{"id":1547,"date":"2006-07-15T18:47:22","date_gmt":"2006-07-15T21:47:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/?p=1547"},"modified":"2021-12-29T00:07:07","modified_gmt":"2021-12-29T03:07:07","slug":"o-turismo-e-a-pesca-esportiva-no-rio-grande-do-norte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/o-turismo-e-a-pesca-esportiva-no-rio-grande-do-norte\/","title":{"rendered":"O turismo e a pesca esportiva no Rio Grande do Norte"},"content":{"rendered":"\n<p>O Rio Grande do Norte ainda n\u00e3o despertou para uma nova modalidade de turismo que vem crescendo em algumas regi\u00f5es do Brasil, mas que em muitos pa\u00edses das Am\u00e9ricas como: Estados Unidos, Costa Rica, Argentina, Chile ou Venezuela j\u00e1 \u00e9 uma realidade. Esses pa\u00edses j\u00e1 aboliram a pr\u00e1tica da pesca comercial e predat\u00f3ria, pois viram que os peixes (muitos deles bastante esportivos) valeriam muito mais vivos, servindo a pescadores dispostos a gastar algumas centenas de d\u00f3lares para fisg\u00e1-los alugando barcos apropriados e contratando guias especializados do que os m\u00edseros tost\u00f5es que eles valem numa banca de feira ou supermercado.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/pic001.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"452\" height=\"320\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/pic001.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1548\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/pic001.jpg 452w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/pic001-300x212.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 452px) 100vw, 452px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/pic002.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"200\" height=\"140\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/pic002.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1549\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Ao lado e ilustrando a abertura da mat\u00e9ria, o Tucunar\u00e9 \u00e9 um dos v\u00e1rios peixes de interesse para os pescadores esportivos. De olho nesse mercado, empres\u00e1rios tem contribu\u00eddo para a preserva\u00e7\u00e3o ambiental, gerado empregos mais rent\u00e1veis \u00e0s popula\u00e7\u00f5es locais de v\u00e1rias regi\u00f5es e obtido crescente retorno de seus investimentos no turismo voltado \u00e0 pesca esportiva!<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, um bom exemplo de que este mercado pode dar certo, est\u00e1 na Amaz\u00f4nia, onde v\u00e1rios empres\u00e1rios do setor tur\u00edstico montaram toda estrutura necess\u00e1ria para atender turistas pescadores do Brasil ou de fora que queiram travar belas lutas com uns de nossos melhores peixes para pesca esportiva, o Tucunar\u00e9, que na Amaz\u00f4nia pode atingir at\u00e9 mais de 12 quilos. Muitos pescadores que antes matavam esses peixes para vender nas feiras e o ganho na venda do peixe muitas vezes n\u00e3o era satisfat\u00f3rio, viram que trabalhar como guia de pesca para esses empreendimentos do ramo de turismo lhe rendiam muito mais dividendos e hoje, em muitos rios da Amaz\u00f4nia, a pesca profissional \u00e9 totalmente proibida, sendo permitido apenas a pesca artesanal de subsist\u00eancia ou a pesca esportiva onde n\u00e3o \u00e9 permitido levar peixe. Atualmente a qualidade de vida das fam\u00edlias dos guias que trabalham com pesca esportiva \u00e9 bem superior do que no tempo que eles trabalhavam como pescadores profissionais. No Rio Grande do Norte j\u00e1 come\u00e7ou uma pequena mobiliza\u00e7\u00e3o a favor do turismo de pesca. Em Tib\u00e1u do Sul, por exemplo, alguns hot\u00e9is j\u00e1 oferecem a seus h\u00f3spedes a pesca esportiva como uma de suas atividades aos turistas (na grande maioria estrangeiros) dispostos a pagar uma boa quantia para fisgar o Camurupim, um dos peixes mais esportivos do mundo que pode atingir at\u00e9 150 quilos e &#8220;ainda&#8221; bastante abundante em nossa costa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nossa sociedade, moldou-se o cen\u00e1rio geogr\u00e1fico gerando o nascimento de cidades litor\u00e2neas em fun\u00e7\u00e3o da economia pesqueira. Surgiram os n\u00facleos pesqueiros. Como em regi\u00f5es do Norte do pa\u00eds, comunidades agruparam-se em fun\u00e7\u00e3o dos afluentes de rios.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/pic003.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"452\" height=\"320\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/pic003.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1550\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/pic003.jpg 452w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/pic003-300x212.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 452px) 100vw, 452px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/pic004.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"280\" height=\"180\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/pic004.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1551\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Exemplo da muitas esp\u00e9cies que podemos explorar no turismo voltado \u00e0 pesca esportiva: o Pirarucu, um dos maiores peixes de \u00e1gua doce do mundo (cresce at\u00e9 tr\u00eas metros de comprimento e pesa quase 250 kg). No estado do Par\u00e1 obteve-se incentivos para sua preserva\u00e7\u00e3o e crescimento. Como mostra a foto no alto, tamb\u00e9m crescem os investimentos em confort\u00e1veis barcos-hot\u00e9is.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o contratados servi\u00e7os de guias que um dia foram pescadores profissionais e que hoje faturam bem mais apenas para levar os turistas para pescar. Cidades do interior banhadas por grandes barragens como: Armando Ribeiro Gon\u00e7alvez, Trairi, Santa Cruz do Apodi, etc, ou lagoas como a do Extremoz, poderiam tamb\u00e9m seguir o exemplo de Tiba\u00fa do Sul e atrair &#8220;turistas pescadores&#8221; para pescar outro peixe tamb\u00e9m bastante esportivo do Brasil, o Tucunar\u00e9, que hoje, povoam todas as grandes barragens do Estado. Por\u00e9m, em pouco tempo, a pesca esportiva poder\u00e1 se tornar uma atividade invi\u00e1vel devido \u00e0 intensa pesca predat\u00f3ria que acontece em praticamente todos os cursos d&#8217;\u00e1gua existentes no Estado. Est\u00e1 na hora das autoridades ligadas ao turismo a ao meio ambiente abrirem os olhos para esse grande fil\u00e3o que a pesca esportiva poder\u00e1 se tornar a exemplo de v\u00e1rios pa\u00edses que faturam milh\u00f5es de d\u00f3lares ao ano com essa atividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Alexandre Cardoso&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Rio Grande do Norte ainda n\u00e3o despertou para uma nova modalidade de turismo que vem crescendo em algumas regi\u00f5es do Brasil, mas que em muitos pa\u00edses das Am\u00e9ricas como: Estados Unidos, Costa Rica, Argentina, Chile ou Venezuela j\u00e1 \u00e9 uma realidade. 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