{"id":1497,"date":"2006-11-26T23:00:18","date_gmt":"2006-11-27T02:00:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/?p=1497"},"modified":"2021-12-28T23:10:34","modified_gmt":"2021-12-29T02:10:34","slug":"noronha-o-sonho-que-nao-se-realizou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/noronha-o-sonho-que-nao-se-realizou\/","title":{"rendered":"Noronha, o sonho que n\u00e3o se realizou"},"content":{"rendered":"\n<p>Durante toda a minha vida desejei conhecer o arquip\u00e9lago de Fernando de Noronha, no ano passado participei de um projeto de viagem via barco, que ainda pretendo fazer, mas n\u00e3o se realizou. Pouco tempo depois, disse para mim mesmo, em 2006 vou de qualquer jeito. \u00c9 justamente essa aventura que vou tentar narrar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9ramos um grupo de 9 pessoas, dos quais, apenas eu e outro amigo t\u00ednhamos aptid\u00e3o para pesca esportiva, e pretend\u00edamos realizar uma pescaria ace\u00e2nica. Durante os 4 dias em que passei, a pauta foi extensa, s\u00e3o muitos locais e detalhes a serem visitados e observados.<\/p>\n\n\n\n<p>Chegamos no dia 17\/11, sexta-feira, \u00e0 tarde. Ap\u00f3s as burocracias de praxe, entrada na pousada, aluguel de buggy e pequenos acertos para o dia seguinte, pude apreciar um belo por do sol, com o morro Dois Irm\u00e3os ao fundo, uma paisagem que ficar\u00e1 para sempre em minha mente. Enquanto o sol se despedia, a emo\u00e7\u00e3o tomava conta de mim quando eu lembrava que definitivamente eu estava em Noronha.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Sunset1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"448\" height=\"336\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Sunset1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1498\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Sunset1.jpg 448w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Sunset1-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><\/a><figcaption>\u00a0A imagem fala por si, porem apenas os olhos podem captar a verdadeira beleza desse lugar.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Com a noite, a ilha revela um outro lado pouco difundido pelo marketing tur\u00edstico, a gastronomia e a vida noturna. Bons restaurantes, para todos os tipos de bolsos. Ap\u00f3s o jantar, fomos ao conhecido Bar do Cachorro, onde participar\u00edamos de um forr\u00f3 p\u00e9 da serra lascada. Nunca vi algo t\u00e3o ruim na minha vida. Mas, foi muito divertido, t\u00ednhamos algumas presen\u00e7as de seres ex\u00f3ticos ou quem sabe, de outro planeta, quem dan\u00e7avam de forma inusitada. Bem, tudo era festa, at\u00e9 o cachorro que insistia de ficar deitado no meio do sal\u00e3o de dan\u00e7a era motivo para divers\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia seguinte, acordo \u00e0s 4:30 da manh\u00e3, meio que assustado, o celular tocando, era meu irm\u00e3o que estava em Macei\u00f3, voltando da farra e ligou para me desejar o primeiro bom dia de Noronha e dizer que gostaria de estar comigo, pois, sempre fizemos planos de irmos juntos. Mas, os destinos e obriga\u00e7\u00f5es nem sempre permitem que algo aconte\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Se eu estivesse em outro lugar, certamente teria acordado de mau humor, por\u00e9m, estava em Noronha, e n\u00e3o existia espa\u00e7o para mau humor. Pude perceber que os primeiros raios do sol estavam surgindo pela fresta da janela. Calcei o t\u00eanis e fui fazer um cooper pela ilha, em destino ao porto. Ao sair do quarto, pude ver algumas arriba\u00e7\u00e3s, ave t\u00edpica do sert\u00e3o do nordeste que \u00e9 muito perseguida por ca\u00e7adores, catando alimentos em pleno jardim da pousada. Tamanha foi a minha admira\u00e7\u00e3o quando passei pr\u00f3ximo delas e n\u00e3o esbo\u00e7aram nenhuma rea\u00e7\u00e3o de espanto, apenas se afastaram lentamente para esquerda para que eu pudesse passar pelo jardim.&nbsp; Logo estava na menor BR do Brasil, correndo em dire\u00e7\u00e3o ao porto. Cada passada revelava novas paisagens, que de certa forma serviam de energia para que eu superasse os altos e baixos do relevo da ilha.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s uns 20 minutos de transpira\u00e7\u00e3o, surge a minha frente o porto. A primeira vis\u00e3o desse local, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil de esquecer, \u00e1gua azul, morros e encostas onde as ondas quebram, formando uma paisagem que exprimi um equil\u00edbrio entre o homem e a natureza. Aproveitei esse momento, para fazer alguns contatos com pescadores locais, para organizar a pescaria do dia seguinte.