{"id":1474,"date":"2006-07-15T18:42:27","date_gmt":"2006-07-15T21:42:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/?p=1474"},"modified":"2021-12-28T07:33:31","modified_gmt":"2021-12-28T10:33:31","slug":"um-rio-chamado-sibauma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/um-rio-chamado-sibauma\/","title":{"rendered":"Um rio chamado Siba\u00fama"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>H\u00e1 algum tempo atr\u00e1s, em passeio pelo litoral sul do estado do Rio Grande do Norte, conhecemos um riozinho de nome Siba\u00fama que nos chamou aten\u00e7\u00e3o por parecer uma excelente op\u00e7\u00e3o para pesca de Robalo (aqui conhecido como Camurim), precisamos pescar algumas vezes nesse rio para &#8220;pegar a manha&#8221; e conseguir decifra-lo, fizemos boas pescarias, desde ent\u00e3o, o &#8220;roteiro Siba\u00fama&#8221; j\u00e1 faz parte de nosso roteiro de pesca.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/inter017_pic01.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"452\" height=\"300\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/inter017_pic01.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1475\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/inter017_pic01.jpg 452w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/inter017_pic01-300x199.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 452px) 100vw, 452px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Distante aproximadamente 90 quil\u00f4metros da capital Natal, para chegar ao rio, seguimos pela BR-101 onde entramos na cidade de Goianinha e passamos em Tib\u00e1u do sul e Pipa at\u00e9 chegar a pequena cidade de Siba\u00fama.<br><br>Recentemente voltamos ao rio para gravar um v\u00eddeo (DVD) do grande amigo Marcos R\u00e9ia sobre a pesca no Nordeste.<br><br>Escolhemos duas mar\u00e9s para a pescaria, dia 07 e 18 de setembro respectivamente. Subimos o rio com uma embarca\u00e7\u00e3o de 4 metros dotado de motor de popa de 8 Hp, levamos cerca de 40 minutos at\u00e9 o ponto onde come\u00e7amos a descer e realizar nossos arremessos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/inter017_pic02.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"452\" height=\"600\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/inter017_pic02.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1476\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/inter017_pic02.jpg 452w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/inter017_pic02-226x300.jpg 226w\" sizes=\"auto, (max-width: 452px) 100vw, 452px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>No trecho que vai da pequena foz at\u00e9 aproximadamente 1 quil\u00f4metro, o rio \u00e9 um pouco raso, dificilmente ultrapassando 1,5 m de profundidade e dependendo da mar\u00e9, nos obriga a descer da embarca\u00e7\u00e3o e arrasta-la por alguns trechos. Acredito que uma das causas do assoreamento do rio nesses trechos deve-se \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de in\u00fameros viveiros de cria\u00e7\u00e3o de camar\u00f5es onde n\u00e3o foi respeitada a legisla\u00e7\u00e3o que obriga em rios de pequeno porte como esse manter pelo menos 30 metros de mata ciliar em suas margens.<br><br>Mesmo assim, o consideramos um rio com bastante vida ainda, pois podemos ver cardumes de peixes subindo e descendo o rio constantemente. Dentre eles identificamos Sa\u00fanas, Carapebas, Til\u00e1pias al\u00e9m de uma enorme quantidade de lambaris.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/inter017_pic03.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"452\" height=\"300\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/inter017_pic03.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1477\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/inter017_pic03.jpg 452w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/inter017_pic03-300x199.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 452px) 100vw, 452px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O Siba\u00fama \u00e9 um rio de \u00e1gua limpa e praticamente doce (excetuando sua foz nas mar\u00e9s cheias) com bastante vegeta\u00e7\u00e3o aqu\u00e1tica submersa onde podemos claramente ver os Robalos sa\u00edrem de dentro para atacar nossas iscas e para onde retornam na tentativa de escaparem do anzol.<br><br>Al\u00e9m do Robalo, outra esp\u00e9cie que fisgamos com freq\u00fc\u00eancia s\u00e3o os Jacund\u00e1s, principalmente quando usamos iscas menores, mas h\u00e1 relatos tamb\u00e9m da exist\u00eancia de Tarpons (Camurupins), por\u00e9m, ainda n\u00e3o tivemos a sorte de encontr\u00e1-los.<br><br>Em nossa pescaria, fisgamos Robalos Flechas (centropomus undecimalis), e o Robalo Trick (centropomus ensiferus). N\u00e3o houve estranhamente captura de Pevas (centropomus parallelus), pois \u00e9 a esp\u00e9cie de Robalo mais abundante em cursos de rios de \u00e1gua doce.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/inter017_pic04.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"452\" height=\"300\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/inter017_pic04.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1478\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/inter017_pic04.jpg 452w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/inter017_pic04-300x199.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 452px) 100vw, 452px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O maior Robalo fisgado na pescaria (um flechinha) pesou exatos 2 quilos, mas sabemos que sobem Robalos bem maiores, por\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o residentes, poder\u00edamos afirmar que s\u00e3o peixes de passagem que eventualmente sobem para alimentar-se ou mesmo desovar.