{"id":1485,"date":"2006-07-17T11:59:51","date_gmt":"2006-07-17T14:59:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/?p=1485"},"modified":"2021-12-28T22:50:07","modified_gmt":"2021-12-29T01:50:07","slug":"expedicao-sertao-2-o-acampamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/expedicao-sertao-2-o-acampamento\/","title":{"rendered":"Expedi\u00e7\u00e3o sert\u00e3o 2 &#8211; O acampamento"},"content":{"rendered":"\n<p><br>O sert\u00e3o oferece in\u00fameras op\u00e7\u00f5es para pesca esportiva do Tucunar\u00e9, em grandes e m\u00e9dias barragens que est\u00e3o espalhadas pelo interior do estado, e praticamente todas possuem muitos peixes e tamb\u00e9m grandes exemplares do cultuado \u201cCichla monoculus\u201d, nome cient\u00edfico do bocudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas uma vez organizamos uma expedi\u00e7\u00e3o em busca dos grandes exemplares. Foi escolhida a barragem de S\u00e3o Jo\u00e3o do Sabug\u00ed, interior do RN, cerca de 350 km de Natal. A proposta foi um montar um rancho em uma determinada margem, nas proximidades da represa e passarmos o s\u00e1bado e o domingo.<\/p>\n\n\n\n<p>Pois bem, por volta das 7:00 da manh\u00e3 pegamos a estrada, partindo da Cidade de Patos, que dista uns 270 km de Jo\u00e3o Pessoa &#8211; PB, com destino a pequena S\u00e3o Jo\u00e3o do Sabugi, cerca de 350 km de Natal-RN, cujo nome, nomeou a barragem. Em torno das 9:30 chegamos no local, ap\u00f3s alguns percal\u00e7os. Inicialmente, ficamos surpresos com o n\u00edvel da \u00e1gua da barragem, que se apresentava em sua capacidade m\u00e1xima, com muitas \u00e1reas alagadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro fator que rapidamente chamou nossa aten\u00e7\u00e3o foi a for\u00e7a do vento, que causava ondula\u00e7\u00f5es que poderiam at\u00e9 lembrar uma praia em dias de ver\u00e3o. Alem disso, a natureza n\u00e3o se demonstrava muito a favor dos pescadores, o dia estava nublado e ameno, fazendo com que a \u00e1gua estivesse fria.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao01.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"448\" height=\"336\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao01.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1486\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao01.jpg 448w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao01-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Pela nossa experi\u00eancia, n\u00e3o t\u00ednhamos nada ao nosso favor. Todos os fatores apontavam para um dia pouco produtivo em termos de pesca esportiva. Mas, como somos nordestinos e \u201ccabra da peste\u201d, nunca desistimos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, pela na manh\u00e3 do s\u00e1bado, apenas 3 pescadores foram tentar a sorte, eu fui sozinho em um barco, enquanto que An\u00edbal e Virgulino, que n\u00e3o \u00e9 o \u201cLampi\u00e3o\u201d, em outra embarca\u00e7\u00e3o. Enquanto isso, o nosso amigo Martins se ocupava de organizar o rancho.<\/p>\n\n\n\n<p>Em fim, barcos na \u00e1gua, rapidamente An\u00edbal desaparece na imensid\u00e3o da \u00e1gua, enquanto que eu fico me acertando com o motor el\u00e9trico. Perdi muito tempo aprendendo a dominar a embarca\u00e7\u00e3o em meio a um forte vento, que sempre teimava em empurrar o barco sobre as estruturas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s uns 40 minutos de luta brava contra o motor el\u00e9trico, consegui chegar \u00e0 margem de uma pequena serra que tinha sua base coberta pelo avan\u00e7o das \u00e1guas. Lugar perfeito, com muita estrutura e principalmente rochedos para tudo que \u00e9 lado. Certamente, um local ideal para se perder algumas iscas. Mas, nada disso aconteceu, apenas obtive um ataque de um Tucunar\u00e9 extremamente t\u00edmido, que rapidamente voltou ao seu esconderijo. Ainda tentei v\u00e1rias vezes em locais diferentes, mas n\u00e3o obtive nenhuma a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Cansado e faminto, me dirigi de volta ao rancho, onde nosso amigo Martins preparava um arroz carreteiro com tudo que tinha direito. Enquanto isso, nem sinal de An\u00edbal e seu parceiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao chegar ao rancho, comuniquei ao amigo Martins os acontecimentos e conclu\u00edmos que n\u00e3o est\u00e1vamos em um bom dia de pesca. Nesse momento,&nbsp;&nbsp;o calor j\u00e1 estava mostrando que apesar do tempo nebuloso o sol ainda castiga os filhos do sert\u00e3o. Achei por bem, tomar um banho para relaxar um pouco. Por precau\u00e7\u00e3o, levei meu equipamento b\u00e1sico, vara 20 lbs e carretilha Shimano Curado, com uma isca Marine Sports Flash Minnow. Pois, o mais improv\u00e1vel aconteceu. Pinchei pr\u00f3ximo a um arbusto seco que se encontrava a cerca de uns 10 m da margem. E para minha surpresa, ele resolveu mostrar a cara, e com a viol\u00eancia de sempre atacou a isca, fincando as duas garat\u00e9ias em seu corpo. Com um grito de guerra, comemorei o feito. Era um exemplar de uns 1,5 kg, que \u00e9 o padr\u00e3o do local. Voltei ao rancho ainda com o bocudo na linha festejei euforicamente com o amigo Martins. Pelo menos o peixe do jantar j\u00e1 estava garantido.