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Porto1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"448\" height=\"336\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Porto1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1499\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Porto1.jpg 448w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Porto1-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><\/a><figcaption>Primeiro contato com o mar de Noronha<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>De volta a pousada, tomei o caf\u00e9 da manh\u00e3 e rapidamente j\u00e1 est\u00e1vamos nos bugres, com objetivo de conhecer a Praia do Sancho, simplesmente considerada como a mais bonita do pa\u00eds. Seguimos rumo leste, atrav\u00e9s da BR 363, que possui apenas 7,9 Km de extens\u00e3o. Ap\u00f3s alguns minutos de bom asfalto, pegamos uma verdadeira trilha, que muito lembra o sert\u00e3o do nordeste. Muitas pedras e buracos faziam chacoalhar os carros, que pareciam nem se preocupar com isso.<br><br>Chegamos ao ponto de estacionamento. Paramos os carros, e caminhamos uns 300m de trilha estreita, entre a vegeta\u00e7\u00e3o t\u00edpica do sert\u00e3o. Surge a nossa frente um mirante, que oferece vista a praia do Sancho. E que vista !!!<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Sancho1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"448\" height=\"336\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Sancho1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1500\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Sancho1.jpg 448w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Sancho1-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><\/a><figcaption>Mirante da praia do Sancho<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/fenda2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"235\" height=\"314\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/fenda2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1501\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/fenda2.jpg 235w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/fenda2-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 235px) 100vw, 235px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Esse mirante fica sob um pared\u00e3o de pedra com cerca de uns 80 m de altura. Para descer at\u00e9 a praia \u00e9 necess\u00e1rio utilizar uma escada que existe numa fenda entre as rochas. A sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de estar praticando rapel, pois, a descida \u00e9 em 90 \u00ba.\u00a0 Depois de superar as fendas, pode-se ter uma vis\u00e3o de toda a extens\u00e3o da praia. Mas, uma escadaria de cerca de 100 degraus ainda separa os visitantes. Todo esfor\u00e7o vale, o lugar \u00e9 paradis\u00edaco.<br>Ao chegar \u00e0 praia, ainda sentia o cora\u00e7\u00e3o com batimento acelerado, devido ao esfor\u00e7o. Mas, ao entrar no mar cristalino, a pulsa\u00e7\u00e3o ainda aumentou, a emo\u00e7\u00e3o era forte, e mais uma vez eu lembrei \u201cestou em Noronha\u201d. A visibilidade da \u00e1gua era em torno dos 20 metros.\u00a0 Logo estava cercado por um cardume de sardinhas assustadas, pois, os Xar\u00e9us estavam famintos.<br>Afastei-me um pouco da praia e fui em dire\u00e7\u00e3o a uma forma\u00e7\u00e3o rochosa, a direita da praia. Local com profundidade de cerca de 10 m, onde puder ver outros Xar\u00e9us, um Bejupir\u00e1 e uma Cioba, entre outros peixes menores.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse local, pude observar uma fauna marinha que em um ano de mergulho no litoral da Para\u00edba n\u00e3o conseguiria ver.<br>Depois do Sancho, passei a acreditar que realmente eu estava em Noronha. Ent\u00e3o, fomos conhecer a Ba\u00eda dos Porcos, praia que fica bem pr\u00f3ximo. Local onde se pode observar de perto o Morro dos Dois Irm\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Morro1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"448\" height=\"336\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Morro1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1502\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Morro1.jpg 448w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Morro1-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><\/a><figcaption>Morro Dois Irm\u00e3os<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Baia-dos-Porcos.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"448\" height=\"336\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Baia-dos-Porcos.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1503\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Baia-dos-Porcos.jpg 448w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Baia-dos-Porcos-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><\/a><figcaption>Baia dos Porcos<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Isso tudo em apenas uma manh\u00e3. Pela tarde, estava agendado mergulho aut\u00f4nomo, atrav\u00e9s da operadora Noronha Divers.<br><br>Por volta das 13:30, est\u00e1vamos no porto, embarcando rumo a um local chamado Buraco do Inferno, que fica em uma outra ilha que comp\u00f5e o arquip\u00e9lago. A tripula\u00e7\u00e3o, na maioria das vezes, formada de mergulhadores iniciantes, que nunca mergulharam com equipamento aut\u00f4nomo. Essas pessoas t\u00eam direito a um mergulho, que \u00e9 chamado de batismo. Os mais experientes e credenciados, podem realizar duas descidas, ou seja 2 mergulhos em locais distintos.