<br><br>N\u00e3o h\u00e1 necessidade de uso de material muito pesado como, por exemplo, se estivermos pescando em canais de mangue mais largos e profundos onde h\u00e1 realmente a probabilidade (mesmo que remota) de fisgarmos grandes Robal\u00f5es de 10 quilos ou mais at\u00e9 porque \u00e9 um rio com poucas estruturas como galhadas submersas ou cracas que n\u00e3o desenvolvem na \u00e1gua doce. Para tanto, recomendamos varas de 8 a 14 lbs. Ou no m\u00e1ximo 8 a 17 lbs e carretilhas compat\u00edveis carregadas com linha 0,28 a 0,33mm. Levamos tamb\u00e9m varas para molinete de 6 a 12 lbs munido com linha 0,23mm. Para arremesso de iscas bem leves de 5 cent\u00edmetros. Usamos iscas de no m\u00e1ximo de 9 cent\u00edmetros.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/inter017_pic06.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"452\" height=\"300\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/inter017_pic06.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1479\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/inter017_pic06.jpg 452w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/inter017_pic06-300x199.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 452px) 100vw, 452px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Particularmente prefiro o uso de iscas de superf\u00edcie imprimindo um trabalho mais lento que julgo ideal para atrair os Robalos que s\u00e3o peixes bastante manhosos. Usei nessa pescaria iscas AICAS modelos: Boror\u00f3, Bom-Bom, Paca entre outras, mas sem d\u00favida uma isca que \u00e9 um sucesso na pesca do Robalo \u00e9 a Samurai, por se assemelhar bastante com um pequeno Lambari. Principalmente em cores brilhantes ou transparentes. Outro fato \u00e9 que o acabamento cromado dessas iscas \u00e9 bastante resistente, ao contr\u00e1rio de muitas iscas famosas no mercado que no primeiro contato com a boca \u00e1spera do peixe come\u00e7am a descascar como se estivesse caindo o reboco de uma parede.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/inter017_pic07.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"452\" height=\"300\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/inter017_pic07.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1480\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/inter017_pic07.jpg 452w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/inter017_pic07-300x199.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 452px) 100vw, 452px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Por ser um Rio de \u00e1gua muito limpa, d\u00e1 para ver o cardume vir atr\u00e1s da isca, a pesca \u00e9 praticamente no visual e quando um exemplar \u00e9 fisgado os outros indiv\u00edduos do cardume o acompanham proporcionando ao parceiro de pesca arremessar e fisgar o seu tamb\u00e9m (duble). Em um desses cardumes chegamos a pegar praticamente todos os peixes (cinco no total) que obviamente foram liberados para que continuasse seu ciclo de vida.<br><br>Para finalizar, foi bastante prazeroso a pesca nesse pequeno rio, foi uma pescaria bastante produtiva com imagens incr\u00edveis de ataque de peixes e que esperamos em breve voltar e quem sabe, com um pouco de sorte fisgar Robalos bem maiores. E torcer tamb\u00e9m que as cria\u00e7\u00f5es de camar\u00f5es em viveiros n\u00e3o venham a prejudicar irreversivelmente este pequeno, mas belo curso d&#8217;\u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/inter017_pic08.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"452\" src=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/inter017_pic08.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1481\" srcset=\"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/inter017_pic08.jpg 300w, https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/inter017_pic08-199x300.jpg 199w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Alexandre Cardoso&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 algum tempo atr\u00e1s, em passeio pelo litoral sul do estado do Rio Grande do Norte, conhecemos um riozinho de nome Siba\u00fama que nos chamou aten\u00e7\u00e3o por parecer uma excelente op\u00e7\u00e3o para pesca de Robalo (aqui conhecido como Camurim), precisamos pescar algumas vezes nesse rio para &#8220;pegar a manha&#8221; e conseguir decifra-lo, fizemos boas pescarias, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"sfsi_plus_gutenberg_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_show_text_before_share":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_type":"","sfsi_plus_gutenberg_icon_alignemt":"","sfsi_plus_gutenburg_max_per_row":"","footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-1474","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-materias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1474","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1474"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1474\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1482,"href":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1474\/revisions\/1482"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1474"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1474"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.pescanordeste.com.br\/revista\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1474"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}