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao08.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"448\" height=\"336\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao08.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1487\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao08.jpg 448w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao08-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Logo mais, An\u00edbal e Virgulino chegaram, e exibiam um semblante de desapontamento e apenas 4 tucunar\u00e9s na faixa de 3 kg, que \u00e9 muito fraco para os padr\u00f5es locais.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao02.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"448\" height=\"336\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao02.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1488\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao02.jpg 448w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao02-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Reunimos-nos para o almo\u00e7o, e ap\u00f3s meia d\u00fazia de piadas j\u00e1 est\u00e1vamos renovados e determinados a encontrar bons exemplares no per\u00edodo da tarde.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao10.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"336\" height=\"448\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao10.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1489\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao10.jpg 336w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao10-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 336px) 100vw, 336px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Para variar, o incans\u00e1vel An\u00edbal sumiu novamente em meio aos alagados. Alguns minutos depois, eu e Martins fomos \u00e0 busca do nosso objetivo. Arremessos para todos os lados, em forma\u00e7\u00f5es rochosas, cercas velhas, pr\u00f3ximo \u00e0s galhadas. Mas, parecia que nada adiantaria, nem alevinos se atreviam a olhar para nossas iscas. Isso desmotivou Martins, que resolveu apenas guiar o barco para que eu tentar-se encontrar algum Tucuna. Cruzamos a barragem no sentido norte, encontrando uma enseada abrigada do vento, ou seja, a \u00e1gua estava um espelho, al\u00e9m disso na margem esquerda tinha uma forma\u00e7\u00e3o rochosa formando uma grande parede, que certamente abrigaria bons exemplares. Mas, tudo continuava com antes, nada de a\u00e7\u00e3o. Com muita insist\u00eancia, arremessei perto \u00e0s estruturas do pared\u00e3o, e um bocudo tentou pegar minha isca, sem sucesso. Repeti o arremesso umas 5 vezes, at\u00e9 que recebi outro ataque na isca, que dessa vez senti firmeza, resultando num Tucunar\u00e9 de aproximadamente 1 Kg. Que dediquei a todos os brasileiros de nunca desistem.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o humor renovado, resolvemos dar a volta e passar mais uma vez pelo mesmo local.&nbsp;&nbsp;Resultando em mais um exemplar, sendo de menor porte, que logo foi solto. A essa altura, o sol j\u00e1 come\u00e7ava a demonstrar a falta de paci\u00eancia com o dia, e come\u00e7ava a despedir-se.<\/p>\n\n\n\n<p>Voltamos ao rancho, e mais alguns minutos depois, An\u00edbal chegou ainda mais desapontado, pois, durante a tarde apenas Virgulino conseguiu pegar um exemplar, configurando a \u00fanica a\u00e7\u00e3o do per\u00edodo vespertino.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao12.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"448\" height=\"336\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao12.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1490\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao12.jpg 448w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao12-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao04.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"160\" height=\"120\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao04.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1491\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Para n\u00f3s, restavam apenas as piadas e brincadeiras t\u00edpicas dos pescadores.\u00a0\u00a0Entre uma conversa e outra, concordamos que no dia seguinte ir\u00edamos tentar uma outra barragem pr\u00f3xima ou mesmo um outro setor da mesma barragem.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao05.