<br><br>Para saber como \u00e9 a vida no fundo do mar de Noronha, tem que estar l\u00e1 para sentir de perto. Muita vida, puder observar mais de 50 Barracudas de todos os tamanhos, cardume de Dent\u00f5es, peixe t\u00edpico de loca de pedra, que simplesmente nadam na meia \u00e1gua, sem preocupa\u00e7\u00e3o alguma. Outros peixes, como o Papagaio, se aproximavam tanto dos mergulhadores, que era poss\u00edvel toca-los.<br>Quem eu esperava encontrar n\u00e3o apareceu, o frequentador mais ass\u00edduo das praias de Boa Viagem, o Tubar\u00e3o. Porem, fiquei satisfeito e feliz pelo mergulho. N\u00e3o se pode exigir muito da natureza. O dia chega ao fim, e mais um por do sol p\u00f4de ser observado do Forte dos Rem\u00e9dios.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Sunset2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"448\" height=\"336\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Sunset2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1504\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Sunset2.jpg 448w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Sunset2-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><\/a><figcaption>Por do sol observado do Forte N. S. dos Rem\u00e9dios<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Voltamos \u00e0 pousada e o cansa\u00e7o tomava conta de todos. Mas, lembr\u00e1vamos que est\u00e1vamos em Noronha, e quando se tem apenas 4 dias para conhecer um local t\u00e3o bonito assim, o descanso fica para depois.\u00a0<br><br>\u00c0 noite, fomos a uma pizzaria, que fica no centro hist\u00f3rico, e onde acontecem as melhores festas da ilha. Jantamos e brindamos a noite com muita cerveja, ao som de muito rock e reagge.<br><br>A programa\u00e7\u00e3o do dia seguinte inclu\u00eda o que mais me interessava, a pescaria oce\u00e2nica, que seria \u00e0 tarde, pois, bem cedo t\u00ednhamos compromisso com os corais da Praia de Atalaia. Local conhecido por forma\u00e7\u00f5es coral\u00edneas, que formam um grande piscina natural cheia de vida submarina. Nessa praia, apenas 100 pessoas podem visit\u00e1-la por dia, e tem que ser durante a praia baixa, pois, na mar\u00e9 alta, n\u00e3o \u00e9 permitido a visita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/CIMG1462.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"448\" height=\"336\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/CIMG1462.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1505\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/CIMG1462.jpg 448w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/CIMG1462-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><\/a><figcaption>Praia de Atalaia, apenas 100 visitas por dia.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Sempre procur\u00e1vamos praias pr\u00f3ximas \u00e0s mais conhecidas, para servir de segunda op\u00e7\u00e3o. E como o tempo de perman\u00eancia na praia de Atalaia \u00e9 de apenas 20 minutos para cada grupo, em consenso, acordamos que dever\u00edamos visitar a Praia do Le\u00e3o, que fica do oposto ao continente, onde o oceano esculpiu uma paisagem um pouco mais selvagem.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/CIMG1468.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"448\" height=\"336\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/CIMG1468.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1506\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/CIMG1468.jpg 448w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/CIMG1468-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><\/a><figcaption>Praia do Le\u00e3o<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Pesca1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"336\" height=\"448\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Pesca1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1507\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Pesca1.jpg 336w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Pesca1-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 336px) 100vw, 336px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Voltamos a Vila dos Rem\u00e9dios por volta das 12:30, e a pescaria estava marcada para as 13:00. Almo\u00e7amos rapidamente em um self service e por volta das 13:30, eu e meu amigo est\u00e1vamos no porto, a procura do pescador que t\u00ednhamos marcado compromisso. Ap\u00f3s cerca de 30 minutos de espera, resolvemos conversar com o dono da embarca\u00e7\u00e3o que t\u00ednhamos acordado o passeio do dia seguinte, o qual indicou uma outra embarca\u00e7\u00e3o que estava chegando do mar e que tinha a tarde livre de compromissos tur\u00edsticos, que aceitou a proposta de R$ 300,00 para realizar a pescaria t\u00e3o aguardada.