas horas que voc\u00ea ter\u00e1 oportunidade de &#8220;pinchar&#8221; iscas artificiais com equipamento diferente e mais leve, como varas para uma m\u00e3o (pistol grip) e at\u00e9 mesmo fIy.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra coisa. No corrico, assim que algu\u00e9m fisgar, pare o barco. N\u00e3o reboque o peixe.<\/p>\n\n\n\n<p>Curta o jogo, cada qual no seu lado do campo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aproveitando o clima de nostalgia ao recordar antigas pescarias de matrinch\u00e3, vamos falar sobre dourados no mar, com o aux\u00edlio de velhas fotos e sem a qualidade ideal, mas pelo menos servindo para ilustrar em parte o que for dito. Para n\u00e3o ficar s\u00f3 no passado, faremos alguns contrapontos com as pescarias de hoje. O [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-1847","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-materias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1847","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1847"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1847\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1880,"href":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1847\/revisions\/1880"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1847"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1847"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1847"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}