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"160\" height=\"120\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao05.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1492\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Dormimos bem, apesar do frio da madrugada. Ao amanhecer, percebemos que o dia e o tempo n\u00e3o tinham melhorado, e sim piorado, o vento estava mais forte, e o c\u00e9u com mais nuvens.<\/p>\n\n\n\n<p>Rapidamente preparamos o caf\u00e9 da manh\u00e3, arrumamos as tralhas e levantamos acampamento rumo a barragem de Carna\u00fabas, que fica \u00e0 cerca de uns 15 km do local. Ao chegarmos ao local, surpresa, a barragem estava quase sangrando, encontrava-se em seu n\u00edvel m\u00e1ximo. Realizamos alguns arremessos pela margem pr\u00f3xima, mas achamos prudente n\u00e3o por os barcos na \u00e1gua e seguir de volta para a outra, mas dessa vez tentar\u00edamos nas proximidades do sangradouro, pois existe muita estrutura de pedras.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao03.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"314\" height=\"235\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao03.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1493\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao03.jpg 314w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao03-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 314px) 100vw, 314px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>De cara, o lugar nos deixou com motiva\u00e7\u00e3o renovada, pois conseguimos perceber locais com \u00e1gua abrigada do vento e com menor profundidade que os outros locais do dia anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Com anima\u00e7\u00e3o colocamos os barcos na \u00e1gua e iniciamos mais uma jornada. Seguimos em dire\u00e7\u00e3o a um serrote onde havia uma margem com muitas pedras e galhadas. Mas logo percebemos que nosso maior inimigo nos seguia, implac\u00e1vel, o vento, que soprava com tamanha for\u00e7a que obrigava muita aten\u00e7\u00e3o por parte do companheiro que controlava o motor el\u00e9trico, pois qualquer descuido, o barco poderia colidir com pedras.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao11.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"448\" height=\"336\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao11.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1494\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao11.jpg 448w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao11-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 448px) 100vw, 448px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>N\u00e3o precisa nem falar que foi mais um dia de pescaria frustrante. Com muito esfor\u00e7o e dedica\u00e7\u00e3o, apenas dois peixes foram capturados, um belo exemplar de 2 kg, pego por An\u00edbal e outro menor de 1 kg que comemorei como quem ganha um pr\u00eamio.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao07.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"235\" height=\"314\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao07.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1495\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao07.jpg 235w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/sertao07-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 235px) 100vw, 235px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Por volta das 12h, j\u00e1 est\u00e1vamos de volta ao local de partida, onde fizemos uma refei\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e arrumamos tudo e decidimos dar por encerrada essa aventura.<\/p>\n\n\n\n<p>Para n\u00f3s, restou apenas o aprendizado proporcionado pela natureza. Sempre respeitar as esta\u00e7\u00f5es do ano. Pois, para cada modalidade de pesca, existe a \u00e9poca prop\u00edcia para sua pr\u00e1tica. Com rela\u00e7\u00e3o ao nosso amigo Tucunar\u00e9, a experi\u00eancia indica que os fatores naturais, como vento e temperatura da \u00e1gua, s\u00e3o potenciais inibidores da sua a\u00e7\u00e3o. Portanto, deixo aos amigos pescadores a li\u00e7\u00e3o de que, planejamento e racionalidade devem fazer parte do aparato de pesca do pescador esportivo, que muitas vezes age por pura emo\u00e7\u00e3o, esquecendo experi\u00eancias do passado e repetindo os mesmos erros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sert\u00e3o oferece in\u00fameras op\u00e7\u00f5es para pesca esportiva do Tucunar\u00e9, em grandes e m\u00e9dias barragens que est\u00e3o espalhadas pelo interior do estado, e praticamente todas possuem muitos peixes e tamb\u00e9m grandes exemplares do cultuado \u201cCichla monoculus\u201d, nome cient\u00edfico do bocudo. 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