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente meu humor come\u00e7ou a melhorar, pois eu j\u00e1 considerava a hip\u00f3tese de n\u00e3o realizar a pescaria naquela tarde. Com cerca de 10 minutos de navega\u00e7\u00e3o, nossas iscas j\u00e1 estavam na \u00e1gua e a minha expectativa era\u00a0 grande. Eu imaginava que n\u00e3o conseguiria passar mais que 15 minutos sem uma a\u00e7\u00e3o. E tamb\u00e9m, estava disposto a romper todas as linhas poss\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 se passaram cerca de quarenta minutos, e nenhum sinal de peixe, apenas alguns golfinhos, que nos deram as boas vindas e desapareceram. No horizonte avistou-se um aglomerado de gaivotas no ar e na \u00e1gua, sinal de cardumes de Atuns ou Cavalas. Com muita firmeza eu segurei a vara, esperando que algo tentasse tira-la da minha m\u00e3o. Mas, tudo em v\u00e3o, nada de peixes.<br>Com cerca de duas horas de pescaria, finalmente alguma coisa se enroscou na isca, e pouca linha foi tirada do carretel. Rapidamente recolhi, mas, apenas a isca estava l\u00e1. Isso foi um bom sinal, e dez minutos ap\u00f3s, outra a\u00e7\u00e3o e dessa vez mais forte, levando um pouco mais de linha. Um grito de felicidade e vibra\u00e7\u00e3o encheu meu rosto com um grande sorriso, imposs\u00edvel de esconder.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Pesca3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"448\" height=\"336\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Pesca3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1508\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Pesca3.jpg 448w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Pesca3-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><\/a><figcaption>Finalmente peixe na linha&#8230;<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Pesca2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"336\" height=\"448\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Pesca2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1509\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Pesca2.jpg 336w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Pesca2-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 336px) 100vw, 336px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 o sentimento que motiva os pescadores esportivos a sempre buscarem grandes emo\u00e7\u00f5es. N\u00e3o foi o peixe que eu esperava, mas diante a situa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tinha por que reclamar. Sem grande resist\u00eancia, a pequena Barracuda de 3 Kg entregou-se e foi embarcada. Nesse momento pude ergu\u00ea-la como um grande trof\u00e9u.<br>Nossa pescaria embarcada ficou apenas nisso. Definitivamente n\u00e3o foi o que eu esperava, mas o que fazer diante da natureza, apenas aceitar a realidade dos fatos.<br>S\u00f3 posso encontrar explica\u00e7\u00e3o para o fato dos peixes n\u00e3o aparecerem na condi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica. O tempo tava chuvoso e em alguns momentos do dia, ventou muito.\u00a0 E existia previs\u00e3o de ressaca no mar, isso pode explicar o fato do mar estar um pouco sujo, para os padr\u00f5es de Noronha, e a temperatura da \u00e1gua estar muito fria. \u00a0Nessas caracter\u00edsticas, nunca fiz uma pescaria produtiva.<br>Mas, como um bom brasileiro, eu n\u00e3o desisto f\u00e1cil. Ainda existia a possibilidade de pescaria de barranco, na regi\u00e3o do porto, onde \u00e9 permitida a pesca para turistas.\u00a0 Obtive informa\u00e7\u00f5es que nessa regi\u00e3o seria muito f\u00e1cil capturar bons Xareus.<br>O sol j\u00e1 dava sinais de fraqueza, e come\u00e7ava mais um ritual de despedida. Nesse momento tem-se a impress\u00e3o que tudo silencia para reverenciar o nosso astro maior, e quem sabe agradecer por mais um dia de muita luz.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Sunset4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"448\" height=\"336\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Sunset4.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1510\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Sunset4.jpg 448w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Sunset4-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><\/a><figcaption>Belo final de pescaria.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Sunset5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"448\" height=\"336\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Sunset5.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1511\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Sunset5.jpg 448w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Sunset5-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><\/a><figcaption>O porto despede-se do sol.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>No dia seguinte, t\u00ednhamos compromisso com nossa \u00faltima pauta, o passeio de barco pelas ilhas, com direito ao \u201cPlana Sub\u201d, modalidade de mergulho em que a pessoa utiliza uma pequena prancha de acr\u00edlico que \u00e9 presa ao barco por uma corda de uns quinze metros, enquanto que o barco navega lentamente pela ilha. Esse tipo de passeio permite a observa\u00e7\u00e3o de muitas forma\u00e7\u00f5es rochosas no fundo do mar, com direito a muitas surpresas, como golfinhos, tartarugas e poss\u00edveis tubar\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, como nem tudo s\u00e3o flores, nesse dia, o mar estava com a \u00e1gua turva, com alguns lugares com p\u00e9ssima visibilidade, embora, em outros lugares oferecerem melhor condi\u00e7\u00e3o. Considerei muito positivo esse tipo de mergulho, mesmo com adversidades e sem grandes surpresas, pois, nenhuma delas apareceu.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Planasub2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"448\" height=\"336\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Planasub2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1512\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Planasub2.jpg 448w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Planasub2-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><\/a><figcaption>Plana Sub<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Planasub1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"448\" height=\"336\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Planasub1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1513\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Planasub1.jpg 448w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Planasub1-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><\/a><figcaption>Ponto extremo da ilha<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Durante esse passeio, pude observar muitos pontos da ilha que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel embarcado. A beleza selvagem e preservada das forma\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas \u00e9 algo que chama a aten\u00e7\u00e3o de todos. S\u00e3o lugares onde se tem a impress\u00e3o que o homem nunca esteve por l\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante de tantas belezas naturais, imaginem as possibilidades de pesca esportiva nessas regi\u00f5es. Mas, pescaria s\u00f3 \u00e9 permitida na \u00e1rea do porto at\u00e9 a praia da Cacimba do Padre, ou no oceano, a partir de locais com mais de cinq\u00fcenta metros de profundidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Por volta do meio-dia, voltamos a pousada, \u00e9 chegada a hora da partida, menos para mim, que ficaria mais dia. Fizemos um almo\u00e7o r\u00e1pido e por volta das 14:00 horas, j\u00e1 tinha deixado todos no aeroporto.<\/p>\n\n\n\n<p>Voltei para pousada para descansar um pouco, pois, as pr\u00f3ximas horas prometiam boas emo\u00e7\u00f5es. J\u00e1 existia uma pauta, iria pescar no final da tarde, tentar capturar alguns Xareus e \u00e0 noite seria a comemora\u00e7\u00e3o do dia da consci\u00eancia negra, e uma grande festa estava sendo organizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Por volta das 16:00 horas, estava chegando ao porto, o objetivo seria pescar na extremidade do molhe, onde existe um canal de passagem de embarca\u00e7\u00f5es e um naufr\u00e1gio bem pr\u00f3ximo. Com muita vontade superei a grandes pedras que formam o molhe, encontrando um local semi-plano e bastante c\u00f4modo. A expectativa do primeiro arremesso sempre \u00e9 grande, e para minha felicidade, um Xareu de uns 2 Kg atacou minha isca de superf\u00edcie, ballyhoo de 15 cm, sem chance de levar linha, pois, estava usando linha multifilamento de 50 lbs. O reboque foi t\u00e3o grande que quando foi pegar o peixe ele soltou-se da garat\u00e9ia.<\/p>\n\n\n\n<p>Meu cora\u00e7\u00e3o ficou pulsando mais forte que nunca, imaginava que seria uma verdadeira festa de peixes. Mas, n\u00e3o era mesmo o dia do pescador. Apenas outro pequeno Xar\u00e9u e uma Barracudada foram capturados.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/CIMG1583.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"336\" height=\"448\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/CIMG1583.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1514\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/CIMG1583.jpg 336w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/CIMG1583-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 336px) 100vw, 336px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/CIMG1567.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"336\" height=\"448\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/CIMG1567.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1515\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/CIMG1567.jpg 336w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/CIMG1567-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 336px) 100vw, 336px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Quando o sol se foi, eu j\u00e1 estava conformado que n\u00e3o seria dessa vez em que conseguiria uma boa pescaria no mar. Os grandes exemplares nem ao longe davam sinal de vida. Restou-me, respeitar e submeter-se a vontade da natureza. E apreciar mais show do mestre solar.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/CIMG1570.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"448\" height=\"336\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/CIMG1570.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1516\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/CIMG1570.jpg 448w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/CIMG1570-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><\/a><figcaption>O \u00faltimo por sol<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Nem tudo na ilha \u00e9 perfeito como a natureza, problemas s\u00e9rios de infra-estrutura s\u00e3o enfrentados diariamente por todos que vivem no local e refletem diretamente no turismo. A falta de energia el\u00e9trica e \u00e1gua fazem parte do cotidiano de Noronha. E tudo tem solu\u00e7\u00e3o, apenas depende de for\u00e7a pol\u00edtica, assim como tudo nesse pa\u00eds. Eu esperava que pelo menos um lugar desses estivesse livre da lama a mazelas, que tanto caracteriza os administradores do continente.<\/p>\n\n\n\n<p>O sol se foi, a energia tamb\u00e9m, e assim, a festa que estava organizada para comemora\u00e7\u00e3o do dia da consci\u00eancia negra sucumbiu. E por ironia do destino justamente nesse dia, a ilha resolveu homenagear com uma noite realmente escura.<\/p>\n\n\n\n<p>A energia voltou por volta das 22:00 horas, mas tudo j\u00e1 tinha sido cancelado e s\u00f3 restava voltar a pousada e descansar para o pr\u00f3ximo dia. A pauta seguinte, contemplava mais uma tentativa de pescaria no porto e surf na Praia da Concei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Acordei bem cedo e fui direto ao porto, ainda tinha esperan\u00e7as de pegar um bom peixe. Repeti o mesmo percurso do dia anterior, e apenas um pequeno Xareu fora capturado. Resolvi tentar alguns arremessos pr\u00f3ximo a praia, onde algumas ondas quebravam e existia uma maior oxigena\u00e7\u00e3o da \u00e1gua. Ap\u00f3s alguns arremessos, um outro Xareu de 2 Kg atacou na superf\u00edcie e mais uma vez foi rebocado e escapou dos anz\u00f3is quando estava para ser pego pelo alicate pega-peixe. Desconfiei que esses peixes fossem muito t\u00edmidos e n\u00e3o gostassem de fotos, sempre escapavam da minha lente.<br>Como o tempo era curto, porque o v\u00f4o estava marcado para \u00e0s 15:30 da tarde, voltei r\u00e1pido para pousada, onde tomei um caf\u00e9 refor\u00e7ado e fui direto para a Praia da Concei\u00e7\u00e3o, local muito apreciado pelos surfistas. Tinha locado um kit profissional de Bodyboard, prancha e nadadeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao chegar na praia, observei que as ondas n\u00e3o eram t\u00e3o grandes, quebravam por igual e apenas dois surfistas aventuravam-se a direita da praia. Ent\u00e3o, resolvi manter uma certa dist\u00e2ncia deles e comecei a enfrentar o mar. Foram uns 10 minutos de esfor\u00e7o, at\u00e9 superar a \u00e1rea de rebenta\u00e7\u00e3o. Consegui chegar no ponto de forma\u00e7\u00e3o das ondas, e nesse momento uma parede \u00e1gua de uns tr\u00eas metros de altura se formou a minha frente, e n\u00e3o tive como passar por ela, nem t\u00e3o pouco enfrenta-la. Nesses casos, o mar n\u00e3o costuma perdoar. Fui engolido pela onda e passei por momentos de afli\u00e7\u00e3o no fundo, por n\u00e3o conseguir subir para respirar. Fiquei assustado e impressionado com a for\u00e7a das ondas. Quase que fico de vez no mar de Noronha.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, n\u00e3o sou f\u00e1cil de desistir, entrei novamente no mar, disposto a descer qualquer onda. E mais uma vez fui engolido por outra onda. Sou persistente, mas, n\u00e3o sou imprudente, ent\u00e3o, resolvi sair da \u00e1gua e limitar-se a apreciar o visual. E como ningu\u00e9m \u00e9 de ferro, uma gelada sempre vai bem nessas horas.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/bar.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"448\" height=\"336\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/bar.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1517\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/bar.jpg 448w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/bar-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><\/a><figcaption>Bar Duda Rei, praia da Concei\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>&nbsp;E assim findou-se meus dias no para\u00edso de Fernando de Noronha. Onde pude perceber que homem e natureza podem viver em grande harmonia e respeito m\u00fatuo, e com gera\u00e7\u00e3o de divisas. Fiquei com \u00f3timas impress\u00f5es da ilha, \u00e9 poss\u00edvel sim viver em equil\u00edbrio com a natureza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante toda a minha vida desejei conhecer o arquip\u00e9lago de Fernando de Noronha, no ano passado participei de um projeto de viagem via barco, que ainda pretendo fazer, mas n\u00e3o se realizou. 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